O cheiro de terra úmida e jasmim a envolveu assim que atravessou a última folhagem. Ele estava lá, encostado no banco de pedra, os ombros largos recortados contra o luar fraco. Não disse nada — só a olhou com aquela firmeza calma que fazia o ar faltar.
Ela deu dois passos e Ele se moveu. Em silêncio, a encurralou contra a pedra fria. Os quadris dele pressionaram seu ventre, o tecido áspero da calça esfregando na pele nua das coxas por baixo do vestido. A mão calejada deslizou pela lateral da coxa dela, apertando devagar, ainda por cima da roupa.
Ela mordeu o lábio inferior, a voz baixa e ofegante: — A gente não devia estar aqui.
Ele roçou os lábios na orelha dela, a respiração quente. — Mas você veio.
A mão subiu até o rosto dela, o polegar firme no queixo. — Agora você é minha.
A mão calejada ainda segurava o queixo dela quando Ele inclinou o rosto e tomou sua boca. Não foi um beijo de pedido — foi invasão. A língua empurrou entre os lábios dela, molhada, urgente, preenchendo cada canto. Ela gemeu contra a boca dele, os dedos se fechando no tecido da camisa.
Puxou para cima. Ele ergueu os braços e ela arrancou a camisa, deixando cair no chão de terra. O peito dele subia e descia rápido, os ombros largos banhados pelo luar.
Ele não esperou. As mãos desceram pelo corpo dela e agarraram a barra do vestido, subindo o tecido até a cintura. Os dedos encontraram o elástico da calcinha e puxaram para baixo, devagar, até os joelhos. O ar frio da noite tocou a pele exposta.
Ela levou as mãos ao cós da calça dele. Desabotoou. O zíper cedeu com um ruído seco. Quando enfiou a mão por dentro da cueca e envolveu os dedos ao redor do pau, sentiu o calor pulsando contra a palma — duro, rígido, vivo.
Ele soltou um som grave, a boca descendo para o pescoço dela. Chupou a pele, a língua pressionando, os dentes roçando até deixar uma marca escura. Ela apertou o pau com mais força, sentindo cada batida.
Ele a empurrou para trás. O pau pulsou na mão dela enquanto as costas nuas tocavam a pedra fria.
As costas dela bateram na pedra fria. Ele não deu tempo para o choque — os joelhos dele abriram as coxas dela, forçando as pernas para os lados até a pele esticar. O vestido amassado na cintura. A calcinha ainda pendurada num tornozelo. O pau duro apontava para o ventre dela, a glande molhada de pré-gozo brilhando sob o luar.
Ele desceu. A boca encontrou a buceta antes que ela pudesse respirar.
A língua larga lambeu do clitóris até a entrada, abrindo os lábios molhados, recolhendo o mel que já escorria. Ela arqueou as costas, a nuca raspando na pedra. Ele gemeu contra a carne, a saliva misturada ao gosto dela escorrendo pelo queixo. Os dedos entraram — dois de uma vez, empurrando fundo enquanto a boca chupava o clitóris com força. O som molhado ecoou entre as folhas. Obsceno. Alto. Ela soltou um gemido involuntário, as unhas cravando nas costas largas, o quadril empurrando contra o rosto dele.
— Não para — a voz saiu ofegante, quebrada.
Ele não parou. Lambeu, chupou, enfiou os dedos mais fundo, a palma batendo no monte de vênus a cada estocada. Ela sentiu o orgasmo subir, as coxas tremendo, mas ele tirou a boca antes do clímax. Levantou-se. O pau pulsava, a glande roxa e inchada. Posicionou na entrada, o mel dela lambuzando a cabeça.
Uma estocada seca. Até o fundo.
Ela gritou. O pau a preencheu inteira, a base batendo no clitóris, o mel espirrando. Ele não esperou — as estocadas vieram rápidas, duras, os quadris batendo nas nádegas dela com som de carne chacoalhando. O banco de pedra rangeu sob o peso dos dois corpos suados. Ela agarrou os ombros dele, as pernas enroscadas na cintura, a buceta apertando o pau a cada investida.
— Vou gozar — ela gemeu, a voz estrangulada. — Vou gozar, vou...
O orgasmo explodiu. O corpo espasmou, a buceta contraiu em ondas ao redor do pau, o líquido quente escorrendo pela fenda e ensopando a pedra. Ela gritou o nome dele, as unhas rasgando a pele das costas.
Ele empurrou fundo uma última vez. Gemeu grave, os dentes cerrados, e gozou. A porra quente jorrou dentro, enchendo o útero, pulsando em jatos que ela sentiu até o fundo do ventre. Ele ficou enterrado, o peito subindo e descendo, o pau ainda duro latejando dentro dela.
A porra dele vazou pela buceta e gotejou no banco de pedra frio.
Ela deixou a cabeça pousar no peito dele, o coração ainda martelando sob a pele quente e suada. Os dedos dela deslizaram devagar pelo esterno, contornando os músculos tensos que aos poucos relaxavam. Ele beijou a testa dela, os lábios demorando na pele úmida, e puxou-a mais para perto com o braço firme na cintura. As pontas dos dedos dele percorreram as costas nuas dela em carícias lentas, quase distraídas, desenhando círculos na pele arrepiada.
— Não vou mais fugir disso — ela sussurrou, a voz ainda trêmula. Ele não respondeu com palavras, só apertou o abraço. A respiração dos dois foi acalmando, os peitos subindo e descendo juntos. Ela fechou os olhos no peito dele, o banco de pedra frio sob eles, o jardim escondido guardando o que enfim pertence a ambos.
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Cléia Fialho

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