Tua língua traça versos obscenos em minha pele arqueada e ofegante, descendo devagar pelo ventre sensível, provocando o centro de tudo, até eu gritar em convulsão descontrolada e profunda que rasga o silêncio. Penetras-me em estocada única e brutal, fundo e sem trégua... meu corpo apertando em espasmos…
quinta-feira, 7 de maio de 2015
VERSOS OBSCENOS
domingo, 3 de maio de 2015
CHEIROS DE NÉCTAR
Cheiros de néctar, o aroma da paixão, Envolve nossos corpos num doce abraço, E nesse encontro, somos um furacão, Sacia-se a sede em cada beijo escasso. Um gosto agridoce, essa tentação, Nossos lábios se encontram num compasso, Em volúpias sensuais, sem ilusão, Saboreamos o prazer em cada traço. Na dança do…
quinta-feira, 30 de abril de 2015
SEM LICENÇA - Capítulo II
O DESFECHO O colchão afundou sob o peso dele. Rafael já estava em cima — os joelhos dele forçando as coxas dela a se abrirem, escancarando a buceta molhada para a luz da rua que cortava o quarto. Ele desceu. A boca quente cobriu a buceta de uma vez, a língua plana lambendo do clitóris até a entrada …
quarta-feira, 29 de abril de 2015
SEM LICENÇA - Capítulo I
A PRESSÃO A porta estalou ao fechar. Rafael encostou-se nela e deixou o olhar descer pelo corpo dela — lento, sem pressa, como se já soubesse cada curva que encontraria. Ela recuou um passo. As costas tocaram a parede fria e a luz da rua cortou seu rosto, deixando o resto na penumbra. Ele avançou. Os…
terça-feira, 28 de abril de 2015
CONVITE DE CARNE
Tua pele é o convite que minha língua aceita voraz, sedosa, salgada, cheirando a suor noite adentro e a sexo quente. Embalada em notas de desejos cruentos e selvagens, a boca desce pela curva do ventre molhado, os dedos cravando a carne, os quadris erguendo-se em oferenda explícita à fome que nos consom…
quinta-feira, 23 de abril de 2015
BRASAS SOB A PELE - Capítulo II
O GOZO QUE CONFESSA Ela vira o rosto na almofada incandescente. As sílabas trêmulas ainda estão lá, presas no tecido, queimando sem resposta. O corpo exausto treme com a ausência da palavra dele. O Amante respira pesado contra suas omoplatas, o coração martelando nas costas suadas. A mão calejada de…
quarta-feira, 22 de abril de 2015
BRASAS SOB A PELE - Capítulo I
O SILÊNCIO QUE QUEIMA Ela se deita e os lençóis já não são lençóis — são brasas que se moldam ao corpo, o tecido ardendo sob as costas nuas, cada fibra um fio de calor que sobe pela espinha e se alastra. O quarto é escuro, mas o brilho alaranjado das chamas imaginárias lambe as paredes, as sombras da…
quinta-feira, 16 de abril de 2015
AREIA ENTRE OS DEDOS
Ela saiu da água com o corpo ainda quente de sol, os cabelos escorrendo sal nos ombros. Beto apareceu na frente dela, o sorriso torto bloqueando o caminho de volta para os amigos. — Vem cá. A mão dele fechou no pulso dela e puxou. As costas bateram na rocha fria, a areia úmida grudando nos pés. O ros…
quarta-feira, 15 de abril de 2015
POSSE PROFANA
Tuas mãos escapam de ti, molhadas de prazer, tocam minha boca, provocam minha fome, meu corpo inteiro se abre em vertigem. Teu cheiro me invade, teu gosto me enlouquece, dedos penetram minha língua, atiçam minha sede, meu delírio se derrama em ti. Reclinas no assento, lanço minhas pernas sobre meus ombros, me …
sexta-feira, 10 de abril de 2015
O NÉCTAR DA TROCA
A tela brilhou no escuro e a mensagem queimou meus olhos antes mesmo que eu pudesse desviar. Cada palavra pulsava como se tivesse sido escrita com a ponta dos dedos dele percorrendo minha pele. Meu corpo reagiu antes da mente — as coxas se apertaram sozinhas, uma contra a outra, e senti o tecido da…
domingo, 5 de abril de 2015
SOB A MESA
O quarto estava escuro, cortado apenas pela luz alaranjada da rua que atravessava a persiana. Ela estava deitada de costas, imóvel, os olhos abertos no teto. Sentia o calor do corpo dele a centímetros, a cama estreita tornando impossível qualquer distância. A respiração dele era lenta, mas ela sabi…
sábado, 4 de abril de 2015
SELVA DE GOZO
Te agarro. Te mordo. Te rasgo. Sou fera em cio. Teu corpo é território invadido, minhas unhas são armas, minha boca é incêndio, meu gemido é ordem. Não há ternura. Há fúria. Há suor. Há saliva. Eu te quero bruto, eu te quero selvagem, eu te quero inteiro, dentro da minha vertigem. N…
terça-feira, 31 de março de 2015
O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo III
A PENETRAÇÃO QUE RASGA Meus dedos ainda estão úmidos, suspensos no ar frio, quando ele desce a mão até o pau. A pele queima contra minha palma, rígida, pulsante, viva. Ele envolve meus dedos com os dele e aperta, forçando a pressão na base, e o gemido que escapa da garganta dele é rouco, curto, engo…