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domingo, 5 de abril de 2015

SOB A MESA




O quarto estava escuro, cortado apenas pela luz alaranjada da rua que atravessava a persiana. 
Ela estava deitada de costas, imóvel, os olhos abertos no teto. 
Sentia o calor do corpo dele a centímetros, a cama estreita tornando impossível qualquer distância. 
A respiração dele era lenta, mas ela sabia que ele não dormia.

Ele rolou o corpo na cama. 
O peito nu encostou nas costas dela, o calor da pele pressionando ombro contra ombro. 
Ela prendeu a respiração. 
Os dedos apertaram o lençol, os ombros tensos sob o hálito dele que batia no seu ombro nu.
Na parede, a sombra dos dois corpos se fundia numa silhueta distorcida — uma verdade que as palavras ainda negavam.
Ela fechou os olhos.

— Não.
A palavra saiu num sussurro trêmulo, quase uma pergunta. A mão del
 pairou sobre o quadril dela, sem tocar. Ela não se afastou.
A mão dele desceu. 
Quente, pesada, os dedos afundando na carne macia do quadril dela por cima do tecido fino da calcinha. 
Ela arqueou as costas — um movimento involuntário, a coluna cedendo antes que a mente pudesse protestar. 
Os dedos dele cravaram, marcando a pele, e ela soltou o ar que estava prendendo.

A boca dele encontrou sua nuca. 
Lábios quentes, abertos, a ponta da língua traçando um caminho úmido até a base do crânio. 
O gemido escapou abafado contra o travesseiro, um som que ela nem reconheceu como seu.
Ela virou a cabeça.
A boca dele capturou a dela. 
A língua empurrou entre seus lábios com urgência molhada, invadindo, tomando. 
Ela cedeu. As mãos subiram pelo peito dele, os dedos encontrando a barra da camisa e puxando para cima. 
Desistindo de lutar.

Ele a livrou do tecido. 
Depois os dedos desceram, os nós arrastando pela pele interna da coxa enquanto puxava a calcinha para baixo. 
Ela estremeceu. 
A mão dela desceu e empurrou a calça dele, os dedos envolvendo o pau duro e quente, sentindo-o pulsar no punho. 
Ela o empurrou de costas na cama e subiu sobre as coxas dele, nua.

Ela desceu. 
O quadril afundou devagar, a boceta molhada abrindo ao redor da glande quente, os lábios se separando com uma facilidade obscena que a envergonhou e excitou ao mesmo tempo. 
O gemido saiu alto, a garganta vibrando enquanto o pau grosso a preenchia centímetro por centímetro. 
Ela não parou até sentir a base, os pelos dele roçando seu clitóris inchado, os fluidos dela escorrendo e sujando a virilha dele. 
As mãos dela cravaram no peito largo, as unhas arranhando a pele.

Ele agarrou seus quadris. 
As duas mãos, os dedos afundando na carne macia com força suficiente para deixar marcas roxas. Ele não esperou. 
Impulsionou o quadril para cima com uma estocada violenta que arrancou um grito dela. 
O pau entrou fundo, a ponta batendo no colo do útero, e ela sentiu as pernas tremerem. 
Ele ditou o ritmo — rápido, sem piedade, cada investida empurrando o ar dos pulmões dela. 
Os seios balançavam soltos, os mamilos duros roçando o peito dele quando ela se inclinava para frente.

Ela arqueou as costas. 
A mão dele deslizou entre os corpos molhados de suor, os dedos encontrando seu clitóris. 
Ela esfregou-se neles, o quadril girando em círculos desesperados enquanto o pau entrava e saía com um som molhado e obsceno, a boceta batendo na virilha dele em estalos rápidos. 
O orgasmo veio como um soco. 
A boceta apertou, os músculos internos espasmando ao redor do pau, e ela gritou — um som alto, incontrolável, o nome dele rasgado na garganta. 
O gozo escorreu pela fenda, quente e abundante, molhando os sacos dele.

Ele rosnou. 
As coxas travaram, os dedos cravando mais fundo nos quadris dela enquanto empurrava o pau até o fundo e gozava. 
Os jatos quentes de sêmen encheram a boceta, pulsando dentro dela, e ela gemeu ao sentir o líquido escorrendo pela borda onde os corpos se encontravam. 
Os corpos tremeram juntos, o pau ainda pulsando, o sêmen e o gozo dela misturados escorrendo pelas coxas e manchando o lençol. 
Na parede, a sombra distorcida dos dois corpos finalmente imóveis, fundidos numa silhueta que não escondia mais nada. 
O pau dele ainda pulsa dentro dela e o sêmen vaza pela boceta, pingando no lençol.

Ela deixou o corpo ceder, a cabeça encontrando o peito largo dele. 
O coração batia sob sua orelha — ainda acelerado, mas desacelerando aos poucos, cada batida mais espaçada que a anterior. 
O suor dos dois se misturava na pele quente, os corpos colados, os músculos dele ainda tensos sob seu peso. 
Ela sentiu o pau mole escorregar para fora da boceta inchada, o movimento lento e molhado arrancando um gemido baixo. 
O sêmen quente vazou pela fenda, escorrendo em fios grossos pela coxa dele, e ela não se moveu para limpar. 

Apertou o rosto contra o peito dele, os lábios roçando a pele salgada.
 "Não vou mais fugir", sussurrou, a voz trêmula e quase inaudível. 
Ele não respondeu — apenas os dedos se fecharam sobre a nuca dela, firmes e quietos. 
Na parede, a sombra dos dois corpos permanecia imóvel, uma silhueta única e distorcida que a luz da rua projetava sem pressa. 
Ela entrelaçou os dedos nos dele e fechou os olhos, rendida.





Cléia Fialho

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