A PENETRAÇÃO QUE RASGA
Meus dedos ainda estão úmidos, suspensos no ar frio, quando ele desce a mão até o pau.
A pele queima contra minha palma, rígida, pulsante, viva.
Ele envolve meus dedos com os dele e aperta, forçando a pressão na base, e o gemido que escapa da garganta dele é rouco, curto, engolido pelo silêncio do quarto.
Sinto cada batida do sangue sob a pele esticada, o calor ecoando o que ainda queima na minha boca, na minha língua, na memória do gosto que ele engoliu.
Meus dedos deslizam pela extensão, lentos, reconhecendo a textura, a veia saliente, a umidade que já brota na ponta.
Ele empurra minha mão para o lado com firmeza, os olhos pesados cravados nos meus, e se posiciona entre minhas coxas.
Ele me posiciona com as coxas abertas, os joelhos dobrados, e a cabeça do pau desliza pela minha fenda encharcada, uma vez, duas, espalhando a umidade que já escorre de mim.
O toque é quente e duro contra os lábios inchados, e meu corpo inteiro estremece na antecipação.
Então ele entra de uma vez.
O ar some dos meus pulmões.
A penetração me rasga por dentro, funda, completa, preenchendo cada centímetro vazio que o orgasmo anterior deixou.
Minhas costas arqueiam para fora do colchão, a coluna curvando num espasmo involuntário, e o gemido que sai de mim é rouco, quebrado, engolido pelo som molhado da minha boceta recebendo ele até a base.
Ele agarra meus quadris com as duas mãos, os dedos cravando na carne, e bombeia sem pausa.
O ritmo é brutal desde a primeira estocada, profundo, rápido, os quadris dele batendo contra os meus com um estalo seco que se mistura ao som obsceno da minha boceta sugando o pau.
Cada investida arranca um ruído molhado, um chupão reverso que ecoa no silêncio do quarto.
Meus seios balançam com o impacto, a pele ainda brilhante de saliva, os mamilos duros esfregando contra o peito dele a cada vaivém.
O movimento é hipnótico, carne contra carne, o peso deles subindo e descendo no mesmo ritmo das estocadas que me partem ao meio.
Meus gemidos saem involuntários, curtos, no mesmo compasso da penetração, e eu não consigo parar de olhar para baixo, para o ponto onde nossos corpos se encontram.
O pau entra e sai brilhando, coberto de mim, e o gozo escorre pela base, ensopando os lençóis já encharcados.
O som é molhado, sujo, e a cada investida minha boceta aperta mais forte, sugando ele para dentro como se quisesse engolir o corpo inteiro.
Meu corpo se contrai no limiar do orgasmo, a boceta apertando ele como uma garra.
A boceta aperta num espasmo violento e eu gozo gritando, o líquido quente jorrando contra a base do pau dele enquanto meu corpo inteiro convulsiona.
Ele estoca fundo uma última vez e geme grave, o pau pulsando dentro de mim enquanto o esperma quente me enche até transbordar.
Quando ele se recosta, devagar, o esperma escorre pela minha fenda, descendo pelo pau mole, pingando no lençol já encharcado.
Nossos corpos desabam juntos, grudados pelo suor e pelos fluidos, a respiração ofegante preenchendo o silêncio.
Meus dedos traçam um círculo lento no ombro dele, e ele fecha os olhos, os dois engolindo o silêncio saciado.
❦
Cléia Fialho

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