O GOZO QUE CONFESSA
Ela vira o rosto na almofada incandescente.
As sílabas trêmulas ainda estão lá, presas no tecido, queimando sem resposta.
O corpo exausto treme com a ausência da palavra dele.
O Amante respira pesado contra suas omoplatas, o coração martelando nas costas suadas.
A mão calejada desce devagar pela coxa manchada de porra seca.
Os dedos encontram a entrada ainda inchada, encharcada.
Esfregam devagar, circulares, espalhando a umidade.
A respiração dela prende.
O pau semi-rígido endurece contra as nádegas.
Os dedos dele afundam na carne, e o silêncio começa a pegar fogo.
O Amante a vira de costas num movimento só.
As costas dela batem nos lençóis que ainda guardam o calor das brasas, e os olhos dele queimam na penumbra, duas brasas que não se apagam, cravadas no rosto dela.
A mão calejada segura o queixo, firme, e ele inclina a cabeça.
A boca encontra a boca.
A língua invade, quente, grossa, enroscando na língua dela com uma fome que renasce das cinzas.
A saliva escorre, quente, pelo canto dos lábios, descendo pelo queixo enquanto os dentes dele mordem o lábio inferior, puxam, soltam, e a boca volta a sugar.
Ela geme dentro do beijo, um som rouco que vibra na garganta.
As mãos dele apertam os seios.
Os dedos encontram os mamilos endurecidos, torcem, puxam, e a ponta dos dedos calejados arranha a pele sensível.
Ele desce a boca pela garganta dela.
A voz rouca quebra o silêncio: "Vou te dar a resposta." Os lábios roçam a pele molhada de suor.
"Cada 'te amo' que você deixou na almofada." A língua lambe a clavícula.
"Eu vou responder com o corpo.
" O pau duro esfrega contra a vulva molhada, a glande deslizando na entrada encharcada, espalhando a umidade.
Ela arqueia as costas.
A glande encontra a entrada, e o fogo devora tudo.
Ele empurra de uma vez.
O pau entra até o fundo, a glande esmagando o colo do útero, e o corpo dela arqueia como se um raio atravessasse a espinha.
A buceta aperta, molhada, quente, os músculos contraindo ao redor da grossura.
Ele não espera.
As estocadas vêm violentas, o quadril batendo nas coxas dela com um som molhado, carne contra carne, o pau afundando e saindo e afundando de novo.
A cabeceira bate na parede.
Os lençóis embolam nas mãos dela.
Ele mete com a fome de quem guardou palavras demais, cada investida é um "te amo" não dito, cada recuo é o silêncio que queimou a noite inteira.
A respiração dele é um rosnado contra o pescoço dela.
Os dentes cravam na pele molhada de suor, e a língua lambe o sal, desce pela garganta, volta a morder.
Ela crava as unhas nas costas dele, arranha, deixa marcas vermelhas que escorrem suor.
As pernas tremem, abertas, os pés cruzados nas costas dele, puxando para mais fundo.
O pau bate no ponto exato, e o gemido dela rasga o quarto escuro, rouco, incontrolável, sílabas quebradas que não formam palavra nenhuma.
Ele mete mais rápido.
A cama range.
O suor escorre da testa dele e pinga nos seios dela.
A buceta aperta, os espasmos começam, e ela goza com um grito, o corpo inteiro contrai, as paredes da buceta pulsando ao redor do pau, sugando, ordenhando.
Ele geme.
A voz quebra. "Te amo."
As palavras saem roucas, cravadas na boca dela, e o pau pulsa forte, as bolas esvaziando, a porra quente espirrando dentro da buceta em jatos grossos.
Ele continua estocando, devagar agora, o pau ainda duro, a porra escorrendo pelo comprimento, descendo pelas coxas dela, manchando os lençóis que ardem como brasas.
Ele diz o nome dela.
"Te amo."
A porra escorre, quente, e o silêncio finalmente morre.
O corpo dele desaba sobre o dela, pesado, quente, o peito suado colado nas costas.
O pau ainda está dentro, amolecendo devagar, e a cada pulsação fraca uma gota de porra escapa e escorre pelo comprimento.
Ela sente o líquido morno descendo, misturado ao mel dela, escorregando pela pele sensível da boceta até as coxas.
Os lençóis embaixo estão úmidos, manchados, mas ninguém se mexe.
A respiração dele é um sopro irregular na nuca dela, os lábios roçando a pele molhada de suor.
O pau escorrega para fora devagar, e a boceta aperta no vazio, um espasmo tardio que arranca um gemido baixinho dela.
A porra continua saindo, um fio grosso que desce pela virilha e pinga no lençol.
Ele se ajeita atrás dela, o braço passando por baixo do pescoço, a outra mão descendo pela cintura, os dedos calejados desenhando círculos lentos na barriga.
O corpo dele gruda no dela, peito nas costas, virilha nas nádegas, pernas entrelaçadas.
O pau mole encosta na coxa, ainda molhado.
Ele beija a nuca.
O beijo é lento, a boca aberta, a língua recolhendo o sal da pele.
"Te amo."
A voz sai rouca, quase um sussurro, mas não há hesitação agora.
As palavras estão soltas, cravadas na nuca suada.
Ele repete, os lábios descendo para o ombro, para a curva do pescoço.
"Te amo."
A respiração dos dois sincroniza.
O peito dele sobe e desce contra as costas dela, e ela fecha os olhos, os cílios úmidos, o corpo inteiro mole e satisfeito.
A exaustão é doce, os músculos pesados, a pele ardendo onde os corpos se tocam.
Os lençóis chamuscados envolvem os dois na penumbra, o cheiro de sexo e suor pairando no ar parado.
A almofada guarda agora duas vozes, as dela, que queimaram sozinhas por tanto tempo, e as dele, que finalmente responderam.
As brasas aquecem os corpos colados, e os "te amo" queimam juntos na almofada.
❦
Cléia Fialho

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