No silêncio da noite nos rendemos,
como quem no destino se entrega e se vê,
e entre sombras e sonhos nos reconhecemos
no que o tempo jamais desfaz ou refém.
No luar que derrama sua prata serena,
nossos passos se unem sem medo ou razão,
e a estrada do encontro se faz pequena
diante do imenso da nossa conexão.
No crepúsculo dourado, suave e profundo,
onde o céu beija o fim e anuncia o além,
nos descobrimos inteiros no mesmo mundo,
como se sempre fôssemos um só alguém.
E nesse amor que não sabe apagar,
nem o tempo ousa intervir ou calar,
somos chama constante a existir
no eterno jeito de se sentir…

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