TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 31 de março de 2026

ENCONTRO SELVAGEM



Aproxima-te, oh fogo que arde em meus poros,  
Teus olhos, labaredas, incendeiam meus sentidos,  
Acaricia-me, desliza como um rio voraz,  
Em cada toque, uma sinfonia de gemidos.

Sente o pulsar, a dança frenética da pele,  
Teu desejo e o meu, em um só ritmo,  
Mergulha no abismo, onde o tempo se dissolve,  
A cada respiração, um novo vício.

Lambe-me, devora cada palavra sussurrada,  
Teu corpo é a tempestade que eu anseio,  
Na crueza do momento, somos bestas,  
Explorando os limites do nosso desejo.

A vida se desfaz, somos apenas instintos,  
Nessa selva de corpos, onde tudo é permitido,  
Entregamo-nos ao êxtase, sem medo,  
No labirinto da paixão, estamos perdidos.

E ao final, com a lua como testemunha,  
Deixamos nossas marcas, cicatrizes de prazer,  
Dançamos no silêncio, entre suspiros e risos,  
Numa entrega visceral, que nunca vai se esquecer.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 30 de março de 2026

MINHA ANATOMIA



Me deixo levar pela tua ousada mão
 Que me afogo em teu mar adocicado
 Como um compasso teus dedos com tesão
 Contornam toda minha geografia
 Decorando de A a Z minha anatomia.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose
é uma criação da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA
Linda interação do Amigo Poeta Juan de Marco

Aqui te dou a chave que vai abrir o desejo...
aqui te dou mais um segredo
para passar a noite nos meus sonhos...
aqui minhas asas para que você possa usá-las para voar
e minha boca, para que você possa ocupe-o onde quiser.

 GRATIDÃO 

    domingo, 29 de março de 2026

    GAÚCHA FARROPILHA



    Nos campos da querência
    Onde o sol se põe no horizonte
    Tem gaúcha sensual em evidência
    Um encanto que não aceita afronte.
     
    Nas trilhas de chão batido
    Caminha com firmeza e graça
    Despertando suspiros e sorrisos
    Deixa sua audácia, por onde passa.
     
    Olhos que reluzem como estrelas
    Reflete a alma valente e cativante
    Ela é feita de coragem e beleza
    Fusão de bravura no semblante.
     
    Veste bombacha e pilcha de prenda
    E dança o vanerão com elegância
    Sua ginga é um poema em renda
    Uma lindeza sutil em abundância.
     
    É poesia solta e livre, porém séria
    Alma de uma mulher guerreira
    Ela é gaucha forte e gaudéria
    Coração quente como chimarreira.
     
    Nos fandangos e lidas campeiras
    A gaúcha sensual se destaca
    Sorriso largo e alma verdadeira
    Ao som do fandango, ela se abraça.
     
    Entre o mate e o chimarrão
    Seu jeito doce e decidido, encanta
    É a força da gaúcha e sua tradição
    Orgulho do pampa que acalanta.
     
    Monta à cavalo com desenvoltura
    Galopa pelos campos sem temor
    Revela a essência de uma cultura
    Que perpetua no tempo, com fervor.
     
    Gaúcha farroupilha é seu coração
    Orgulho de uma terra sem igual
    Teus versos, tua história, tua tradição
    Enchem corações de um amor inigual.




      Cléia Fialho

    sábado, 28 de março de 2026

    NA MINHA BOCA



    Na minha boca  
    a ânsia irrompe,  
    um turbilhão de instintos,  
    onde sonhos proibidos  
    se entrelaçam com a carne,  
    num balé de toques e segredos.  

    Na minha boca  
    ecoam gemidos fervorosos,  
    sussurros que dançam  
    entre o espaço do nosso desejo,  
    silêncios carregados  
    de promessas ocultas.  

    Na minha boca  
    teu gosto se revela,  
    uma língua destemida  
    que desvia dos limites,  
    funde-se aos meus sentidos,  
    olhares que se perdem em profundezas.  

    Na minha boca  
    cada centímetro da tua pele  
    é um tesouro redescoberto,  
    banhado em luxúria crua,  
    por onde o desejo flui  
    como um rio selvagem.  

    Na minha boca  
    o calor do teu ser transborda,  
    um falo pulsante, intenso,  
    que se agita num compasso  
    apimentado de prazeres infindos,  
    fogo que incendeia a alma.  

    Na minha boca  
    os mundos colidem e se fundem,  
    perpetuando uma dança ancestral,  
    onde cada toque é um convite,  
    cada respiração, uma explosão,  
    um convite irresistível à entrega.  

    Na minha boca  
    a selvageria toma conta,  
    tentáculos de paixão  
    se alongam, se entrelaçam,  
    por entre os ecos da noite,  
    revelando os mistérios de um amor voraz.  

    Na minha boca  
    teu desejo se transforma,  
    se expande, se evolui,  
    num ciclo de prazeres divinos,  
    saciando ânsias profundas  
    nesta dança intensa e visceral.  

    Na minha boca  
    tudo se dissolve,  
    deixando apenas a essência,  
    fragrâncias de um amor ardente,  
    uma sinfonia de gemidos  
    que ecoa pela eternidade.




      Cléia Fialho

    sexta-feira, 27 de março de 2026

    É DIFÍCIL ATERRIZAR



    Vastidão de pensamentos, um labirinto sem fim
    A loucura dança, como um sussurro no jardim
    Cores vivas e sombras profundas se entrelaçam
    Na dança da loucura, as fronteiras se deslaçam.
     
    Palavras que rimam em versos desconexos
    A mente se perde em labirintos complexos
    Sinfonia caótica, um turbilhão de emoções
    Na loucura, encontramos estranhas revelações.
     
    Como as estrelas que dançam no céu noturno
    A loucura cintila, um fogo queimando soturno
    Misto de sonhos e pesadelos, vórtice a girar
    As certezas se desfazem, é difícil aterrissar.




      Cléia Fialho

    O Experimental Tridoze Poético é uma criação
    Da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

    quinta-feira, 26 de março de 2026

    ACEITO! DEITO E ROLO...



    Entrando no quarto
    Corpo em devaneio farto
    Uma doce e sensual penumbra
     O prazer no ar vislumbra...

    Sob a claridade do luar
    Coração quente a palpitar
    Colocou-me em sua cama
     Calor que invade e inflama...

    Sentou-se ao meu lado
    No lençol de cetim azulado
    Despiu-me com o olhar somente
     Delicado e envolvente...

    Quase desmaio ao sentir
    Um queimor vem a me afligir
    Uma mordidinha leve na orelha
     No chão ele vai e se ajoelha...

    Sobe, beijando o meu colo
    Aceito! Deito e rolo...
    Um convite para o amor
     Pra degustar o seu sabor...




      Cléia Fialho

    quarta-feira, 25 de março de 2026

    TUA ESSÊNCIA PERDURA



    Cada poeta (isa) tem seu imortal refúgio
    Onde versos e prosas têm seu abrigo
    Tua luz brilha eterna, sublime amigo
    Nas páginas da história, és o que persigo.

    Tua essência perdura, em cada escrita
    Nas almas dos poetas, és a chama acesa
    Imortalizado, em cada linha bonita
    Na arte que exaltas, és pura beleza.

    Teu nome ecoa com amor e gratidão
    Um farol para a poesia, guia e inspiração
    Neste recanto de sonhos, visão e paixão
    Salve, cada poeta (isa) em louvação.

    Àqueles que te ergueram, com dedicação
    Ao legado que carregas, com devoção
    Tu és a estrela que brilha, com emoção
    Imortal, eterno, em nosso coração.




      Cléia Fialho

    terça-feira, 24 de março de 2026

    O DELÍRIO QUE NOS CONSOME



    Sob a pele, brasas escondidas,
    ardendo em silêncio,
    esperando o instante certo
    para incendiar o mundo.

    São segredos em combustão,
    faíscas que se escondem nos gestos,
    e quando explodem,
    não há quem resista ao clarão.

    As chamas ocultas não pedem perdão,
    elas devoram sem piedade,
    transformam o corpo em altar,
    onde o prazer é sacrifício e oferenda.

    E quando o fogo se revela,
    não há noite que baste,
    não há carne que suporte,
    apenas o delírio que nos consome.




      Cléia Fialho

    segunda-feira, 23 de março de 2026

    QUERO TEU DESEJO CONTRA O MEU



    Vem —  
    não com promessas,  
    mas com a urgência acesa na boca.

    Chega perto  
    até o ar entre nós perder o nome,  
    até meu perfume te alcançar  
    como uma vertigem quente.

    Percorre-me sem pressa,  
    mas sem piedade:  
    há caminhos em meu corpo  
    que só se revelam  
    a quem sabe escutar com as mãos.

    Toca-me  
    como quem desperta uma fera,  
    como quem conhece o perigo  
    e ainda assim sorri.

    Quero teu desejo  
    contra o meu,  
    a respiração quebrada,  
    o pulso selvagem  
    batendo no mesmo incêndio.

    Beija-me até a noite estremecer.  
    Morde o silêncio.  
    Deixa que a pele diga  
    o que a boca não consegue.

    E quando o mundo desaparecer  
    atrás da porta,  
    quando restarem apenas  
    calor, vertigem e entrega,

    vem inteiro.

    Eu também virei tempestade —  
    crua, faminta,  
    acesa por dentro,  
    pronta para te consumir  
    sem apagar teu fogo.




      Cléia Fialho

    domingo, 22 de março de 2026

    MAPA ARDENTE DE PROMESSAS



    Teu beijo, um fruto que rompe o véu da noite,
    um suco denso, rubro, escorrendo em meus lábios.
    Não há jardim, mas selva úmida onde o desejo
    é raiz que se aprofunda, sem pudor, na terra escura.

    Tua pele, mapa ardente de promessas mudas,
    onde a fome tateia, cega, por cada dobra.
    Somos tempestade e raio, maré alta e espuma,
    um grito rouco que rasga o silêncio da carne.

    Incêndio sob a pele, mel e suor entrelaçados,
    até que o mundo exterior seja apenas fumaça.




      Cléia Fialho

    sábado, 21 de março de 2026

    sexta-feira, 20 de março de 2026

    PAIXÃO SUTIL



    Na penumbra,
    um olhar se acende
    Paixão sutil
    intensa, se faz

    Corações em segredo
    se ascende
    No silêncio
    a paixão se resfaz.

    Entre sombras,
    o desejo se estende
    Como brisa leve
    que a alma refaz

    E no encontro
    que o destino compreende
    Cada suspiro
    um sonho traz.

    No compasso
    do tempo que surpreende
    O sentimento
    jamais se desfaz

    Pois o amor,
    quando verdadeiro, transcende
    E em cada aurora
    renasce em paz. 





      Cléia Fialho

    quinta-feira, 19 de março de 2026

    PROFECIA DA NOITE



    No abraço do crepúsculo, 
    as sombras se entrelaçam,   
    sussurros aveludados de pele contra pele,   
    lábios traçam a jornada do fogo e do desejo,   
    uma sinfonia de batimentos cardíacos, 
    selvagens e indomáveis.   

    Sob o olhar atento da lua,  
    cada toque incendeia a escuridão com anseio,   
    corpos falando a linguagem do calor,   
    primitiva, crua e intensamente viva.   

    Nesse caos sagrado, nos entregamos,   
    eclipsando a razão com uma entrega elétrica,   
    nas profundezas da noite, 
    florescemos como flores da meia-noite.




      Cléia Fialho

    quarta-feira, 18 de março de 2026

    ALMA LIVRE E CORAÇÃO AUDAZ



    Nas terras gaúchas, onde a tradição se entrelaça
    Há gaúchas sensuais, de beleza que embaraça
    Com olhares intensos e sorrisos encantadores
    Elas envolvem corações e despertam amores.
     
    Com seus vestidos coloridos, as moças prendadas
    Dançam mui graciosas nas festas de gauchadas
    Hipnotizam os mirares, fazendo o tempo parar
    E num vanerão largado, não cessam de bailar.
     
    Com suas curvas sinuosas e jeito provocante
    As gaúchas seduzem com seu charme elegante
    Seus cabelos ao vento, como crinas de um cavalo
    Refletem força e paixão desse pampa no embalo.
     
    Gaúchas sensuais, de alma livre e coração audaz
    Cativam com sua presença, de maneira pertinaz
    Elas são a essência dessa terra de tradição e calor
    Gaúchas formosas, são um tesouro perscrutador.




      Cléia Fialho