TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




terça-feira, 30 de junho de 2026

DANÇA DAS PALAVRAS



As palavras se procuram
na penumbra dos sentimentos,
como mãos que se encontram
sem precisar de explicação.

Há poesia no toque invisível
que nasce entre um verso e outro,
um calor suave percorrendo
a pele delicada da imaginação.

Os corpos não se dizem —
apenas se pressentem
na dança lenta das emoções,
onde o desejo respira
em silêncio ardente.

Cada estrofe acende
uma chama diferente,
e os poetas se abandonam
à vertigem doce
de sentir demais.

A poesia então gira,
livre, viva, inquieta,
misturando suspiros,
memórias e paixão
numa melodia sem fim.

E nesse encontro de almas e palavras,
o amor renasce outra vez,
reinventando-se em cada olhar,
em cada pausa,
em cada verso
que permanece vibrando
mesmo depois do silêncio.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 29 de junho de 2026

PERFUME DE PAIXÃO



A noite se derrama lenta
sobre nossos corpos silenciosos,
e o luar repousa em tua pele
como um segredo feito de fogo e ternura.

Dançamos sem música,
guiados apenas pelo rumor dos desejos,
pela linguagem muda das mãos
que descobrem caminhos invisíveis.

Teu olhar me atravessa
como chama suave,
dessas que queimam devagar
e permanecem acesas na memória.

Há um perfume de paixão
pairando no ar,
misturado aos suspiros
e às palavras que não ousamos dizer.

Cada toque aproxima universos,
cada instante desfaz distâncias,
até que reste apenas
o calor de dois corações
perdidos um no outro.

A madrugada nos envolve
em seu manto de estrelas,
e o amor segue pulsando,
livre e intenso,
como maré que nunca cessa.

Então me deixo ficar
nesse abrigo feito de pele e poesia,
onde o desejo não grita —
apenas floresce
na delicadeza ardente
de te sentir tão perto.




  Cléia Fialho

domingo, 28 de junho de 2026

TEU AMOR


Teu amor parece água
Correndo manso na estrada
Deslizando entre meus sonhos
Com sabor de despedida anunciada.

Como chuva sobre a terra
Vai molhando meu viver
Transbordando em correntezas
Que me levam até você.

Teu amor se faz em fogo
Chama acesa no ar
Consumindo os meus sentidos
Sem deixar nada escapar.

Atiçando a brasa viva
Mais ardente que o verão
Quero o fogo desse amor
Incendiando o coração.

Teu amor se torna vento
Feito forte vendaval
Vem trazendo nos teus braços
Uma paz tão especial.

Tem a força das tormentas
Que ninguém pode conter
Esse amor gira meu mundo
Faz minh’alma renascer.

Teu amor parece terra
Onde a vida brota em flor
Cria raízes no peito
E faz nascer mais amor.

Vou semeando dia a dia
Esse sonho entre nós dois
Quero ver crescer bem perto
O que o tempo constrói depois.

Teu amor me faz tão bem
Não me deixe na solidão
Sou inteira em teus abraços
Te guardando no coração.

Teu amor me faz viver
Não se afaste nunca mais
Teu olhar encontra o meu
E a paixão encontra paz.





  Cléia Fialho

sábado, 27 de junho de 2026

INSANO AMOR


No brilho do teu olhar
Sinto a vontade crescer
De envolver teu coração
E no teu desejo me perder.

Fogo vivo em tua pele
Posso sentir no ar
Teu corpo ardente e inquieto
Chamando para amar.

Quando o amor nos envolve
Nasce intensa emoção
Um simples toque dos lábios
Faz arder o coração.

Quando o amor nos consome
Tudo passa a florescer
Meu carinho se transborda
Para o teu prazer acolher.

E é assim que me encontro
Entre paixão e calor
Prisioneiro dos desejos
Desse insano amor.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 26 de junho de 2026

DESEJO SEM MEDIDA


Deixa esse desejo sem medida
Quero habitar na tua vida
E seguir contigo a estrada
Carrego em mim essa paixão insana.

Soltar num beijo a chama
Quando nascer a madrugada.

Quero ser teu pensamento
O abrigo do teu momento
Teu sorriso ao despertar
Mergulhar no calor do teu abraço
E me perder no doce espaço
Que teus olhos sabem guardar.

Deixa eu tocar tua alma calma
Acender estrelas na palma
Das noites feitas pra nós dois
Entre promessas e carícias lentas
Nossas vontades sedentas
Farão o amor florescer depois.

E quando a lua silenciosa
Vestir de prata a nossa prosa
Quero teu corpo junto ao meu
Sentir no tempo a calma dança
Desse amor cheio de esperança
Que o destino em nós acendeu.

Quero teus sonhos nos meus braços
Entre suspiros e compassos
De uma paixão tão verdadeira
Como perfume em noite calma
Teu nome floresce na alma
Feito canção doce e faceira.

E se o amanhã vier sereno
Guardarei teu beijo pequeno
Como estrela no coração
Pois quem ama deixa acesa
A mais bonita sutileza
Dentro de cada emoção.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 25 de junho de 2026

GEOMETRIA PERFEITA



Tento fazer poesia
para traduzir a beleza do teu corpo,
decifrar a geometria perfeita
das curvas que me desarmam.

Teu ventre misterioso
desperta em mim instintos intensos,
como um fogo indomável
ardendo sob a pele.

Teu corpo magnífico,
com a nudez suave dos pelos à mostra,
assemelha-se a uma flor aberta,
provocando em mim desejos febris,
incandescentes.
Jamais me cansei
de percorrer tua pele faminta,
de entregar-me inteira
ao sabor do teu prazer.

Tua maculinidade deliciosa e atrevida,
tantas vezes acolheu-me em chamas,
enquanto teus gemidos
faziam da noite um templo de delírio.
E eu, perdida em teus arrepios,
sentia-me dissolver
na intensidade do nosso desejo.

Tua boca, sedenta e ardente,
guardava o gosto do meu gozo,
transbordando paixão sem medida.
E eu me perguntava
como pode existir tamanha beleza,
tanta poesia viva
habitando um só corpo.

Procuro palavras
nas páginas da história que escrevemos juntas,
mas tropeço em sílabas insuficientes,
em frases pequenas demais
para conter a vastidão do que sentimos.
Talvez essa poesia
não devesse morar no papel,
mas na pele,
no suor,
nos beijos,
e no êxtase renovado
de cada encontro apaixonado.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 24 de junho de 2026

CAMINHO DE VOLTA AO CAIS




Há noites em que o silêncio pesa mais que o mundo,
e o peito parece uma casa com luz apagada.
Mas até na solidão mais funda e demorada,
há um sopro escondido de recomeço fecundo.

O coração solitário não está esquecido,
apenas aprende a ouvir o próprio compasso.
Descobre que o tempo, com seu lento abraço,
também costura em segredo o que foi partido.

Se hoje a ausência te faz companhia demais,
e o eco das horas te soa tão frio e vazio,
lembra: até o rio mais quieto no estio
guarda em si o caminho de volta ao cais.

Não te feches no inverno que agora te visita,
há primaveras inteiras esperando tua chegada.
E cada lágrima que hoje cai, calada,
regará a flor que amanhã te habita.

Fica em ti essa verdade serena e discreta:
ninguém é só falta — na alma magoada.
E mesmo quando a solidão te atravessa,
há um novo amor te procurando na estrada.

    Para Minha Amada Sobrinha
Alli




  Cléia Fialho

terça-feira, 23 de junho de 2026

NOVO ENCANTO



Teu sorriso floresceu
Como aurora em meu viver
Meu silêncio percebeu
Novo encanto a renascer

Fez meu peito suspirar
E meus sonhos despertar
Num sublime amanhecer
Meu coração se rendeu
Como aurora em meu viver
Teu sorriso floresceu.




  Cléia Fialho

O Experimental Redonde
é uma criação do Poeta Francisco de Assis Góis

segunda-feira, 22 de junho de 2026

domingo, 21 de junho de 2026

sábado, 20 de junho de 2026

ENTREGA SILENCIOSA



Em teu corpo me coloco, rendida,
e ao teu manjar me abandono sem medida.
E então compreendo, em doce maré,
que tu és a água que move o que eu sou — 
até o que eu não sei que é.

E sigo ali, na entrega silenciosa,
como quem se dissolve em bruma amorosa.
Teu nome me corre por dentro, lento,
feito rio que não conhece o seu próprio leito.

E quando me tocas — mesmo em pensamento —
sou cheia e vazia no mesmo momento.
Pois em ti me perco e me reencontro inteira,
maré que não sabe de outra fronteira.

Se tu és água, sou margem e cais,
sou o antes, o agora, e o que vem mais.
E nesse vai e vem do nosso sentir,
aprendo contigo o verbo de existir.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Comigo você aprende
a sentir os prazeres mais doces,
a me desejar deslizando dentro de você
e te possuindo sem resistência.
Sou a doce corrente
que flui para dentro de você.

 GRATIDÃO 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

MEU POEMA MAIS ÍNTIMO



Faço da tua pele
uma folha em branco, silenciosa,
onde repouso a pressa do mundo
e me encontro em traços lentos.

Nela escrevo, já cansada de palavras,
o meu poema mais íntimo,
feito de pausas e respirações,
de tudo o que em mim não sabe calar.

Ou então tua pele se torna tela viva,
onde me derramo em aquarela,
cores que escorrem sem controle,
e eu me perco — inteira — dentro dela.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Sua pele é
uma tela oferecida
à caligrafia dos meus carinhos
e ao rastro esbranquiçado
que flui, regando seu corpo.
Assim, eu a marco
como território conquistado por mim.

 GRATIDÃO