TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 31 de março de 2016

NO SUSSURO DO VENTO



Nas campinas vastas do pampa ardente,
ela surge, fogo vivo, pele quente.
Traços de história moldam seu corpo,
onde tradição e desejo são um só sopro.

Mulher gaúcha, força que incendeia,
alma selvagem, olhar que clareia.
Guardiã das raízes, porém tão faceira,
com lábios que convidam à entrega inteira.

No sussurro do vento, seu segredo dança,
entrelaça paixão, coragem e esperança.
A pele que conta histórias de bravura,
também revela o toque da mais doce loucura.

Que ressoe o canto das prendas ardentes,
fortalecendo desejos, encantos latentes.
No abraço do pampa, onde o amor é rosa,
ela é fogo, é flor — pura chama formosa.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 28 de março de 2016

SONHO VIBRANTE



Na febre ardente dessa noite quente,
Teu corpo é chama, desejo latente.
O vento sussurra teu nome em segredo,
E a lua, cúmplice, ameniza meu medo.

Teus cabelos, brasas a se espalhar,
Nos lençóis que insistem em incendiar.
Teu cheiro, um vinho que embriaga e seduz,
Teus olhos, faróis, me guiam na luz.

A sede me toma, me faz delirar,
Teu gosto na boca, um doce luar.
E quando te beijo, me perco no instante,
No fogo que queima, num sonho vibrante.

Se és miragem ou chama eterna,
Que importa, se a alma hiberna?
Nos teus abraços, tudo é verdade,
E o tempo se curva à nossa vontade.




  Cléia Fialho

domingo, 27 de março de 2016

NO PEITO UM CORAÇÃO SELVAGEM



Ela é brasa que não se apaga,
olhar que queima devagarinho,
corpo que dança na beira do fogo,
sussurro quente no vento do campo.

No cavalo da noite, ela cavalga livre,
com mãos que prendem e soltam desejos,
laço invisível que envolve a pele,
e a boca, ah, essa é só para se perder.

No baile, ela gira, rodopia,
vestido que escorrega como pele molhada,
sorriso aberto, convite sem pressa,
promessa de mundos só nossos.

Ela é força, é brisa e tempestade,
tem no peito um coração selvagem,
e nos dedos, a coragem de tocar
onde o corpo pede mais.

No calor da estância, na sombra da noite,
ela é chama que acende e nunca cansa,
mulher gaúcha, alma descalça,
que sabe ser abrigo e fogo,
tudo junto, no mesmo instante.




  Cléia Fialho

sábado, 26 de março de 2016

EXCITA E INCITA


Teu olhar, ardente, penetrante e amante
O toque, tão lento, excita e incita
No suor da pele, o desejo escoa e entoa
Teu beijo, macio, domina e fascina
No abraço, o prazer desperta e aperta.

A respiração dança em febre contida,
Teu perfume me envolve, me chama baixinho,
Cada carinho acende centelhas na vida,
Feito fogo correndo sereno no ninho.

Tuas mãos desenhando caminhos secretos,
Deslizam suaves na curva do querer,
Entre suspiros, silêncios e afetos,
Nos perdemos na arte de amar e ceder.

A noite se curva ao calor do teu peito,
Lua cúmplice em brilho dourado no chão,
E o tempo se rende, sem rumo, sem jeito,
Quando teu corpo encontra o meu coração.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 25 de março de 2016

O CALOR QUE INCENDEIA A LÍNGUA



Nos campos abertos, o vento desliza pela pele,
sinto que arde, o fogo que não se esconde.
Pilcha apertada que incomoda,
quer liberdade, quer calor, quer entrega.

Olhos que queimam sob o céu vasto,
olhar que desafia, que prende, que convida.
No mate amargo, o gosto do desejo,
no chimarrão, o calor que incendeia a língua.

Cavalo que galopa, corpo que se solta,
movimento selvagem, suor que escorre,
mãos que não temem tocar, que exploram,
toques que desarrumam a calmaria da noite.

Nas festas, corpos se enlaçam,
dança que é pretexto para proximidade,
a música bate no peito, bate na pele,
o fogo queima mais forte quando ninguém vê.

No galpão, o silêncio é cúmplice,
o lenço no pescoço pode esconder o sorriso,
mas o desejo escapa no tremor das mãos,
na pressa dos corpos que querem mais.

Sou gaúcha de fibra e pele,
tradição que arde no sangue,
alma aberta, pronta para a luta,
e para a entrega que não se pede, só se vive.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 24 de março de 2016

ESCONDERIJO DO PRAZER


No toque que desperta, floresce o desejo, como pétalas que se abrem na noite quente.

O corpo silencia,
fala sem palavras, 
dança na entrega que nunca se cansa.

Lençóis guardam o calor, sussurros se espalham, cada curva é promessa, cada olhar, um segredo.

A pele arde, os dedos descobrem o esconderijo do prazer, que se revela em suspiros.

O tempo se dissolve, corações se confundem, o amor transborda líquido, até que o eco se faça silêncio.

Eterno é o encontro, sem medo, sem pressa, transformando o instante em um só suspiro de entrega.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 23 de março de 2016

terça-feira, 22 de março de 2016

segunda-feira, 21 de março de 2016

O DIA EM QUE A POESIA DESPERTA

21 de marco - Dia Mundial Da Poesia


Vinte e um de março...
a manhã veste versos,
os ventos sussurram rimas,
e o céu abre páginas de azul.

Os pássaros declamam sonetos,
as árvores dançam metáforas,
enquanto as nuvens rabiscam
estrofes no horizonte.

A poesia desperta em cada olhar,
no brilho tímido do orvalho,
nas mãos que escrevem silêncios
e nos lábios que cantam encantos.

Hoje, o mundo respira palavras,
os corações são estrofes pulsantes,
e cada suspiro se torna um poema,
eterno, imenso, infinito.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Mário Margaride

A Poesia,
é a essência do sentir,
de mãos dadas com as emoções,
que saem dentro de nós,
na força do nosso ser,
do amor que está risonho,
bem dentro dos corações.

 GRATIDÃO 

domingo, 20 de março de 2016

ESSE FRUTO É UM SEGREDO



Nos lábios, o doce encanto,
maturado em tentação...
Um néctar denso e vibrante,
feito pura sedução.

Cada gota escorre lenta,
deslizando sem pudor,
e na ânsia de um suspiro,
desperta o mais puro ardor.

Proibida? Talvez seja...
mas quem pode resistir?
Se ao provar desse mistério,
só se quer voltar a sentir.

Embriaga, entorpece,
leva a mente a delirar...
Esse fruto é um segredo
que só se aprende ao provar.




  Cléia Fialho

sábado, 19 de março de 2016

É A PROMESSA DO AMOR



Nos olhos, o universo se desvela,
onde o tempo repousa e a paixão se acende.
É lá que moram os rios, as montanhas,
e o fogo que aos poucos se acende e se rende.

Nos teus olhos, os ventos dançam em segredo,
nuvens a espreitar os mistérios do ser.
E quando o beijo, tímido, se ergue,
o mar é só reflexo do que a alma quer.

A boca, um jardim de desejos secretos,
onde as gaivotas se afastam, em paz.
É no sabor do silêncio e do prazer
que o amor se faz eterno, que o céu se refaz.

Assim, no toque que é fuga e é chama,
nos lábios, a sede se torna o coração.
E cada beijo, feito de mar e de estrela,
é a promessa do amor, a única razão.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 18 de março de 2016

ENTRE O SER E O NADA



Como sombra que se estende no silêncio,
sou a aurora que se embriaga nas tuas mãos.
Escrevo as palavras com o fogo das estrelas,
desenhando no ar contornos dos teus sonhos.

Teus gestos são vento que desliza na pele,
 sutileza que chama o cosmos ao encontro.
Na linha tênue entre o ser e o nada,
teu desejo floresce como rastro de fogo.

Sou a labareda que se esconde na noite,
uma mariposa sem medo da chama.
No eco do teu olhar, a poesia renasce,
o poema arde, imortal, nos nossos corações.

A madrugada dissolve os limites do tempo,
nossos espíritos caminham por jardins invisíveis,
Onde constelações repousam entre os dedos
e o infinito respira dentro de cada beijo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 17 de março de 2016

quarta-feira, 16 de março de 2016

UM LUME SECRETO



Uma palavra ecoa  
no tempo sem fim,  
como um lume secreto,  
um sopro, um clarim.  

Escrita nos astros,  
na areia do mar,  
tatuada em minha alma,  
pronta a brilhar.  

Em véus de silêncio,  
se tece o mistério,  
num rastro invisível,  
em meu caderno etéreo.  




  Cléia Fialho

terça-feira, 15 de março de 2016

TEMPLO DE ANTIGAS LUAS


Há universos inteiros no rumor da tua voz,
marés celestes que atravessam minha alma
como rios de luz atravessando o vazio,
silenciosos, eternos, sagrados.

Teu corpo é templo de luas antigas,
cada toque desperta um cometa adormecido.
Somos partículas de um mesmo mistério,
duas centelhas dançando além da matéria.

No alto das dimensões sem nome,
anjos recolhem fragmentos do nosso desejo
e transformam em estrelas vivas
os suspiros que deixamos no vento.

Já não sei onde termina o céu
ou onde começa tua essência em mim.
Tudo se mistura em vertigem e encanto,
como se amar fosse atravessar portais.

E assim permanecemos —
almas suspensas sobre o abismo do universo,
bebendo a luz secreta das galáxias,
enquanto escrevemos silêncio em nossa pele.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 14 de março de 2016

E SE EU DISSESSE BASTA...



E se eu partisse de mim?

E se um dia eu recolhesse os versos,
guardando cada palavra no fundo do silêncio,
como quem abandona um jardim
depois da última estação?

E se eu recusasse a voz da madrugada,
deixando o coração sem resposta,
como alguém que aprende
a não tocar feridas antigas?

Talvez eu apagasse teus rastros
das paredes da memória,
e o som da tua presença
virasse apenas vento distante.

Quem sabe eu cansasse de sentir —
não por esquecimento,
mas pelo peso acumulado
das esperas intermináveis.

Se a saudade deixasse de florescer
e se tornasse apenas um quarto vazio,
sem música,
sem perfume,
sem esperança pousada na janela.

E se eu dissesse basta,
fechando as portas ao que restou de nós?
Sem desejar teus retornos,
sem alimentar promessas incompletas,
sem recolher os pedaços
do amor que nunca chegou inteiro.

Talvez então eu descobrisse
uma estranha serenidade:
ver-te perdido no mesmo frio
que um dia deixaste em mim.

Porque existem dores
que não queimam —
apenas permanecem.

E há almas que continuam esperando,
não por amor,
mas pela impossível resposta
de quem jamais aprendeu
a permanecer.





  Cléia Fialho