TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




quarta-feira, 30 de novembro de 2016

QUANDO TE VEJO



Quando te vejo, a minh'alma sorri
 Parece-me um sonho encantado
 E mesmo que não estejas aqui
 O meu corpo vibra maravilhado.

 Tons refulgentes tal qual colibri
 Meu coração sente-se arrebatado

 Eu desconheço os seus segredos
 Porém encubro todos meus desejos
São melopeias líricas de arpejos
 Seu lindo olhar precioso como rubi.




  Cléia Fialho

terça-feira, 29 de novembro de 2016

EM TEU CORPO ENCONTRO A INSPIRAÇÃO



No jardim dos teus suspiros perfumados
Onde o desejo desperta a cada canto
Teus lábios são versos apaixonados
Carícias ecoam como doce encanto.
 
Tuas mãos desenham trilhas de fogo
Sobre a pele que anseia tua pegada
A cada toque nova poesia, é um jogo
No teu abraço encontro a jornada.
 
És metáfora viva dos meus anseios
Em teu corpo encontro a inspiração
Cada beijo é verso feito em devaneios
Afundando-me nessa doce tentação.
 
Teus olhos, estrelas, luz que me guia
No poema eterno que juntos escrevemos
Nossos suspiros rimam em melodia
Versejando, no momento nos perdemos.
 
Assim, emaranhados sem estremas
Duas almas ardentes na paixão se acham
Cada estrofe é gemido que nos extrema
Em nosso versar, prazer não se tacham.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Um doce encantamento
que possui sua alma,
que domina seu corpo.
Doce tentação
das paixões perversas,
do prazer e do fogo.

 GRATIDÃO

    segunda-feira, 28 de novembro de 2016

    CATIVO AO INFINITO



    O amor é o singelo dialeto do coração
     Pois quando ele intercorre de repente
     Traz consigo deslumbre e fascinação
     Invadindo nossas almas brandamente.

     Na comparência da pessoa amada
     A pele arrepia, o corpo estremece
     Todo acarinhar é uma mélea cilada
     Lírica sinfonia que tanto entorpece.

     O amor é um fiel compromisso
     Onde o espírito livre e submisso
     Quer esvoaçar cativo ao infinito.

    Fazendo o enlace sempre bonito
     E mesmo em momento dificultoso
     O amor rege e supera impetuoso.




      Cléia Fialho

    domingo, 27 de novembro de 2016

    NO VAI E VEM FRENÉTICO



    No campo desfolhado de mil brejeiras
    Na pele nua, suspiros e anseios
    Nos corpos laçados, novas fagueiras
    Sem ti, somos fragmentos sem meios.
     
    Em êxtase, entregamo-nos ao desejo
    No vai e vem frenético, paixão desenfreada
    Trocamos olhares cheios de fogo e lampejo
    Sem ti, a chama queima em brasa apagada.
     
    És o sopro vital que me incendeia
    Na transa dos corpos, ritmo e fervor
    Sem ti, a vida é apenas como areia
    Sem graça, sem cor, e sem sabor.
     
    No campo enfolharado, buscamos prazer
    Mas é contigo que voltamos a ser inteiros
    Em teus braços, encontramos o amanhecer
    Sem ti, somos apenas seres passageiros.




      Cléia Fialho

    sábado, 26 de novembro de 2016

    O AMOR DÁ VIDA



    O amor é uma janela
    Vai somando as parcelas
    Da luxúria que aberta
    Que diariamente oferta

    Se doando sem cautela
    Feito uma arte em tela
    Com sentidos em alerta
    Onde as cores que enxerta
    Dão vida à chancela
    Onde a felicidade é certa.

    É jardim que se revela
    Entre sonhos e aquarelas
    Cada gesto nos desperta
    Toda emoção que liberta
    Como suave passarela
    Sob a luz de uma estrela
    A esperança sempre acerta
    Toda mágoa desconcerta
    E a alma, doce e singela,
    Faz da vida uma novela.

    Quando o afeto se atrela
    À ternura que desvela
    Toda sombra fica incerta
    E a alegria fica à porta
    Feito canto de janela
    Que ao amanhecer se atrela
    À manhã que se conserta
    Pela luz que nos acerta
    Pois o amor, quando se revela,
    Faz do coração sua cela. 





      Cléia Fialho

    sexta-feira, 25 de novembro de 2016

    LUXÚRIA E MAGIA



    O corpo pede o toque da tua mão
    Que desliza suave sobre a pele
    Na dança sensual de pura paixão
    Que faz meu ser fremir e tremer.
     
    Teus lábios macios a me beijar
    Numa entrega total ao prazer
    É como sentir o céu tocar
    Mil sensações a entorpecer.
     
    Tuas mãos firmes, mas delicadas
    Deslizam em mim com maestria
    Perfeita e envolvente sincrônia.
     
    E assim, num êxtase sem fim
    Entregamo-me à luxúria e magia
    Numa explosão de prazer, enfim.




      Cléia Fialho

    quinta-feira, 24 de novembro de 2016

    AS ESTAÇÕES



    Como as folhas secas do outono
     Meu âmago caiu em abandono
     Tal qual as flores da primavera...

    A paixão renasce suave e bela
     Se foi então o inverno frio
     Levando consigo meu grande vazio...

    Finalmente chegou o verão

    Esquentando o amor em meu coração!




      Cléia Fialho

    quarta-feira, 23 de novembro de 2016

    FOLHAS SECAS AO VENTO



    Os dias que ficaram para trás
    são como folhas secas ao vento
    carregando em cada curva do tempo
    os ecos de risos que se perderam.

    A saudade, suave como a brisa da tarde
    toca o peito, leve, mas profunda
    como quem lembra sem querer
    o cheiro do que já não é.

    No silêncio das horas que passam
    os momentos surgem
    imagens distantes, mas tão presentes
    guardadas no peito como estrelas antigas
    a brilhar em uma noite que nunca se apaga.

    E eu, perdida entre a dor e o amor
    me encontro com a memória
    em cada passo que sigo
    carregando em minha alma
    todas as despedidas que não dissemos.




      Cléia Fialho

    segunda-feira, 21 de novembro de 2016

    SIGO A ESMO



    Pela estrada sigo a esmo
    Vou moldando meu viver
    Cada passo é um retrato
    Que o destino vem tecer.

    Sol se põe, a lua brilha
    Tempo dança sem parar
    Vou colhendo cada instante
    Que a vida quer me dar.

    Se há espinhos no caminho
    Há também um lindo tom
    Pois a vida é um poema
    Que se escreve em cada som.




      Cléia Fialho

    domingo, 20 de novembro de 2016

    TE AMAREI EM VERSOS



    Vou fazer amor com você
     Em forma de poesia
     Inspirar-me em seu corpo
     E compor uma melodia.

     Poema em movimentação
     Realizando suas fantasias
     Explorando o seu tesão.

     Vou consumir-te aos poucos
     Rompendo todas as barreiras
     Em prazeres deixar-te louco
     Esgotar-te numa canseira.

     Falarei ao seu ouvido
     Tocarei seu coração
     Roubarei-te os gemidos
     Com libidinosa sedução.

     Serpenteando vou beijar
     Seu túmido sexo latente
     Minha fenda vai destilar
     Meu gozo ávido e quente.

     Assim te amarei em versos
    E me darei em cada trova
     Em orgasmos submersos
     Dentro de minha alcova.




      Cléia Fialho

    sábado, 19 de novembro de 2016

    sexta-feira, 18 de novembro de 2016

    SEDENTA DE AMOR



    Ao sonhar, suspiro, 
    envolta em desejo
    "Será que aqui 
    encontrarei seu beijo?"

    Sou flor que exala 
    um doce fervor
    Espero meu príncipe, 
    sedenta de amor
    Que ele me tome, 
    sem hesitar
    E em seus braços 
    me faça ficar. 




      Cléia Fialho

    Linda interação do Amigo Poeta A.S

    O teu poema sabe-me a deserto…
    e eu tenho sede!
    Mas é na aridez deste deserto
    onde se morre e renasce
    quando nos abandonamos
    nesta deliciosa loucura de amantes,
    neste desejo feroz
    náufrago de todos os sonhos
    esvoaçando entre todos os gritos
    como uma lingua de fogo insubmissa
    que tudo incendeia
    até arder o último suspiro da noite...

     GRATIDÃO 

      quarta-feira, 16 de novembro de 2016

      MEUS SONHOS POÉTICOS




        M- Mergulho no mundo da fantasia
        E- Explorando universos no meu pensar
        U- Uma jornada onde a poesia é guia
        S- Sob o manto das estrelas a brilhar

        S- Sigo a trilha dos sonhos no peito
        O- Olhos cerrados, alma a flutuar
        N- Nas asas da inspiração, me deleito
        H- Horizontes de versos a desvendar
        O- Olhar atento, sereno e profundo
        S- Sabor que transcende o mundo

        P- Pelas linhas da vida, vou tecendo
        O- O fio poético que me conduz
        E- Encanto e magia, vou oferecendo
        T- Tecendo sonhos, a luz da minha luz
        I- Inspirada na beleza que por assim
        C- Canta em rimas a alegria e a dor
        O- Onde o sonho e a poesia sem fim
        S- São as asas d'alma, meu voo interior.




        Cléia Fialho

      segunda-feira, 14 de novembro de 2016

      SONHOS NO VENTO



      Vem,
      teu corpo convida o meu a amar
      sem regras, sem ritmo marcado —
      só o pulsar do instante.

      Nos teus braços,
      o vento não sopra, acaricia.
      Os sonhos se vestem de pele,
      e cada toque,
      é promessa de flor que se abre.

      Brilha em nós
      o amor sem moldura,
      um fogo brando
      que arde onde a alma se revela.

      Tua risada é canto,
      meu suspiro, verso.
      Nos movemos como quem reza
      em silêncio,
      mas com o corpo inteiro.

      Não há fim para essa dança,
      quando o bem é beijo,
      e o respeito,
      um lençol que nos cobre de harmonia.

      E seguimos...
      germinando desejos,
      traçando passos certos
      sobre o chão do possível —
      até o céu se curvar
      ao ideal que te sonha em mim.





        Cléia Fialho

      domingo, 13 de novembro de 2016

      QUIMERAS DE UM FUTURO




      Broto floreado à espera de um mimo
       Lírica melodia refreada no leito
       Sopro lhano embargado no peito
       Renovando a flama de afeto sublimo.

       Fortalece o sentimento que outrora
       O ciclo da vida jamais suprimiu
       À noite poética dos lábios exprimiu
       De dia as odes magníficas tal aurora.

       No flagrante nossos espíritos se unem
       E as almas sorridentes se integram
       Nossos corpos ternos se assumem.

      Como crianças com doces se alegram
       Quimeras de um auspicioso futuro
       Externando nosso amor singelo e puro.




        Cléia Fialho

      quinta-feira, 10 de novembro de 2016

      MAREJANDO NESSE AMOR



      Marejando nesse amor
      As lágrimas caem em vão
      Tentando encontrar calor
      Sem nunca perder a emoção.
       
      Marejando nesse amor
      Vou em busca do querer
      Sem jamais perder o humor
      De que tudo possa se refazer.
       
      Marejando nesse amor
      Eu ainda sigo em frente
      Nos lábios um doce clamor
      Que a vida me faça contente.




        Cléia Fialho