TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 31 de outubro de 2022

DEVORA-ME A LÍNGUA



Prendo-te em mim como quem aprisiona fogo,
Como quem segura um trovão,
Cruzo as pernas para não te deixar escapar,
Tatu-te no ventre, em signos de paixão,
Sinto-te ainda latejar, a romper, a ganhar.
Ainda a pulsar, a subir, a ungir.

Vem, ardor meu, deita-te sobre a minha pele,
A escuridão ainda é vasta, a carne é rara,
Devora-me a língua, quebra-me enlaçado,
Que eu tenho sede — e a madrugada é leve.

Não peço — arranco.
 Não doce — queimo,
Tuas unhas abrem mapas nas minhas costas,
Tuas mãos cavam rios nas minhas ancas,
Meu sangue te chama, te nomeia, te assoma,
Eu arqueio, eu mordo, eu clamo pelo teu desejo,
E enterras-te mais fundo onde ninguém mais toca.

A cama range, o lençol rasga-se ao meio,
Suamos como feras que a morte não alcança,
Guardo teu grito preso na garganta,
Deixo-te em mim como marca,
E ressurges em mim — outra vez — sem tardança.
E a noite explode — pura, crua, e fala.




  Cléia Fialho

domingo, 30 de outubro de 2022

EM TEUS OLHOS



Em teus olhos vejo o mar
Mar que acalma e faz sonhar
Sonhar contigo é viver
Viver de amor é renascer.

Renascer em cada abraço
Abraço quente, sem cansaço
Cansaço some ao te sentir
Sentir teu riso a me seguir.

Seguir teu passo, luz e flor
Flor que espalha o seu amor
Amor que aquece sem cessar
Cessar a dor, deixar brilhar.

Brilhar na pele, no olhar
Olhar que enfeitiça o ar
Ar envolvente, doce encanto
Encanto que flui em cada canto.

Em ti, renasce a canção
Canção que embala o coração
Coração que pulsa e clama
Clama por teu doce chama.




  Cléia Fialho

O Experimental Correntes de Ecosys 
é uma criação da Poetisa Simplesmente Sys

sábado, 29 de outubro de 2022

DERRAMA-SE O TOQUE



  D- Derrama-se o toque em caminho sedento
  D- Desliza suave, embalado no vento
  D- Doces suspiros que ecoam, febris
  D- Desvendam mistérios, tão doces e sutis.

  D- Desvenda-se o olhar, em promessa latente
  D- Dança a pele ao toque, num ardor envolvente
  D- Dedos desenham desejos secretos
  D- Dizendo em silêncio os anseios discretos.

  D- Doce é o enlace, num abraço profundo
  D- Deixa o tempo parar, esquece o mundo
  D- Delírios em murmúrios, num ritmo lento
  D- Dissolvem-se em sonhos, ao sabor do momento.




  Cléia Fialho

O Experimental PoeRima é uma criação
da Poetisa Fernanda Xerez 

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

CHAMA QUE CONSOME E AQUECE



Teu amor é um laço que me envolve e acalma
Radiante e sedoso, traz brilho par'alma
Faz meu ser pulsar, me leva a sonhar
Coração acelerado, ao te avistar.

Teus olhos, estrelas que iluminam a bruma
Fascinam, hipnotizam, como banho de espuma
Teu sorriso é um convite ao despertar
E meu amor por ti, é um eterno pulsar.

Teu toque é chama que consome e aquece
Fazendo de mim, um desejo que cresce
Teu amor, meu abrigo, meu porto seguro
Ao teu lado, eu sinto um tesão puro.

Teu amor é um canto que embala e encanta
Faz-me voar alto, a libertinagem levanta
Tua essência, meu norte, meu ser verdadeiro
Contigo, meu ser é eternamente inteiro.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

CONVITE DE DOCE OUSADIA



Teu corpo é chama que arde, incendeia
Inflama meu ser com sua centelha
Teu toque é faísca que o peito domina
E deixa-me à beira da loucura, fascina.

Teus olhos são poços de intensa paixão
Onde afogo a razão em pura atração
Teu sorriso, convite de doce ousadia
Me faz entregar-me em plena euforia.

Nossa paixão é um turbilhão de prazer
Nos lança a um mundo que faz estremecer
Nosso amor é um abismo, é um voo profundo
Perco-me em teus beijos, teu toque, teu mundo.

Quero sentir teu calor a me envolver
Em cada célula teu amor renascer
Ser tua, só tua, sem tempo ou medida
E nunca deixar-te, paixão tão excedida.




  Cléia Fialho

terça-feira, 25 de outubro de 2022

DESATINOS IMERSOS



Prazer é o fogo que arde na alma
Sensação que nos envolve, faz vibrar
Um sentimento intenso se sem calma
Leva a lugares onde só o deleite pode chegar.

São lavas que incendeiam nosso ser
Deflagrando a energia que nos consome
Olvidando o mundo e só querer
Perder a razão, o juízo, o controle.

Prazer é toque, o beijo, o espasmo
Nos transmuta a um mundo de sonho e paixão
É o estridor do êxtase, o ápice do orgasmo
Nos faz sentir vivos, conflagrando o coração.

Prazer é a liberdade de sermos pervertidos
O ardor do cio em toda sua magnitude
Da moral e pudor totalmente despidos
A entrega sem medo, em total plenitude.

Desfalecer em prazer, é deixar fluir
O regozijo e a luxúria que move o universo
Sensações e devaneios que vem emergir
Perdidos em delírios e desatinos imersos.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

FOGO DO QUERER



Uma noite encantada e divina
Duas almas unidas pela sina
Sob estrelas que dançam pelo ar
Em sussurros, segredos a se doar.

Teu toque acende o fogo do querer
Nos braços teus, só sei me perder
Com beijos, nossas almas vão fluir
Num desejo que insiste em nos unir.

Perdidos nesse amor que nos domina
Num suspiro que até a lua se fascina
Uma noite ardente, mágica e plena
Dois corações selados na mesma cena.




  Cléia Fialho

domingo, 23 de outubro de 2022

VOEJAR NA PAIXÃO



Em cada toque, a alma a flutuar
Como um pássaro, leve a suspirar
Na dança do amor, vamos esvoejar.

Teus lábios são brisa a me embalar
Em sonhos e fantasias, juntos a amar
Neste céu de estrelas, a nos guiar.

No calor do abraço, o mundo a parar
As batidas do peito suave ecoar
Neste voo eterno, não quero pousar.

Voejar na paixão, liberdade a dançar.




  Cléia Fialho

O Experimental Decanato Poético é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes

sábado, 22 de outubro de 2022

HISTÓRIAS VIVIDAS



Tantas histórias vividas
Entre risos e emoções.
Por pessoas tão queridas
Em lembranças e lições.

Contos de paixão e de dor
No encontro do amor.
Turbações tão sentidas
Com legados sem prisões.
Tantas histórias vividas
Entre risos e emoções.

Passos deixam suas marcas
Nos caminhos percorridos,
Almas fortes, almas frágeis
Em destinos entrelaçados.
Cada instante fez morada
Na memória iluminada,
Como versos esquecidos
Que retornam com canções.
Tantas histórias vividas
Entre risos e emoções.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

INCÊNDIO DE CORPOS



É sempre igual, mas nunca o mesmo,
quando me perco em ti,
devoro tua essência em delírio,
sou chama que percorre tua pele,
como dedos que inventam música
num piano que desconheço,
mas cujo som vibra em tua carne.

Conheço o mapa secreto do teu ser,
a escrita escondida nos contornos,
a caligrafia que só minhas mãos decifram.
Há um gosto de eternidade em tua entrega,
um sal que me enlouquece,
um doce que me arrasta ao abismo.

Perdidos, somos tempestade,
somos vertigem sem destino,
corpos que se confundem,
lençóis que se tornam mares,
onde naufragamos sem medo.

Sou fome que não se sacia,
sou sede que não se apaga,
sou animal que devora,
sou loucura que não pede licença.

Entre nós não há fronteiras,
há apenas o choque dos corpos,
a explosão sem freio,
a entrega sem retorno. 

Somos selvagens,
somos feras em delírio,
somos vertigem e queda,
somos fogo que não se apaga.

Sou tua, és meu,
numa dança selvagem,
num ritual de fogo e vertigem,
onde cada gesto é delírio,
cada toque é universo,
cada encontro é infinito.

Amamos, nos devoramos,
somos feras e ternura,
somos carne e eternidade.
E sempre é igual,
mas sempre é diferente,
porque em ti me reinvento,
porque em mim te perdes.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

terça-feira, 18 de outubro de 2022

FERAS EM DANÇA SELVAGEM



Guardo-te em mim como quem guarda relâmpagos,  
fecho o corpo para conter o vendaval,  
escrevo no ventre brasas dispersas,  
sinto tua presença ainda a se multiplicar.  

Vem, meu delírio, repousa no meu caos,  
a noite é vasta, o corpo é chama breve,  
bebe minha boca, devora meu destino,  
tenho fome — e a lua se curva leve.  

Teu toque é incêndio que não se apaga,  
minha pele é campo aberto à vertigem,  
cada gesto nos arrasta ao abismo,  
cada suspiro é trovão que nos fere.  

Somos feras em dança selvagem,  
rasgando o silêncio com dentes de sombra,  
no leito se escreve a fúria do mundo,  
e o poema sangra até a última dobra.  

E quando o cansaço não nos alcança,  
quando o tempo se dissolve em cinzas,  
resta apenas o eco da tormenta,  
um grito que arde, um fogo que não termina. 




  Cléia Fialho

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

domingo, 16 de outubro de 2022