domingo, 30 de novembro de 2025
SUSPIROS NO PAPEL
sábado, 29 de novembro de 2025
NOITES SERENAS
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
CUIDADO TERNO
que o vento não desfaz,
nos gestos mais pequenos,
se mostra e vive em paz.
É chama que não grita,
mas arde devagar,
com força que acredita
no tempo de amar.
Não é paixão que voa,
de fogo sem raiz,
mas algo que perdoa
e busca ser feliz.
É no cuidado terno,
na calma do viver,
que o amor puro e eterno
se aprende a florescer.
Permanece no frio,
na dor ou na alegria,
é firme como um rio
que canta todo dia.
Entrega que é respeito,
carinho e lealdade,
é o que faz do peito
abrigo de verdade.
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
NAS SOMBRAS E PELES
Na dança lenta das sombras,
corpos se buscam sem nome,
silhuetas em brasa,
desejo que não se apressa.
Não há tempo —
só o instante em que a pele ouve,
em que o toque diz
aquilo que a boca silencia.
Sussurros sem voz
rasgam caminhos
nos contornos do prazer.
Cada curva, um convite.
Cada suspiro, um caminho novo.
Arrepios guiam o rumo,
sem direção, sem lógica —
apenas entrega.
Os olhos não pedem,
eles tomam.
Profundos, insaciáveis,
dizem tudo o que não cabe
em palavras.
E nesse balé invisível,
onde a alma se despe primeiro,
cada gesto se faz verso,
cada carícia —
uma oração pagã.
O toque vai além da carne.
É alma que roça alma,
desejo que nasce no fundo,
e sobe,
lentamente,
até incendiar o todo.
Na penumbra, dois mundos se dissolvem.
Não há rima.
Não há regras.
Só a poesia crua
do prazer que floresce
onde tudo é permitido.
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