TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 19 de maio de 2026

UM RUGIDO NA NOITE



A pele, terra fértil, quente,
implora a semente.
Um gemido rouco, um sopro urgente,
no asfalto da tua boca, a minha mente.

Corpos que se encontram, sem pudor,
desejo antig, um furacão de dor
e prazer, misturados em fervor,
um rugido na noite, sem clamor.

É instinto puro, selvagem e nu,
o toque que arde, o beijo que é teu.
Um grito contido, um céu em tom cru,
na labareda lançando teu corpo ao meu.

Em cada fibra, a dança visceral,
a entrega sem freio, o amor carnal.
Um calor que explode, surreal,
nesta noite de fogo, fundamental.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 18 de maio de 2026

ENLAÇE CARNAL



No calor do olhar,
ela convida o instante,
e ele, em silêncio amante,
se rende ao seu respirar.

O tempo perde sentido,
quando a pele quer dizer,
que o prazer, já prometido,
vem com sede de viver.

As mãos são mapas do gozo,
descobrindo o proibido,
e cada toque é gostoso,
como o beijo mais sentido.

Ela geme em poesia,
ele vibra em melodia,
e no enlace tão carnal,
fazem do ato, ritual.

São dois corpos em dança,
a luxúria é esperança,
e o prazer — seu natural —
tem sabor de eternidade
no amor mais visceral.




  Cléia Fialho

sábado, 16 de maio de 2026

O CANTO DA ESSÊNCIA



Desfez-se o véu do “não feito” pecado,
Bálsamo da alma, suave e sereno.
Graciosamente, a mulher se ergue,
Nua, pura, vestida de seu próprio veneno.

A cor branca, em sua pele macia,
Reflete a beleza sem pressa de se esconder,
Na nudez do corpo e da alma, renasce,
Cura-se, para o futuro viver.

Expectativas bailarinas em seu peito,
Sorri, e a introspecção a faz chorar,
Mas ao lançar a sorte ao vento,
Liberta-se, sem medo de errar.

Com ênfase, seu grito ecoa no ar,
Mulher formosa, sem medo de ser,
Sem máscaras, sem amarras,
Marca o tempo, sua voz é poder.

Hoje, no agora, sente-se leve,
Solta, sagaz, livre no ser,
Equilibra a tentação e a sensatez,
E diante do espelho, sorri, sem temer.

Nua de desejos, mas plena de si,
Não chora mais, nem se perde no olhar,
Em sua própria nudez, encontra a força,
E ao espelho, se vê para se amar.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 15 de maio de 2026

A PAIXÃO É UM RITO



Nos pampas onde o vento sopra quente,
Me perco em seus olhos, no brilho ardente,
A noite é nossa, sob o manto da lua,
Seu corpo é a estrela que à minha me insinua.

O cheiro do campo, da terra molhada,
É suave e quente, como a sua chegada,
Com cada passo, me toma o desejo,
E o toque da sua mão me leva ao ensejo.

A dança do fogo, o calor nos envolvendo,
Os corpos se unindo, o tempo se estendendo,
Nos suspiros, palavras sem freio,
A paixão é um rito, onde sou o seu anseio.

No silêncio da noite, a brisa a nos acariciar,
Você é o segredo que me faz delirar,
E ao som do vento, entrego meu querer,
Com você, meu amor, desejo me perder.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 14 de maio de 2026

SONHOS E HARMONIA


No silêncio da alvorada,
Desperta a voz da poesia,
Feita de luz delicada,
Versa sonhos e harmonia,
Em cada estrofe encantada,
Liberta a alma vazia.

Versos surgem de repente,
Como quem sonha e não diz,
Cantam o amor docemente,
Num tom calmo e tão feliz,
E o coração, de repente,
Baila ao som do que se quis.

A palavra se derrama
Como chuva em madrugada,
E no papel faz sua cama
A emoção apaixonada,
Rima doce que inflama
A inspiração encantada.

No compasso do desejo,
A poesia se desenha,
Vai bordando um novo ensejo,
Com ternura que não temha,
Beija o verso num lampejo
E no silêncio se empenha.

E assim, na noite tão calma,
A poesia ganha cor,
Vai costurando na alma
Um tecido feito de amor,
Transforma o escuro em palma
E faz do sonho esplendor.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Eros de Passagem

No silêncio que responde 
Ao clamor da tua voz,
A palavra não se esconde, 
Une o mundo que há em nós, 
Busca a fonte de onde esconde
O segredo mais veloz.

 GRATIDÃO 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

BANQUETE PROIBIDO



Teu corpo é banquete proibido,
e minha boca, animal faminto,
que não conhece saciedade,
que devora até o último suspiro.

Cada gesto é ferida aberta,
cada beijo, um golpe de fogo,
e eu me perco na tua essência,
como quem se afoga em desejo.

Não há descanso, não há fim,
apenas a fome que insiste,
selvagem, crua, arrebatadora,
até que o mundo se desfaça em nós.





  Cléia Fialho

terça-feira, 12 de maio de 2026

ALÉM DA VIDA


Além da vida existe um lugar,
Onde a alma busca a verdade.
Um mundo de luz e de amar,
Cheio de paz e claridade.

A poesia abre esse caminho,
Nos leva ao céu, ao infinito.
Verso por verso, feito carinho,
Mostra um mundo mais bonito.

A alma sobe e se alinha,
Numa dança cheia de cor.
A poesia se faz a linha,
Que liga a gente ao amor.

Deixamos o mundo de matéria,
E entramos num brilho profundo.
Versos guiam a alma etérea,
Por entre os segredos do mundo.

Além da vida há liberdade,
Onde mora a eternidade.
A poesia é essa entrada,
Para a luz e a verdade.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 11 de maio de 2026

COM MEUS DEDOS



Vou desenhar seu corpo com meus dedos
Explorando cada curva, sem medos
Nossas mãos entrelaçadas em segredos.

Onde passarei com a minha boca
Deixarei um rastro de paixão louca
Em teu corpo, sou exploradora à toa.

E no sussurro quente da tua pele
Me perco na olência que expele
Desejo é chama que nunca repele.




  Cléia Fialho

O Experimental Decanato Poético é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

domingo, 10 de maio de 2026

DANÇA DO DESEJO



Em corpos nus, a pele é o véu do toque,
Cada suspiro é um convite, sem disfarce,
Na dança lenta, paixão e desejo se entrelaçam.

Corpos se entrelaçam na dança da paixão,
Em cada toque, um gemido de entrega,
Desejo incendeia, não conhece restrição.

Corpos entrelaçados na dança do desejo,
Toques que incendeiam, paixão em cada beijo,
No calor da entrega, somos um só ensejo.




  Cléia Fialho

sábado, 9 de maio de 2026

NOS DEGRAUS DO TEMPO



Desci contigo os degraus do infinito,
onde o tempo se curva ao amor que resiste.
O eco dos passos, agora tão aflito,
sussurra teu nome em sombra e triste.

Mas sei que na brisa que dança nos muros,
há rastros de riso, há gestos tão nossos.
Nos olhos que foram estrelas em curvos
caminhos de sonho, em versos tão foscos.

Se a vida persiste e sigo sem rumo,
não temo o abismo, nem temo a ausência.
Pois sei que no vento ainda há teu perfume,
e em cada degrau… tua pura existência.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 8 de maio de 2026

SOMOS SERES PERFEITOS



No toque suave da pele morena,
O calor se espalha, chama serena,
Teus lábios nos meus, paixão enleva,
No encontro secreto da noite se eleva.

No sussurro ardente dos nossos desejos,
Somos um só corpo, em êxtase, sem receios,
As mãos se entrelaçam, caminhos estreitos,
Na dança dos corpos, somos seres perfeitos.

O aroma da pele, perfume sedutor,
Nossos corpos se entregam, sem temor,
A brisa que acaricia, amor a florescer,
No calor do encontro, prazer a acontecer.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 7 de maio de 2026

CHEIRO BRUTO DE NÓS DOIS



Teus dedos não pedem licença,
invadem a pele, rasgam a calma,
apertam minhas mamas com a força de quem quer possuir,
esmagando o desejo até que ele transborde,
num espasmo que me faz arquear a coluna.

Não há magia, há carne.
Há o suor que escorre, salgado e quente,
o cheiro bruto de nós dois fundidos,
enquanto tua boca devora meu pescoço,
deixando a marca da tua fome, a prova do teu rastro.

Desce a mão, sem pressa, mas com urgência,
mergulha no centro do meu incêndio,
onde pulsa úmida, clamando pelo teu choque.
Quero o peso do teu corpo me prendendo à cama,
o atrito bruto, a fricção que queima,
o som visceral de pele batendo contra pele.

Sente o aperto, o calor que nos consome,
enquanto teu pau me rasga, me preenche, me domina,
num ritmo selvagem, sem freio, sem piedade.
É um embate de fluidos, um caos de gemidos,
onde a razão morre e só resta o instinto.

Suga minha alma através do gozo,
enquanto eu me prendo a ti, arranhando as costas,
querendo que você entre mais fundo,
até que não saibamos onde termina o teu corpo
e onde começa o meu delírio.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 6 de maio de 2026

MARES SEM CONTORNOS



Nos recantos sombrios da mente inquieta
A loucura se desenha como uma paleta
Cores vibrantes, pensamentos em devaneio
Na dança da loucura, encontro um enleio.

Passos incertos por caminhos desconhecidos
A sanidade se dissolve em momentos perdidos
A razão se mistura com sombras e luz
A realidade se desfaz em confusão e fluxo.

Como estrelas cadentes em um céu distante
A lucidez se esvai, como um suspiro errante
A mente é um caleidoscópio de ideias e sonhos
Na loucura, navegamos por mares sem contornos.




  Cléia Fialho

terça-feira, 5 de maio de 2026

POR BAIXO DA PELE



Teu nome me atravessa como febre,
e tudo em mim desperta sem defesa.
Há uma fome viva na tua presença,
uma tensão doce queimando a pele.

Chegas e o ar muda de temperatura.
O silêncio se enche de promessa.
Teu olhar me desmonta devagar,
e eu já não sei ser menos do que entrega.

Quero essa aproximação que arrebata,
esse desejo que vibra por baixo da pele,
essa forma tua de acender o instante
até que o mundo inteiro perca a voz.




  Cléia Fialho