TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

domingo, 14 de dezembro de 2014

O APERTO DO ELEVADOR

O APERTO DO ELEVADOR
O tranco foi seco — um estalo metálico seguido de silêncio. Ela se apoiou na parede do elevador, os olhos fixos no painel. Apertou o botão do térreo uma, duas, cinco vezes. Nada. A luz de emergência banhava o cubículo de um amarelo doentio. — Não vai funcionar. A voz dele veio de trás, grave e sem pr…

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

sábado, 6 de dezembro de 2014

O ÚLTIMO BEIJO NA TELA

O ÚLTIMO BEIJO NA TELA
A sala estava vazia. Só os dois na fileira do fundo, perdidos na penumbra. Ela tentava focar na tela, mas o calor do corpo dele atravessava o encosto de veludo vermelho e subia pela sua espinha. Impossível ignorar. Ele repousou a mão no apoio de braço entre as poltronas. Os dedos longos, imóveis, a …

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

SEM LICENCA

SEM LICENCA
A porta estalou.  Rafael encostou-se e o olhar desceu  — lento, faminto, devorando cada curva antes do toque.  Ela recuou.  As costas bateram na parede fria.  A luz da rua cortou seu rosto, o resto na penumbra.  Ele avançou.  Braços a cercaram, mãos espalmadas contra a parede, aprisionando-a no calor dele…

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O BANCO DA PRAÇA

O BANCO DA PRAÇA
O zumbido do poste era o único som que restava na praça. Ela sentou no banco de pedra e o frio subiu pelas coxas nuas, um arrepio que a fez prender a respiração. A luz amarela caía sobre os ombros como um holofote. Das sombras, ele se moveu. O Estranho caminhou até a borda da claridade, os olhos cla…

terça-feira, 25 de novembro de 2014

ENTRE PAREDES DE FOGO

ENTRE PAREDES DE FOGO
Teu corpo me prende contra o muro, tua boca devora minha pele, meus gemidos ecoam como trovões. Teus dedos me penetram sem piedade, minha carne se abre em fogo, meu ventre pulsa em ondas selvagens. Cada estocada é pecado, cada beijo é blasfêmia, cada gozo é absolvição. E quando explodimos juntos, não …

sábado, 22 de novembro de 2014

NO CARRO PARADO

NO CARRO PARADO
O estacionamento está vazio, só o poste distante joga luz amarela sobre o capô, e o carro é uma caixa de metal quente onde o ar não circula, onde o suor nos gruda. O couro quente sob minha pele, teu corpo me invade sem demora. Tuas mãos largas fecham meus pulsos e os prendem contra o encosto do banco…

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

domingo, 16 de novembro de 2014

SOBRE A MESA DE MADEIRA

SOBRE A MESA DE MADEIRA
O quarto cheira a sexo e a noite fechada, a cortinas que não deixam passar a lua, e eu já estava nua antes de tuas mãos me tocarem, a pele trêmula e alerta, anticipando o momento em que a frieza da madeira iria morder minha coluna.  Tua voz é um rosnado baixo contra meu ouvido, ordenando que eu me d…

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

NA COZINHA PROIBIDA

NA COZINHA PROIBIDA
A cozinha cheira a café abandonado e a frutas maduras deixadas no balcão, o silêncio da casa adormecida pesa sobre nós como um cobertor espesso de culpa e desejo. Eu estou de camisola fina, sem nada por baixo, e tu me observas do batente da porta, os olhos escuros percorrendo minhas coxas expostas, …

segunda-feira, 10 de novembro de 2014