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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

SEM LICENCA




A porta estalou. 
Rafael encostou-se e o olhar desceu 
— lento, faminto, devorando cada curva antes do toque. 
Ela recuou. 
As costas bateram na parede fria. 
A luz da rua cortou seu rosto, o resto na penumbra. 
Ele avançou. 
Braços a cercaram, mãos espalmadas contra a parede, aprisionando-a no calor dele. 
Almíscar e chuva. 
O nariz roçou seu pescoço. 
A respiração falhou, curta, quente. Os quadris pressionaram seu ventre 
— a ereção dura roçando sua coxa, anunciando sem misericórdia. 
Ela enterrou os dedos nos ombros dele e puxou. 
Os lábios roçaram sua orelha.

— Desta vez você não vai fugir.

A boca de Rafael cobriu a sua sem pedir. 
A língua invadiu urgente, molhada, dominando. 
Ela gemeu. 
Os dedos dele cravaram na sua nuca e a cabeça foi puxada para trás, abrindo mais a boca. 
A parede fria contrastava com o calor ardente do corpo dele colado ao seu. 
A mão desceu pela coxa, subindo até o algodão úmido. 
Um puxão seco e o tecido cedeu rasgado 
— o elástico estalou e caiu no chão, inútil. 
Ela arquejou.

As mãos dela foram para a camisa dele, puxando com urgência frenética. 
Dedos trêmulos desabotoando, libertando o torso quente. 
Ele se afastou só o suficiente para que ela puxasse a camisa e a jogasse longe. 
Os olhos escuros a devoraram, inchados de desejo. 
A boca desceu. 
Beijos molhados no pescoço, mordidas que deixariam marcas, enquanto os dedos puxavam a blusa. 
O tecido subiu, roçou os mamilos duros, e caiu. 
Ele gemeu ao ver os seios nus. 
As mãos os agarraram 
— apertando, puxando os mamilos com polegares em círculos cruéis. 
Ela mordeu o lábio, as costas arqueando, o prazer intenso demais.

Os dedos dela encontraram o cós das calças. 
Desabotoou. 
O zíper desceu com som de metal. 
A mão enfiou na cueca e envolveu o pau 
— duro, quente, grosso, a ponta úmida escorrendo na palma. 
Rafael soltou um som gutural, animal.

As mãos dele desceram para as coxas. Agarraram firme, marcando a pele. 
Ele a ergueu do chão, o desejo a tornando leve, só dele. 
As pernas se enrolaram na cintura por instinto. 
A luz da rua cortou os dois corpos nus e colados enquanto ele a carregava para a cama, cada passo uma promessa de destruição.

O colchão afundou. 
Rafael já estava em cima 
— os joelhos forçando as coxas a se abrirem, escancarando a buceta molhada para a luz. 
Ele desceu. 
A boca quente cobriu a buceta de uma vez, a língua plana lambendo do clitóris até a entrada num movimento lento e possessivo. 
Ela gemeu alto, as costas arqueando. 
Ele sugou os lábios internos, puxando com os dentes de leve, e ela agarrou os cabelos dele com as duas mãos, empurrando a cara contra a buceta. 
Os quadris balançavam sem controle, esfregando na boca dele, a saliva e o mel escorrendo pelo queixo enquanto ele a devorava.

— Me fode 
— ela implorou, a voz estrangulada, rouca. 
— Me fode agora.
Rafael se levantou. 

A cabeça do pau roçou a entrada, quente, inchada. 
Estocou até o fundo com uma só estocada violenta, forçando um gemido estrangulado dela. 
As estocadas vieram rápidas e duras, brutais, os quadris batendo nas nádegas com som de carne molhada, o pau entrando e saindo completamente a cada golpe. 
Ela cravou as unhas nas costas dele, arranhando, levantando os quadris para encontrar cada estocada, os seios balançando. 
Rafael cuspiu nos dedos e esfregou o clitóris em círculos rápidos e cruéis, o pau afundando sem trégua.

O orgasmo a rasgou. 
Ela gritou o nome dele, a boceta contraindo em espasmos violentos, jatos de mel escorrendo e ensopando o lençol. 
Rafael estocou três vezes com força extrema, enterrando fundo, e gozou dentro dela 
— jatos de porra quente enchendo, escorrendo pelos lados quando ele se sacudiu. 
Colapsou sobre ela, o pau ainda pulsando, os dois ofegantes, colados pelo suor.

Rafael rolou para o lado e a puxou contra o peito, os braços envolvendo suas costas com ternura que contrastava com a brutalidade. 
A luz da rua cortava o escuro e pintava listras na pele suada. 
Ela sentia a porra morna escorrendo da buceta inchada, sujando as coxas, mas não se moveu. 
Esfregou a bochecha no peito dele. 
Rafael beijou o topo da cabeça dela e murmurou, a voz rouca:

— Finalmente parou de lutar.

Ela sorriu contra a pele dele, rendida, aliviada, derrotada e vitoriosa. 
Entrelaçou os dedos nos dele sobre o peito e soltou um suspiro profundo, sem vontade de se mover, de fugir, de ser qualquer coisa que não fosse dele.






Cléia Fialho

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