Teu corpo me prende contra o muro, tua boca devora minha pele, meus gemidos ecoam como trovões.
Teus dedos me penetram sem piedade, minha carne se abre em fogo, meu ventre pulsa em ondas selvagens.
Cada estocada é pecado, cada beijo é blasfêmia, cada gozo é absolvição.
E quando explodimos juntos, não há mundo além de nós, apenas brasas ardentes, apenas luxúria sem fronteiras.
O suor escorre entre meus seios e desce lento pela minha coluna,
cada gota testemunha do fogo que consome minha pele sob a tua.
Tuas mãos descem ferozes pelo meu ventre, acendendo rastros de chama em cada poro,
e eu me abro, entrego, arqueio sob o teu peso e sinto teu desejo entrar fundo e devagar.
Rasgas o silêncio em gemidos roucos e profundos que me arrancam a alma pela garganta.
Gozamos juntos em explosão final, corpos trêmulos e colapsados, saciados e eternos no lençol quente e encharcado.
Mas a fome não dorme.
A tua boca desce voraz até meu sexo ainda pulsante, a língua provoca o centro de tudo, e eu grito outra vez, sem controle.
Tuas mãos apertam meus quadris, me posicionam para receber-te de novo.
Entras com força, o ritmo é brutal, ininterrupto, e eu aperto as unhas nas tuas costas enquanto o novo orgasmo rasga minha garganta.
Colapsamos juntos, ofegantes, destruídos, grudados pelo suor da noite inteira.
Teu hálito quente contra meu pescoço acende novo fogo lento, o suor esfriando entre nossos ventres colados.
A madrugada nos encontra entrelaçados, dedos traçando mapas furtivos na pele ainda trêmula.
Sinto o teu desejo despertar novamente contra minha coxa, e sorrio no escuro, pronta para ser devorada mais uma vez.
A umidade entre minhas pernas já é incontrolável, um escorregadio lembrete obsceno e quente de que meu corpo está pronto, aberto, exposto, faminto, vibrando em expectativa crua.
Sinto o colo uterino pulsar em chamado receptivo e profundo, esperando ser preenchido, rasgado, completado por teu desejo de pedra.
Cada batida de sangue na minha pele sensível grita por tua entrada violenta, a fenda molhada escorre em súplica voraz que mancha os lençóis.
O sexo incha, os lábios latejam, a boceta aperta em convulsão antecipatória, e eu me arqueio sozinha, ofegante, oferecendo o vazio úmido que teu pau duro pode sarar.
Penetras-me em estocada profunda até a base, o útero te recebe em espasmo apertado e faminto, e gozo em gritos que rasgam a noite escura, fluidos quentes escorrendo em prova de que estava pronta, destruída, preenchida, eternamente tua no lençol encharcado.
Vencidos pelos vícios que nos corrompem e consagram em fogo vivo, eternidade erótica se restringe aos desejos que pulsam vorazmente nas veias.
Tua língua traça versos obscenos em minha pele arqueada e ofegante, descendo devagar pelo ventre sensível, provocando o centro de tudo, até eu gritar em convulsão descontrolada e profunda que rasga o silêncio.
Penetras-me em estocada única e brutal, fundo e sem trégua nem piedade, meu corpo apertando em espasmos violentos que arrancam o ar dos meus pulmões.
Gozamos juntos em explosão final e única, fluidos quentes nos unindo em correnteza, corpos trêmulos e colapsados, grudados de suor intenso e desejo insaciável.
A noite inteira nos devora em ritmo ininterrupto e faminto sem limites, saciados, destruídos, eternos no lençol quente e manchado de nós.
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Cléia Fialho

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