🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


quarta-feira, 30 de abril de 2014

CORPO ABERTO




Meu corpo nu espera a tua boca quente,
e a língua que devora o meu suor salgado.
A mão que aperta, a unha que mente,
o grito que é gozo — mas ainda não chegou.

terça-feira, 29 de abril de 2014

SELVAGEM NA CAMA




Ela apoia as mãos no lençol revolvido e arqueia as costas, oferecendo os quadris para trás. O corpo treme de antecipação, os seios cheios balançam com o movimento. A noite abafada cola os cabelos soltos na nuca suada.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

EM GOZO E VERSO




Daqui onde a boca ainda queima
e o verso desce como fruta madura,
teu tronco é curva, chama, madeira,
e eu sou a sede que não se apura.

domingo, 27 de abril de 2014

LÍNGUA




A minha língua desce devagar.
Primeiro o teu peito. 
Depois a tua barriga. 
Depois mais baixo.

sábado, 26 de abril de 2014

O CÚ QUE CHORA




Ela se ajoelhou na cama sem que ele dissesse nada. Os joelhos afundaram no colchão, as coxas se abriram devagar, e ela empinou o rabo — a curva das nádegas exposta sob a luz fraca do abajur, o cu apertado e escuro entre elas. Esperou. O silêncio dele atrás dela era mais pesado que qualquer ordem.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

ATRITO SELVAGEM




Meus dias sem ti foram eras desérticas, séculos de cinza,
uma contagem maldita de madrugadas em que o vazio me habitava.

Nesses meses de exílio, fechei os olhos para te inventar na carne:

quinta-feira, 24 de abril de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

CINCO AO MESMO TEMPO




Ela estava de joelhos no colchão, o corpo magro tremendo de antecipação. Os cinco homens a cercavam, paus duros apontados para ela como promessas. Ela estendeu as mãos e puxou cada um para perto, sentindo o peso e o calor de cada pau contra a pele. O Homem da Bucetinha a empurrou de costas para ele e abriu suas pernas com os joelhos, a glande já esfregando na entrada molhada, espalhando o mel que escorria. 

terça-feira, 22 de abril de 2014

MINHA VOZ — TEU CORPO




Eu visto a saia branca sem calcinha
e sinto o ar gelado roçar onde mais arde
Cada passo que dou, o tecido sobe
e eu sei que tu olhas — eu quero que olhes.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

GUIADA CEGA PELAS TUAS MÃOS




MÃOS QUE VEEM POR MIM

Tu vendas os meus olhos
— um pano macio, escuro, quente
E de repente, o mundo desaparece

domingo, 20 de abril de 2014

O ENCONTRO DE FOGO




Ela sabia que ele viria antes dele bater à porta. Era uma certeza que nascia no fundo da barriga, quente e líquida, como o mel que escorre devagar por uma colher. Ela vestira a saia branca — sem nada por baixo — e o batom vermelho que ele dizia ser a cor do pecado. Não se arrependia de nada. Não queria arrependimento. Queria entrega.

sábado, 19 de abril de 2014

ROSA CHOQUE




Teu corpo tem cor de fruta cortada ao meio
e eu lamberia cada fio dourado que escorre de ti.
Tu deitas sobre o lençol branco e o contraste é fogo
— tua pele morena, o linho claro, a noite preta.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

VÍCIO REVERBERANTE




Não te largo hoje, nem agora, não:  
a boca tem memória de torrente,  
e o corpo, em fome antiga, se impaciente  
e ergue, de bruços, a própria solidão.  

quarta-feira, 16 de abril de 2014

VIBRA NA GARGANTA




Ajoelho-me no silêncio que arde,  
o corredor se torna altar de carne,  
meus lábios buscam o sal da tua ausência,  
e o gosto da saudade se abre como ferida doce.  

terça-feira, 15 de abril de 2014

A FERA DESPERTA




Cada noite um deserto sem tua pele,
cada sonho um labirinto onde tua boca me perseguia,
círculos oblíquos, vertigens que me queimavam,
teu peso imaginado esmagando-me,

segunda-feira, 14 de abril de 2014

TÃO TUA EM TI




A  luz da rua entrava pela janela e recortava o corpo dela na cama, um retângulo pálido sobre a curva da anca. Ele estava de pé à beira do colchão, os ombros largos contra a penumbra, e ela sentiu o peso do olhar dele antes mesmo de ouvir a voz.

domingo, 13 de abril de 2014

BOCA NO MEU PESCOÇO




Eu abro a porta e tu estás ali
— saia branca, olhar de felina, sorriso de faca
Eu engulo seco, tu não dizes nada
entras como quem já sabe onde vai sentar.

sábado, 12 de abril de 2014

DEVORO-TE




Desço a boca ao tronco ardente,
devoro-te como quem rasga o silêncio,
um verso bruto, sem pudor,
que se abre em fogo e vertigem.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

ESPASMO QUE ARREBENTA




Retorno à tua boca com a garganta em brasa,
minha língua invade a tua como serpente faminta,
sugo teu fôlego como quem rouba um segredo doce,
mordo teus lábios até sentir o gosto ferroso do desejo.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

SORVO TUA ESSÊNCIA




Minha boca te procura
como quem encontra o próprio vício,
saboreando cada segundo
com uma fome antiga e indomável.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

MÃOS DE COMANDO




A cada toque, a cada sussurro,
Desvendas segredos enterrados,
E em cada beijo, um mundo novo,
Onde somos livres, plenos, e apaixonados.

terça-feira, 8 de abril de 2014

MOMENTO DE UMA PAIXÃO.




Te beijo e saboreio com desejo ardente,
Lambo cada curva, cada região,
Deixo minhas marcas em tua pele, canção.
Ergue-me as ancas com mão firme e segura, 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

FÚRIA DE CORPOS




Cada mergulho meu é trovão no teu silêncio,
Cada osso teu ruge enquanto eu avanço,
No teu gemido rouco eu desenho,
O hino da tua pele em transe.

domingo, 6 de abril de 2014

RENDIÇÃO SELVAGEM




Me curvo inteira diante de ti, ali mesmo no corredor,
te degusto sem pressa, como quem mata a fome antiga,
recolho teu gemido rasgado, engasgado de prazer, meu dono,
tua coxa estremece, tua garganta queima por mim.

sábado, 5 de abril de 2014

TEU NOME NA MINHA PELE




Chega devagar,
como quem acende a noite com os dedos.
Tua presença derrama calor no ar,
e tudo ao redor aprende a te sentir.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

AULA DE ANATOMIA




Tu deitas na mesa da cozinha
e eu finjo que vou dissecar teu corpo com a ponta dos dedos.
Teus olhos fechados 
— confiança ou rendição?

quinta-feira, 3 de abril de 2014

CHAMA QUE NÃO SE EXPLICA




Há um idioma escondido
na curva lenta da minha pele.
É nele que te chamo,
sem dizer teu nome.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

ALGEMAS E PELE ARREPIADA




Tu vestes branco — renda, linho, quase nada
e eu vejo o vermelho pulsar em mim
igual ferida aberta de desejo
que só tu podes fechar com a boca.

terça-feira, 1 de abril de 2014

CHAMA INESGOTÁVEL




A pele arde no toque silencioso,
Lábios que deslizam, frios e ousados,
Dedos que provocam, caminhos misteriosos,
Desperta o fogo em segredos guardados.