Um toque furtivo, outra entrega voluntária. Mãos ousadas, pensamento errante, anseio sem freio. Ser à deriva, tragado pelo abismo do querer, pelo mar do pecado. Lábios insanos, pele nua, entrega total. Ponta mordida, transpiração em comum, murmúri…
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
sábado, 10 de outubro de 2015
NO CETIM DO TEU LEITO
Teu corpo é mar em noite de verão, onde naufraga a fome do meu peito; desliza a mão no cetim do teu leito, e acende em brasa a minha escuridão. Provo o teu lábio em lenta perdição, teu seio em flor, teu ventre em doce jeito; és o pecado exato, o ver…
sábado, 3 de outubro de 2015
SE MINHA BOCA ENCONTRASSE A TUA — [ VERSÃO — III ]
Algo em mim se abriria como manhã antiga se em segredo, minha mão encostasse na tua. Haveria ternura no gesto, e um silêncio inteiro aprenderia a falar. Teu pensamento descansaria no meu toque, como quem encontra abrigo sem procurar. Dentro das …
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
SE MEUS LÁBIOS FURTASSEM UM BEIJO TEU — [ VERSÃO — II ]
Se silêncio e sem aviso, meus dedos roçassem os teus... Versos incendiariam o peito. Perceberias o ninho onde acalento teu devaneio. Brotariam construções feitas de vazios sonoros. Desabrochariam pétalas no âmago das letras. E no torso, um enla…
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
SE MEUS LÁBIOS ALCANÇASSEM OS TEUS — [ VERSÃO — I ]
Se em segredo, meus dedos encontrassem os teus, um clarão despertaria dentro de nós. Perceberias o carinho que acolhe teus sonhos com infinita ternura. Versos brotariam na quietude dos instantes. Jardins floresceriam entre cada expressão, e o peito conheceri…
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
O TEMPO É NOVELO
Um relógio derrete sobre a mesa de veludo enquanto o peixe canta para as nuvens de papel o tempo é um novelo que se perde no escuro e a lua nasce verde no fundo do chapéu. As janelas respiram um pó de estrelas vivas o vento carrega cadeiras que desejam v…
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
ECO DAS PALAVRAS QUE NÃO VOLTARAM
O sol se esconde na curva da tarde e deixa um rastro de luz fria sobre a mesa onde guardo apenas o silêncio que você deixou. Olho para a cadeira vazia no canto da sala buscando o eco das palavras que não voltaram sentindo o peso da ausência que molda o e…
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
FAÍSCAS PERDIDAS NA IMENSIDÃO
O silêncio viaja entre as luzes antigas desenhando caminhos no tecido do escuro onde o tempo esquece de contar as horas. Planetas giram em valsa silenciosa tecendo mantos de poeira e claridade sob o olhar atento de estrelas ancestrais. Somos faíscas perdi…
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
TECENDO O SILÊNCIO EM LUZ
No silêncio da noite, dançam os astros, pingos de luz num manto negro profundo, cada estrela, um sussurro de histórias, ecos de sonhos que vagam no tempo. Planetas giram em sua dança eterna, místicos viajantes de um universo, cujas órbitas rec…
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
O QUE SINTO NO MOMENTO EM QUE SOU TUA
Sou tua neste instante. Deitada debaixo de ti, com o teu peso a esmagar-me deliciosamente contra o colchão, com as tuas mãos a prenderem-me os pulsos sobre a cabeça — sou tua de uma forma que nenhuma palavra decente consegue descrever. O lençol está p…
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
UM GIRO DE EMOÇÕES
Na sombra errante da mente aflita, Um eco de risos que vai se perder, A dança das folhas, um verso que grita, Pintura em quadro, um sonho correndo. Nos muros do peito, um riso contido, Loucura é dança, o braço girando, Um giro de emoções…
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
TOQUE DE SEDA
A palavra que dança na penumbra Desenha curvas lentas pelo ar É um toque de seda que deslumbra E ensina o coração a descansar. O verso que se insinua na pele Como uma brisa que traz o arrepiado Não pede licença nem quer que se rele Apenas caminha por…
terça-feira, 28 de julho de 2015
UM SUSPIRO DO COSMOS
No silêncio das noites infinitas, os astros dançam, pontos de luz em um tecido de sonhos. Em cada estrela, um suspiro do cosmos, sussurros de antigos segredos. Planetas giram em suas órbitas, como crianças em um playground celeste, brincando c…
sábado, 25 de julho de 2015
QUARTO 304
A porta fecha. O trinco range como um segredo que ninguém deveria ouvir. Não acendo a luz. Deixo que a cidade, lá fora, faça o serviço: um néon vermelho pulsa na janela e pinta o teu ombrode sangue e de promessa. Fico de costas por um instante. Só o temp…
sexta-feira, 24 de julho de 2015
CONFISSÃO IMPURA
Confesso: penso em ti nas horas mais impróprias. No meio da reunião, na fila do café, enquanto o mundo finge que existe algo mais urgente que o teu zíper entreaberto na minha memória. Penso na tua língua. Penso nos teus dedos. Penso naquele gesto — tu sabes qu…
quinta-feira, 23 de julho de 2015
A MORDIDA QUE ABRE O ABISMO
Não são palavras que traçam o destino É o pulsar que nos faz avançar juntos Deixando para trás o mundo e seus assuntos Nesse abraço que sufoca e define o limite Tua mão desce lenta pelo meu peito nu Acordando cada fibra adormecida e tensa O suor fala mais…