Na sombra errante da mente aflita,
Um eco de risos que vai se perder,
A dança das folhas, um verso que grita,
Pintura em quadro, um sonho correndo.
Loucura é dança, o braço girando,
Um giro de emoções, um canto querido,
Que faz a razão, entre risos, calar.
Sobre a linha tênue entre o claro e o escuro,
Um fio de luz surge a brilhar,
Na roda da vida, um giro apressado,
Um convite ao delírio, ao leve levitar.
Na esquina do mundo, a palavra flutua,
Como as ervas daninhas no campo a florir,
E a loucura canta em melodia qualquer,
Como o sol que desponta no horizonte a surgir.
Os riscos da vida, um jogo de cartas,
O triste e o alegre, um sopro a queimar,
Na sala do peito, onde a luz se desata,
A loucura, amiga, vem nos abraçar.
❦
Cléia Fialho

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