Nas esquinas do tempo, o relógio pára
e as nuvens dançam, em um baile de cores,
donde os espelhos conversam com as sombras,
abrindo caminhos para chão de ouro.
vira a esquina e desenha o céu,
arrastando estrelas pelas ruas do dia,
onde as flores sussurram segredos ao sol.
A lua, uma luna de papel,
quedas e levitas, nos braços da noite,
meu coração, um gato sarnento,
persegue ratos de ideias velhas.
Enquanto as montanhas giram em torno,
as lembranças se tornam fumaça,
e o riso de uma criança dispersa,
preenche os vazios de um mundo esquecido.
Ah, o sabor do silêncio é amargo,
mas a borboleta ri, anestesiada,
quando a realidade se despedaça
e o sonho toma a forma do despertar.
❦
Cléia Fialho

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