TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 29 de abril de 2014

SELVAGEM NA CAMA

SELVAGEM NA CAMA
Ela apoia as mãos no lençol revolvido e arqueia as costas, oferecendo os quadris para trás. O corpo treme de antecipação, os seios cheios balançam com o movimento. A noite abafada cola os cabelos soltos na nuca suada. Ele se ajoelha atrás dela e posiciona os joelhos entre suas coxas, forçando-as a s…

sábado, 26 de abril de 2014

O CÚ QUE CHORA

O CÚ QUE CHORA
Ela se ajoelhou na cama sem que ele dissesse nada. Os joelhos afundaram no colchão, as coxas se abriram devagar, e ela empinou o rabo — a curva das nádegas exposta sob a luz fraca do abajur, o cu apertado e escuro entre elas. Esperou. O silêncio dele atrás dela era mais pesado que qualquer ordem. El…

quarta-feira, 23 de abril de 2014

CINCO AO MESMO TEMPO

CINCO AO MESMO TEMPO
Ela estava de joelhos no colchão, o corpo magro tremendo de antecipação. Os cinco homens a cercavam, paus duros apontados para ela como promessas. Ela estendeu as mãos e puxou cada um para perto, sentindo o peso e o calor de cada pau contra a pele. O Homem da Bucetinha a empurrou de costas para ele…

domingo, 20 de abril de 2014

O ENCONTRO DE FOGO

O ENCONTRO DE FOGO
Ela sabia que ele viria antes dele bater à porta. Era uma certeza que nascia no fundo da barriga, quente e líquida, como o mel que escorre devagar por uma colher. Ela vestira a saia branca — sem nada por baixo — e o batom vermelho que ele dizia ser a cor do pecado. Não se arrependia de nada. Não qu…

quinta-feira, 17 de abril de 2014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

TÃO TUA EM TI

TÃO TUA EM TI
A  luz da rua entrava pela janela e recortava o corpo dela na cama, um retângulo pálido sobre a curva da anca. Ele estava de pé à beira do colchão, os ombros largos contra a penumbra, e ela sentiu o peso do olhar dele antes mesmo de ouvir a voz. — Vem. Não era um pedido. Ela ergueu-se devagar, o cabe…

quarta-feira, 26 de março de 2014

ESPESSO — LEITOSO

ESPESSO — LEITOSO
A luz ainda não passava da fresta — um fio pálido na parede, quase nada. Ela sentia-o dentro de si, duro, imóvel, o peso do corpo dele a ceder devagar sobre o seu ventre. Encostou os lábios ao ombro dele e sussurrou: — Guardo-te dentro como quem colhe versos. Ele tentou recuar, um movimento mínimo do…

quinta-feira, 20 de março de 2014

A CALIGRAFIA DO CORPO

A CALIGRAFIA DO CORPO
A  boca encontrou a dela com fome antiga, os lábios a pressionarem-se num beijo que não pedia licença. A língua enrolou-se na sua, quente e insistente, e a saliva escorreu-lhe pelo queixo sem que nenhum dos dois se importasse. As mãos desceram-lhe pelas costas até encontrarem as nádegas, os dedos l…

quarta-feira, 12 de março de 2014

O CORPO QUE TE PERTENCE

O CORPO QUE TE PERTENCE
A  luz dourada da rua entrava pela janela, pintando o quarto de sombras e brilhos húmidos. A chuva batia nos vidros, um tambor abafado que acompanhava a respiração lenta. Deitou-se de costas sobre os lençóis revolvidos, os olhos fechados, e abriu as mãos sobre o colchão. As rédeas caíram. O corpo e…

sábado, 8 de março de 2014

O BANHO QUE ARDE

O BANHO QUE ARDE
Ela entrou na casa de banho a tremer, os braços cruzados sobre o peito, o cabelo escuro já húmido da condensação que escorria pelo vidro embaciado. Encostou a palma da mão contra a superfície fria e deixou-a lá, os dedos abertos, a marca da pele a imprimir-se no vapor. — Está um frio de rachar — sus…