TOCA DA LEOA

SENSUALIDADE E EROTISMO À FLOR DA POESIA








sábado, 8 de março de 2014

O BANHO QUE ARDE





Ela entrou na casa de banho a tremer, os braços cruzados sobre o peito, o cabelo escuro já húmido da condensação que escorria pelo vidro embaciado. Encostou a palma da mão contra a superfície fria e deixou-a lá, os dedos abertos, a marca da pele a imprimir-se no vapor.

— Está um frio de rachar — sussurrou, a voz entrecortada. — Prepara-me o banho. Preciso que me arrefeças.

Ele abriu as torneiras sem pressa, a água quente a jorrar contra o esmalte da banheira, mas os olhos escuros nunca deixaram os dela. Aproximou-se por detrás, o peito vestido de linho a encostar-se às costas dela, e envolveu-lhe o pescoço com uma mão grande e quente. Ela lançou a cabeça para trás, aninhando-a na curva do ombro dele, os olhos fundos a fecharem-se.

— Não é o frio — murmurou ela, a morder o lábio inferior. — Tenho no corpo a brasa de te sentir. Sempre que me tocas... entro em delírio.

Os dedos dele apertaram-lhe o pescoço e depois desceram, lentos, até agarrarem a barra da camisola dela.

Os dedos dele agarraram a barra da camisola e puxaram-na para cima, o tecido a roçar-lhe os mamilos já duros. Ela ergueu os braços, dócil, e a camisola caiu no chão de mosaico. A boca dele desceu ao ombro nu, beijou a clavícula, e as mãos grandes e quentes deslizaram pelas costas dela até soltarem o fecho do soutien. Quando o tecido cedeu, ele encheu as mãos com as mamas dela e beliscou-lhe os mamilos com a ponta dos dedos, arrancando-lhe um gemido entrecortado.

— Entra na água — ordenou ele, a voz grave e pausada contra a orelha dela.

Ela despiu as calças e a roupa interior com gestos trémulos e meteu-se na banheira. A água quente fechou-se sobre a pele arrepiada e ela suspirou, as pernas a abrirem-se devagar, os joelhos a romperem a superfície. Os olhos fundos cravaram-se nos dele. Estendeu a mão molhada e desabotoou-lhe as calças, os dedos a envolverem o caralho já tenso, a sentirem-no endurecer sob a palma. Ele gemeu, os dedos a apertarem-se na borda da banheira.

Despiu a camisa de linho e as calças e deslizou para dentro da água, o corpo a encaixar-se entre as coxas abertas dela. A boca dele fechou-se sobre a boca dela, as línguas a encontrarem-se com urgência, os dentes a roçarem o lábio inferior que ela mordia. Ele empurrou-a contra a borda da banheira, a água quente a escorrer pelos ombros dela, a mão dele a deslizar por debaixo da superfície até os dedos encontrarem a cona molhada.

Os dedos dele deslizaram por debaixo da água e abriram os grandes lábios da cona, a polpa dos dedos a afastar a carne molhada. Ela arquejou, as costas a colarem-se à borda fria da banheira, e sentiu a cabeça do caralho a pressionar a entrada. Ele empurrou num só movimento lento e fundo, o caralho a encher a vagina até ao fundo, a água a deslocar-se em ondas contra o peito dela. 

O gemido que lhe escapou foi agudo e involuntário, a ecoar no azulejo. — Tão quente — murmurou ele, a voz grave contra a orelha dela. — Tão apertada. Ela agarrou os bordos da banheira com as duas mãos, os nós dos dedos brancos, e ele começou a foder com empurrões rápidos e duros. O caralho entrava e saía da cona molhada com um som de chapada abafado pela água, os testículos a baterem no períneo dela a cada estocada. 

As mamas balançavam com o ritmo, os mamilos duros a roçarem o peito dele. A água quente transbordava pelas bordas da banheira, a escorrer pelo chão de azulejo. Ela mordeu o lábio inferior com força, os olhos fundos a revirarem, o corpo a arquear-se para o receber mais fundo. — Mais — sussurrou, a voz entrecortada. — Mais, por favor. 

Ele acelerou, os dedos a apertarem-lhe as ancas, o caralho a martelar a cona num ritmo que já não era controlado. O vidro embaciado tremia com o impacto dos corpos, a marca da mão dela ainda impressa na condensação. Ela sentiu o delírio a subir, a brasa no corpo a consumir-se, a cona a apertar o caralho em espasmos violentos. 

Gemeu alto, um som rouco e prolongado, os fluidos vaginais a misturarem-se com a água da banheira enquanto o corpo tremia em delírio colpúlsal. Ele empurrou uma última vez até ao fundo da vagina, o caralho a pulsar, e gozou com um grunhido — o esperma quente a jorrar dentro da cona dela e a escorrer pelo canal vaginal. 

A água a escorrer pelas costas de ambos, o vapor a subir do vidro embaciado. O esperma dele escorreu da cona dela para a água da banheira enquanto os dois ofegavam, agarrados um ao outro.

Ela encostou a cabeça no ombro dele, o corpo mole e finalmente quieto. O esperma ainda escorria entre as pernas, um fio morno a perder-se na água turva da banheira. Ele envolveu-a pelos ombros, o caralho mole a repousar contra a coxa dela, e beijou-lhe a testa com os lábios lentos.

— O frio já passou — murmurou, a voz grave e pausada.

Ela ergueu os olhos para o vidro embaciado. A marca da sua mão ainda lá estava, impressa na condensação, mas agora parecia diferente — já não era o gesto de um corpo a tremer de frio. Sorriu, os dedos a repousarem sobre o peito dele, e o vapor cobriu o vidro embaciado até que a marca se desfez. A água a escorrer pelas bordas da banheira era agora o único som.




  Cléia Fialho



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