🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


sábado, 31 de maio de 2014

MOLDANDO O TEU CONTORNO




A tranca mal cedeu e o metal ainda vibra,
mas o tempo que nos separava já foi pulverizado.
Antes mesmo que o mundo lá fora se apague por completo,
meu corpo choca o teu contra a alvenaria fria,

sexta-feira, 30 de maio de 2014

QUANDO TEM AMOR




Amor não é só paixão gritando.
Amor é voz baixa.
É "já cheguei" no fim do dia.
É cobertor puxado pro seu lado sem pensar.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A PULSAÇÃO DAQUELE ORGASMO




Ele entrou no apartamento e ela já estava de joelhos.

Não fora combinado. Não era necessário. Era o lugar dela. O lugar que ela escolhia sempre que a fome apertava e a noite permitia. A saia preta subira até à anca. Os seios escapavam do sutiã. O cabelo caía sobre o rosto, mas não escondia os olhos.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

GOZO ESCRITO EM MIM




Eu já não sei onde começa o meu corpo
e onde acaba o desejo que tenho de ti.
Cada palavra tua é um dedo que me abre
cada silêncio teu é um hálito na minha nuca.

terça-feira, 27 de maio de 2014

NO DESPERTAR DAS CHAMAS




Quando a aurora invade o silêncio pesado,
nossos corpos ainda entrelaçados, presos,
as pernas trançam histórias que a pele conta,
marcas profundas, cicatrizes que são versos,

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O DOMÍNIO DO CORPO




Ela estava deitada de bruços quando ele entrou no quarto. Não se mexeu. Queria que ele a visse assim — espalmada, entregue, as pernas ligeiramente separadas, a pele ainda quente do banho que tomara enquanto o esperava. A toalha caíra para o lado, deixando as curvas expostas, as marcas da água a escorrerem pelas costas.

domingo, 25 de maio de 2014

AI PORRA, ELA GOZOU!




Eu ouvi cada gota desse gozo escorrer pelas entrelinhas.
Senti o teu corpo arquejar 
contra as palavras que escrevi para ti.
Tu gozaste — e eu gozei contigo.

Não há maior prémio que o teu tremor.
Não há verso mais bonito que o teu silêncio depois.
Não há fome que se compare à tua saciedade.

Agora descansa, minha fera.
Molhada. Ofegante. Tua.

Quando o desejo bater outra vez
— e eu sei que vai bater —
eu estarei aqui.
Com os dedos prontos.
Com a língua afiada.
Com o tesão guardado só para ti.






Cléia Fialho

sábado, 24 de maio de 2014

O GOZO NÃO PARA




Sinto o gozo a subir como uma onda que não consigo parar.
O meu corpo treme.
Os meus dedos apertam o lençol.
Eu fecho os olhos e vejo-te.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

ENTRE SOMBRAS E FÚRIA




Tu chegas como tempestade silenciosa,
meses de ausência que queimam na pele,
a porta ainda aberta, um convite ao caos,
e eu não espero 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

ÚLTIMO ESPASMO




No chão frio do corredor, meu corpo se curva ao teu domínio.
Não há pressa, apenas a fome acumulada de dias distantes.
Devoro o teu segredo milímetro por milímetro,
arrancando da tua garganta um som rouco, abafado,

terça-feira, 20 de maio de 2014

ELA DOMINA E ELE OBEDECE




A SENHORA

Ele entrou de joelhos. Não fora obrigado, não fora pedido. Foi instinto. Ao vê-la sentada na poltrona, a perna cruzada sobre a outra, a saia preta subida até ao meio da coxa, o batom vermelho como uma ferida aberta, ele soube que o lugar dele era ali — no chão, aos pés dela, à espera.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

AS MINHAS MARCAS




Eu mordo o teu ombro e tu arrepia-te inteira.
A marca fica vermelha. 
A marca é minha.

Eu desço e mordo a tua anca.

domingo, 18 de maio de 2014

EU PEÇO-TE QUE NÃO GOZES




Tu estás no limite
— a respiração cortada, os dedos molhados
e eu sussurro:
— "não gozes"

sexta-feira, 16 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

PREDADORA




Volto para o teu raio de ação com os olhos fixos,
uma predadora que não aceita o fim do jogo.
Prendo o teu queixo com força, caço o teu ar,
prendo a tua respiração na minha como quem rouba a alma.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A COREOGRAFIA DA BOCA




A  boca dela encontrou-lhe o pescoço e ele deixou de respirar. A língua arrastou-se da clavícula até à orelha, lenta, deixando um rasto de saliva que arrefeceu na pele antes que ela soprasse por cima. Ele estremeceu. As mãos fecharam-se em punhos contra o colchão.

terça-feira, 13 de maio de 2014

AGORA QUE ESTÁS AQUI




Agora estás aqui — de pele, de calor, de desejo cru —
e meu corpo te reconhece antes mesmo do pensamento,
treme, chama, se abre inteiro pra ti.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

ATRAÇÃO NÃO PEDE LICENÇA




Atração não pede licença.
Ela só chega.
Num olhar que demora meio segundo a mais.
Num sorriso que entorta só pra você.

domingo, 11 de maio de 2014

A MULHER QUE TREME




As mãos dela tremiam. Anne sentia os dedos contra o próprio ventre, incapaz de aquietá-los, enquanto Edu se aproximava na penumbra do quarto. A respiração falhou quando os dedos dele roçaram seus ombros por cima do tecido fino da blusa — um toque lento, provocante, que deslizou pela curva dos braços e voltou a subir. Ela estremeceu.

O roçar do corpo dele contra o seu despertou algo fundo. A pele quente de Edu encontrou a dela e o medo que a prendia começou a se desfazer, migalha por migalha, sob a pressão daquele atrito mínimo. Anne fechou os olhos e deixou a cabeça cair para trás.

Ela enterrou o rosto no pescoço dele e inalou. O cheiro de pele quente, de suor ainda fresco, saturou-lhe os sentidos. Era denso, masculino, e tomou conta do quarto escuro como se fosse a única coisa que importasse. Os corpos se pressionaram de pé — os peitos dela esmagados contra o peito firme de Edu, o suor já se formando entre eles. Anne arfou contra a garganta dele.

— Sou faminta de ti — sussurrou, e puxou a camisa dele para baixo.

As mãos dele encontraram a barra da blusa e puxaram para cima. O tecido roçou os mamilos eretos de Anne antes de cair no chão. Ela arquejou quando os seios nus se esmagaram contra o peito pelado de Edu — o calor da pele dele queimando a sua, os batimentos cardíacos trovejando em uníssono. 

A boca de Anne encontrou a dele em um beijo faminto, desesperado, dentes batendo, línguas se enrolando. Edu a puxou para mais perto e desceu a boca pelo pescoço dela, sugando a pele com força. A saliva escorreu enquanto ele deixava uma marca escura na curva entre o ombro e a garganta. 

Anne gemeu e empurrou Edu contra a parede. As pernas dela subiram e envolveram a cintura dele, e a buceta molhada roçou o pau duro por cima da calcinha fina. Edu apertou os quadris dela com os dedos cravados na carne e a puxou contra si em um ritmo urgente. Anne gemeu alto quando ele rasgou a calcinha e a empurrou contra a parede.

Com uma estocada bruta, Edu empurrou o pau duro e grosso dentro da buceta encharcada de Anne. Ela gritou contra a parede, as unhas cravadas nos ombros dele, as pernas apertando a cintura com força. O cheiro de pele quente e suor saturou o ar enquanto Edu a fodia de pé, ritmo profundo e implacável, o pau entrando até o fundo a cada investida. Os fluidos de Anne escorriam pelo pau dele, brilhando na penumbra, o som molhado da carne se chocando enchendo o quarto.

Anne arqueou as costas e soltou um gemido involuntário e alto, as paredes da buceta apertando o pau de Edu em espasmos. — Mais... — ofegou ela, a voz estrangulada. — Sempre mais...

Edu a jogou na cama de costas, o colchão afundando sob o peso. Ele levantou as pernas dela nos ombros e a penetrou novamente com estocadas violentas, os testículos batendo contra o cu de Anne em um ritmo furioso. Ela mordeu o ombro dele e arranhou as costas com as unhas, a buceta engolindo o pau inteiro, o som de carne molhada ecoando. Edu abaixou a cabeça e lambeu o mamilo duro de Anne, saliva escorrendo pelo bico do peito enquanto a fodia cada vez mais rápido.

Anne o empurrou de costas na cama e montou no pau dele, os quadris rodando, a buceta engolindo o pau até a base. O líquido dela pingava nos testículos de Edu, quente e viscoso. Edu agarrou os quadris dela e a empurrou para baixo com força, ritmo furioso, o pau entrando até o fundo. Anne gozou com a buceta contraindo em espasmos ao redor do pau dele, um gemido estrangulado escapando dos lábios, o gozo escorrendo pelo pau de .

Edu gozou dentro da buceta de Anne com um rosnado grave, o esperma quente enchendo-a e transbordando pela entrada, escorrendo pelos testículos dele. O cheiro de sexo e suor impregnava o ar. O esperma de Edu escorre da buceta de Anne enquanto ela ainda treme sobre ele.

Ela desmoronou sobre o peito dele, o corpo ainda percorrido por tremores que vinham em ondas cada vez mais espaçadas. O coração de Edu batia forte sob a orelha dela, um tambor abafado que parecia ocupar o quarto inteiro. Anne fechou os olhos e deixou-se ficar ali, o peso do corpo dele sob o dela, o esperma ainda escorrendo lentamente de sua buceta e umedecendo a pele das coxas. 

Os corpos estavam grudados pelo suor, o peito dele colado ao dela, e cada respiração fazia o roçar do corpo reacender uma centelha mínima de atrito — pele quente contra pele quente, já sem urgência, apenas presença.

O cheiro de sexo e suor saturava os lençóis, denso e morno, e Anne inalou profundamente. O odor de Edu estava em tudo — na almofada, na própria pele dela, no ar parado da madrugada. Ela reconhecia aquele cheiro como uma âncora, a prova física de que ele ainda estava ali, de que ela ainda estava ali, inteira.

— Sou eu — sussurrou, os lábios roçando o peito dele. — Em um todo para Edu.

Edu não respondeu com palavras. As mãos grandes percorreram as costas dela em movimentos lentos, as pontas dos dedos seguindo o desenho da coluna, a pele úmida respondendo a cada toque. Ele a apertou contra si, um gesto que era posse e entrega ao mesmo tempo, e Anne sentiu o braço dele envolvê-la como se a selasse naquele lugar.

Ela fechou os olhos sorrindo enquanto Edu puxava o lençol e cobria os dois.






Cléia Fialho

sábado, 10 de maio de 2014

MORDIDA NO VERSO




Cada golpe de quadril — um corte aberto,  
cada curva minha — sílaba que range,  
no teu urro gutural eu escrevo a contrapelo  
o poema que tua pele desfia em carne viva.  

sexta-feira, 9 de maio de 2014

FÚRIA NA PELE




Cada impacto vira fôlego,
cada movimento risca o ar com fome.
Meu corpo escreve em teu corpo
uma linguagem bruta, sem freio, sem descanso.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

AMARRAR-ME A TI




Os lençóis revolvidos enrolavam-se-lhe entre os dedos, o tecido húmido do suor que lhe escorria pelas costas magras. Torcia o algodão com força, a respiração falhada, o peito a arder. A fúria do corpo represada latejava-lhe nas coxas, na garganta seca, na ganância de ter o sexo do outro cravado em si — o peso, o cheiro, o sabor do fluido que ainda não provara. 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

PAIXÃO VERBAL




Deixa a poesia repousar,
Que o corpo fale o dia todo,
Meu ventre aberto ao teu desejo,
Meus lábios molhados na dança da luxúria.

terça-feira, 6 de maio de 2014

QUERIA TE CHUPAR




Eu desço de joelhos e a minha boca já sabe o caminho
A minha língua desenha o teu contorno antes de te tocar
Sinto o teu calor antes do teu gosto
e a minha mão sobe pela tua coxa enquanto a minha boca te encontra.