Caminhei por estradas
feitas de arco-íris quebrados
Conversei com sombras
que tinham voz própria
A chuva caía em gotas
de sentimentos embaralhados
E o vento me levou
para terras além da memória.
Lá, o tempo não tinha nome
nem relógios para ferir instantes,
apenas pulsares de silêncio
bordando o agora.
Encontrei versões minhas
espalhadas como pétalas no chão,
cada uma guardando um sonho
que eu temi viver.
Bebi da fonte do esquecimento
para lembrar quem sou,
e nas mãos da noite
acendi estrelas internas.
Voltei sem voltar,
trazendo no peito
um mapa invisível:
a certeza de que a alma
sempre sabe o caminho,
mesmo quando os pés
se perdem no mundo.
❦
Cléia Fialho


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