Cada suspiro aproxima o que é sutil,
As palavras buscam, mas são limitadas,
Na dança do tempo, um ciclo em perfil,
Perdemos a noção das horas passadas.
Onde o silêncio encontra sua voz,
E o infinito surge, cheio de amores,
Em nuances que a alma faz feroz.
Quando o tempo se dissolve em sombra e luz,
Resta só a essência, o que não se viu,
Um laço profundo, que não se traduziu.
No ventre do eterno, o que nos seduz,
É o eco da vida, o que se faz promissão,
Sussurros latentes, uma só canção.
❦
Cléia Fialho


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