Ardência incandescente fulgura,
no sopro da pele que arde,
onde o silêncio se curva em desejo,
e cada gesto é chama que se abre.
desenhando segredos na carne,
um arrepio que se expande,
um convite ao delírio da tarde.
Carícia tênue incendeia,
como brisa que se torna incêndio,
um toque que se prolonga,
um instante que nunca é efêmero.
Vulto fuzilante consome,
na dança de corpos em transe,
arquitetando tramas lascivas,
onde o prazer é quem comanda.
E no ardor que se perpetua,
a poesia se faz pele,
a pele se faz universo,
e o universo se faz chama.
❦
Cléia Fialho


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