Em um mundo de cifrões,
onde números cintilam
como estrelas frias nas vitrines do poder,
aprendi que a verdadeira riqueza
não mora nos cofres fechados,
nem nos extratos impecáveis
guardados a sete chaves.
Ela nasce suave,
como flor que insiste em brotar
no peito de quem ama.
Não se mede pelos zeros
que enfeitam uma conta bancária,
mas pelos gestos miúdos
que aquecem um inverno inteiro.
É o abraço demorado
que diz “fica”,
é a mão estendida
quando o chão parece faltar,
é o olhar que enxerga além da aparência
e escolhe permanecer.
Amor é fortuna invisível,
tesouro que não se gasta,
quanto mais se oferece,
mais transborda.
E se me perguntas
o que desejo acumular na vida,
direi sem hesitar:
corações tocados,
sorrisos despertos,
e a doce certeza
de que fomos ricos
porque soubemos amar.
❦
Cléia Fialho


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