E a sua língua heim?!
Hum... docilizada loucura
inicia na boca até abaixo da cintura
indolente e sacana procura
Com ímpeto e bravura...
desce e sobe às alturas
terebrando qualquer clausura
arde... queima e tortura
uma capitosa fissura!
Ah... a sua língua...
No delírio lento
do teu arrepio
meu corpo estremece
em febril langor
Teu sopro desliza
por vales secretos
fazendo da pele
um mapa de ardor
E em cada investida
tão funda e maliciosa
desmancha-se a calma
no doce calor
Teus lábios provocam
vertigens insanas
em ondas que espalham
suspiros de amor
Ah... essa tua língua...
feiticeira e quente
desata em meu ventre
um fogo envolvente
E entre gemidos
e beijos sem pressa
me deixo perdida
na chama crescente.
❦
Cléia Fialho


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Lindo y atrevido poema. Te mando un beso.
ResponderExcluirAh tu lengua es como un pincel,
ResponderExcluirdibujando en mi carne un lienzo rebelde,
con trazos de deseo, con tinta febril,
se escurre, se atreve, no pide, ¡deshace!
Pintor del delirio, sin mapa ni miedo,
mi centro reclama tu arte impaciente.
Baila entre pliegues, corona el abismo,
y deja en mi pulso su firma ardiente.
Hermosa sensualidad.Un abrazo!
ResponderExcluirUna poesía de contenido sensual, pero con elegancia.
ResponderExcluirAunque el traductor hizo de las suyas al menos en el titulo.
Saludos.