Quero tua boca faminta,
cavando o abismo dos meus segredos mais proibidos,
degustando a intimidade que pulsa apenas para te receber.
numa cadência de atrito e suor,
um ritmo lento que incendeia a pele,
e nos mergulha na selvageria pura da carne.
Cada estremecer que me arranca o fôlego é um verso gravado em espasmos,
uma métrica de prazer que se escreve na tua posse.
Cada onda líquida que sobe,
que inunda, que transborda,
é a nossa linguagem absoluta,
o idioma profano e urgente do gozo,
que dispensa o verbo e se faz sentir
em cada milímetro do nosso delírio.
❦
Cléia Fialho

.jpg)
.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
🐾 OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
🐾 É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI
🐾 FIQUE À VONTADE PARA COMENTAR OU FAZER UMA INTERAÇÃO NAS POESIAS
🐾 SERÁ UM IMENSO PRAZER COLOCÁ-LA JUNTO À MINHA
🐾 VOLTE SEMPRE!
AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
🐾