TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 30 de junho de 2015

PECADO DESMEDIDO



Deixo-me levar pela tua vontade,
no ímpeto que rasga meu prazer.
Nos meus caminhos estreitos,
teu centro se encaixa,
meu corpo se contorce, se retorce,
escultura moldada em tuas mãos.

Tua sedução me arrasta,
tua mão sobre minha carne
me faz bandida, gulosa, atrevida.
Sou tua fêmea,
mulher libertina,
meu corpo implora teu dedilhar,
minha boca exige teu sabor.

Interrompo teus sonhos,
sou labareda acesa na tua realidade.
Sou tudo que desejas,
sou devassa e pudica,
sou mistério e entrega,
sou prazer e perdição.

Quero ouvir teus segredos,
permitir tua loucura,
sentir tua febre.
Tu desabrochas o leão,
faminto, febril, insaciável,
e dele me alimento sem pudor.

Quero teu pecado sem medida,
molhar teu eixo em gozo,
provocar tuas vontades,
atiçar tua fúria,
oferecer-me inteira.

Quero te ver pecar,
sou tua, crua, sem disfarces.
Toca meus seios,
sou tua verdade,
sou o instante de luxúria,
sou a entrega que não se nega.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 29 de junho de 2015

VERTIGEM DE DESEJO



O quarto é um templo profano.  
As paredes respiram, o ar é febre.  
Não há ternura, só urgência.  
As roupas caem como pele arrancada.  
A boca invade, morde, suga, devora.  

Ela se abre como oferenda.  
O corpo vibra em espasmos, em vertigem.  
Cada toque é relâmpago.  
Cada penetração é terremoto.  
O prazer é cru, é brutal, é animal.  

Ele a domina com fúria.  
Os dentes marcam, a língua percorre abismos.  
O gozo é tempestade, é maré violenta.  
Ela grita, uiva, implora mais.  
O corpo se rasga, se perde, se entrega.  

Não há suavidade.  
Há selvageria, há excesso, há vertigem.  
O prazer consome, destrói, recria.  
Ela explode em orgasmos que rasgam o silêncio.  
Ele se derrama nela como lava incandescente.  

No fim, só restam corpos exaustos.  
Respirações ofegantes, suor escorrendo, pele marcada.  
Um campo de batalha erótico.  
Um delírio sem retorno.  
Um grito de carne inteira, transformado em poesia.  




  Cléia Fialho

domingo, 28 de junho de 2015

DELÍRIO CRU



O quarto é palco de urgência.  
Não há tempo para ternura.  
As roupas são arrancadas, não retiradas.  
A boca invade, morde, suga.  
O gosto é suor, saliva, carne quente.  

Ela se abre inteira, sem resistência.  
O corpo vibra em espasmos, em vertigem.  
Cada toque é choque.  
Cada penetração é impacto.  
O prazer é cru, é brutal, é animal.  

Ele a domina com força.  
Os dentes marcam, a língua percorre territórios proibidos.  
O gozo é tempestade, é terremoto.  
Ela grita, uiva, implora mais.  
O corpo se perde, se rasga, se entrega.  

Não há suavidade.  
Há selvageria, há excesso, há vertigem.  
O prazer consome, destrói, recria.  
Ela explode em orgasmos que rasgam o silêncio.  
Ele se derrama nela como fúria incontida.  

No fim, só restam corpos exaustos.  
Respirações ofegantes, suor escorrendo, pele marcada.  
Um campo de batalha erótico.  
Um delírio sem retorno.  
Um grito de carne inteira.  




  Cléia Fialho

sábado, 27 de junho de 2015

sexta-feira, 26 de junho de 2015

FOGO DE TESÃO



Sempre fui nascente de desejo.  
Um abismo de volúpia.  
Arranco nossas roupas como quem rasga limites.  
Beijo tua boca doce até perder o fôlego.  
Sinto a eletricidade percorrer tua pele.  
Teu corpo inteiro ofega, vibra, implora.  

O cio nos consome em frenesi.  
O gozo explode em vertigem.  
Eu grito.  
Eu uivo.  
Eu tremo em espasmos.  
Gemidos se multiplicam em orgasmos.  

Meu macho, meu delírio.  
A força que me invade.  
O prazer que me rasga. 
 
O homem que faz da mulher  
um corpo em chamas,  
um grito de amor,  
um êxtase sem fim.  




  Cléia Fialho

quinta-feira, 25 de junho de 2015

quarta-feira, 24 de junho de 2015

ANIMAL EM CHAMAS



Submisso como fera faminta, ele se aproximou da carne como quem fareja destino. 
Os dedos, trêmulos, buscavam passagem, um vão onde pudesse mergulhar a cabeça e perder-se. 
Ela cedeu, e o espaço tornou-se abismo.

A língua dele era lâmina ardente, cortando o silêncio, invadindo o território proibido. 
Ela o puxava pelos cabelos, trazendo-o para dentro de si, afundando-o no calor que a consumia. 
Os olhos semicerrados dela murmuravam palavras sem sentido, mas carregadas de urgência. 
O corpo pedia, implorava, contorcia-se em espasmos de entrega.

De súbito, ela o ergueu, reposicionando-o entre suas pernas. 
As roupas caíram como véus rasgados, revelando a nudez crua da cena. 
Ele penetrou o espaço dela com brutalidade contida, encarando o rosto marcado de desejo. 
O sorriso dele era debochado, insolente, como quem sabe que domina o instante.

Ela rebolava sobre ele, selvagem, conduzindo o ritmo, enquanto ele permanecia imóvel, apenas observando. 
O corpo dela engolia-o com voracidade, como se quisesse devorá-lo inteiro. 
Ele via-se desaparecer dentro dela, cada vez mais fundo, cada vez mais próximo do limite.

O ápice se aproximava. 
O calor tornava-se insuportável, o corpo dela apertava-o em convulsões, como se fosse capaz de esmagar o mundo inteiro em um único gesto. 
O gozo era inevitável, uma explosão que se anunciava em cada espasmo, em cada respiração cortada.

No fim, restava apenas o silêncio pesado, o suor escorrendo como testemunha da batalha. 
Mas dentro deles, a chama seguia acesa, indomável, pronta para incendiar novamente tudo o que ousasse se aproximar.




  Cléia Fialho

terça-feira, 23 de junho de 2015

O SEGREDO DOS OLHARES



Ela me esperava como quem guarda um incêndio dentro da pele. 
O corpo palpitava em silêncio, os lábios grossos e úmidos se abriam em convite, e o calor que desprendia de sua carne trazia consigo um perfume desconhecido, mistura de flores estranhas e mistério. 
O ar ao redor parecia vibrar, carregado de expectativa.

Cada suspiro era uma confissão, cada fervor um sinal de rendição. 
O corpo dela, contido em sua prisão de músculos, tremia como se buscasse libertação. 
E quando se entregava aos meus beijos, havia algo de selvagem, como se a resistência fosse apenas máscara, e a verdadeira essência fosse a entrega absoluta.

Os olhos semicerrados repousavam sobre mim com languidez. 
Não havia palavras, apenas o olhar que dizia tudo, revelando o doce amor em silêncio. 
Era um olhar tão intenso que, se fosse lançado em público, deveria ser coberto, escondido, como se fosse pecado exposto.

O calor dos corpos misturava-se ao ar, criando uma atmosfera densa, carregada de desejo. 
O toque era fogo, o beijo era tempestade, e cada gesto parecia rasgar o tempo, suspendendo-o. 
Ela se contorcia em minha presença, como se cada movimento fosse resposta a um chamado invisível.

E nesse espaço secreto, entre flores e sombras, o prazer não era apenas físico: era revelação. 
Era a descoberta de que o corpo pode ser templo, e o desejo, súplica.

No fim, restava o silêncio pesado, como se o mundo tivesse parado para contemplar aquele instante. 
Mas dentro de nós, a chama seguia acesa, indomável, pronta para incendiar novamente tudo o que ousasse se aproximar.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 22 de junho de 2015

domingo, 21 de junho de 2015

ENTRE O MEU CORPO E O TEU



Me queres assim, inteira, como se a beleza das flores tivesse se transformado em carne e se oferecido para ti.
É como se teu amor desenhasse meus contornos, e cada parte de ti fosse extensão da minha presença.
Teu corpo não existe sem o meu, sou tua em verdade, impulsiva, entregue, em intensidade que não conhece limites.

Teu corpo é território que anseio conquistar.
Quero explorá-lo como ilha escondida, brilhando em segredo, esperando ser descoberta.
Cada curva é convite, cada sombra é promessa.
E eu me lanço sobre ti como quem busca delícias guardadas sob camadas de mistério.

E Teus dedos percorrem teus segredos.
Teus lábios reconhecem meus seios, firmes e formosos, como frutos proibidos.
Desçe até o monte que guarda minha feminilidade, tocando com devoção, em carícias que revelam o que há de mais selvagem em mim.
Cada canto do meu corpo é mapa que me guia, cada gemido é sinal que te prende.

Sou tua em versos, mas também em carne.
Sou tua em rimas, mas também em suor.
Te sonho e te anseio, mas mais que sonho, te possuo.
Meu fervor não conhece pausa, minha entrega não conhece pudor.

Quero ouvir tua voz implorar por mais.
Quero sentir teu corpo se abrir em resposta ao meu.
Quero que descubras em mim o que nunca ousaste buscar, e que eu descubra em ti o que sempre esteve escondido.
Sem culpa, sem rótulos, sem medo: apenas nós duas, mergulhadas nesse jogo de envolvimento que nos devora.

E quando o clímax nos atravessa, não é suave.
É explosão, é grito, é convulsão.
O prazer nos rasga, nos consome, nos marca.
O chão guarda nossos segredos, o silêncio guarda nossa luxúria.

No fim, não há descanso.
A chama continua acesa, indomável, pronta para incendiar novamente tudo o que ousar se aproximar.




  Cléia Fialho

sábado, 20 de junho de 2015

A NOITE SE VESTE DE MISTÉRIO

 



Na sombra densa do crepúsculo,  
as árvores sussurram segredos,  
caminhos serpenteiam em penumbra,  
ecoando passos já esquecidos.  

Um corvo solitário risca o céu,  
seus olhos, buracos de mistério,  
carregam a noite em suas asas,  
enquanto a lua se esconde atrás de nuvens pesadas.  

O vento lamúria entre os túmulos,  
o murmúrio de vozes perdidas,  
histórias de amores não correspondidos,  
de almas que dançam na escuridão.  

Nas fachadas das antigas casas,  
as janelas vigiam em silêncio,  
reflexos de lembranças apagadas,  
vida e morte entrelaçadas em um só fio.  

Temor e beleza coexistem,  
em cada canto, um suspiro,  
as sombras contêm a verdade,  
num labirinto de dor e serenidade.  

Assim, a noite se veste de mistério,  
os corações palpitam em compasso,  
na sinfonia gótica do mundo,  
a escuridão encontra seu espaço.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 19 de junho de 2015

quinta-feira, 18 de junho de 2015

LÁGRIMAS DE SOMBRA



Na penumbra da noite um sussurro  
Ecoa entre sombras, 
 — murmúrios de espectros,  
As árvores, criaturas de silêncio,  
Se curvam ao peso de um destino cinzento.  

Lágrimas de sombras escorrem no chão,  
Um corvo observa, 
 — atento à escuridão,  
A lua, 
 — pálida, observa o cenário,  
Tece um véu fino sobre o imaginário.  

Sussurros de almas perdidas,  
Em danças tristes entre brumas feridas,  
Os ecos do passado, 
 — um lamento,  
Uma balada de dor em lento movimento.  

E assim, 
 — entre ruínas, 
 — o mistério permanece,  
A luz hesita em cruzar essa fresta,  
No coração da noite, 
 — um grito profundo,  
Um lamento que se espalha pelo mundo.  

No gótico vale onde a tristeza habita,  
A esperança se esconde, 
 — a vida se limita,  
Mas as sombras, 
 — que abraçam com pena,  
Contam histórias de uma beleza obscena.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 17 de junho de 2015

PERFUME EM SONHO



Em cada toque, há uma dança,  
dos dedos deslizando na pele,  
como a brisa que sussurra entre folhas,  
aproxima-se, lenta, a paixão.  

Teus olhos, dois faróis na noite,  
refletem promessas e desejos,  
um convite suave,  
onde o tempo se dissolve.  

Nossos lábios, como notas,  
harmonizam um canto antigo,  
melodia de risos,  
que ecoa nas paredes do coração.  

Teu cheiro, perfume em sonho,  
embriaga a mente,  
cria mundos em instantes,  
onde amor é a essência pura.  

E ao cair da tarde,  
as sombras abraçam nossos corpos,  
como se o universo inteiro,  
se resumisse a esse calor.




  Cléia Fialho

terça-feira, 16 de junho de 2015

PÉTALAS DE UM DESEJO

 



Teu sorriso desliza
pelo meu coração,
luz suave na penumbra,
como um sussurro que dança.

As mãos se entrelaçam,
pétalas de um desejo
que se revela a cada toque,
melodia em nossos corpos.

Nosso amor é a brisa
que acaricia a pele,
um poema escrito
nasminhas e nas tuas.

Nesses momentos,
o mundo cala,
e somos só nós,
infinito em um olhar.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 15 de junho de 2015

TE QUERO NO MEU SEGREDO



Fantasiar-te é meu vício mais delicioso.
Mas quando deixas de ser imaginação e te tornas real,
o fogo se acende em mim.
Quero te dizer como desejo.
Depois ouvir de ti como preferes.

Quero tocar cada parte tua.
Aquela parte escondida.
Aquela parte que atiçou minha curiosidade.
Quero tocar o lugar que te enlouquece.

Quero entrar no teu corpo.
Por dentro dele.
Dançar no teu interior.
Percorrer teu segredo.
Quero dançar nossa música favorita.

Deixa essa atmosfera fluir como está.
Nós dois. Essa música. Esse suor. Essa vontade.
Quero te dizer a verdade quando minha boca te encontra.
Essa boca que te deseja.
Essa boca que te espera.

Te quero. Minha boca confessa.
Meu corpo confirma. Meu desejo explode.
E não há nada além de nós dois, mergulhados nesse jogo selvagem que nos devora.




  Cléia Fialho