Um sopro arcano — centelha roubada do éter...
velado roubada do véu astral
Mãos que se tornam ventos,
runas vivas —
em círculos de fumaça.
Corpo errante,
navegando por constelações ocultas,
perdido no labirinto da eternidade.
viajando por portais invisíveis,
templos secretos revelados,
Lábios de fogo —
montanhas sagradas reveladas,
espíritos que se entregam ao invisível.
Estrelas mordidas,
chuvas de astros,
segredos libertos no obscuro da noite.
névoas sagradas,
libertas no cântico das estrelas.
Desejo tornado ritual,
tornado invocação —
gelo transmutado em rio de alquimia.
transmutado em água alquímica.
Fome de cosmos,
Fome de eternidade,
olhar que devora como fera celeste.
consome como fera ancestral.
Labaredas se erguem em danças de oráculos,
carícias se tornam rios de luz, de energia,
corpos mergulham em abismos de chama divina.
abismos de luz oculta.
Nos trovões da alma,
desejos rugem como profecias...
rugem como encantamentos...
❦
Cléia Fialho


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