Um afago — sopro furtivo,
um toque ardentemente consentido...
Dedos ousados,
pensamento errante,
Corpo desnorteado,
perdido no abismo do querer,
na vastidão do prazer...
Corpo náufrago,
perdido no oceano da ânsia,
navegando em mares de vertigem.
Lábios delirantes,
boca febril,
curvas expostas,
almas entregues!
Pele mordida,
suor entrelaçado,
murmúrios libertos
no eco da noite...
Tempestade de desejo enlouquecido,
gelo dissolvido que se torna rio
Fome insaciável, de infinito
olhar selvagem e faminto...
devora como fera indomada.
Labaredas dançam,
chama abrasadora,
carícias molhadas,
se tornam mares,
corpos submersos
mergulham em abismos de chama.
Nos gemidos quentes,
nos trovões suados,
desejos ecoados...
rugem como tempestades...
❦
Cléia Fialho


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