No leito calmo do rio,
a lua derrama seu corpo líquido.
Dois amantes se movem devagar,
desenhando sombras que se confundem
— carne e ar — sopro e pele.
Os olhos se rasgam em faísca úmida,
as mãos descobrem territórios quentes
onde o silêncio arde.
Não há mundo.
Há apenas esse círculo de dança
onde o tempo tropeça e cai
no ritmo surdo de dois peitos colados.
O vento passa como um ladrão discreto,
rouba um suspiro,
devolve outro mais fundo.
A noite inteira se contrai em nossa boca
e exala.
❦
Cléia Fialho


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