Quero mordaça, algemas, chicote. No limite do meu prazer, o corpo se torna território, a liberdade se afirma como escolha.
O desejo incontrolável me consome, e me entrego sem receio, como quem se perde e se descobre na fronteira sutil do anseio.
No jogo lento dos sentidos em chama, o prazer se aproxima em segredo, cada gesto que a pele proclama desenha coragem, desenha ausência de medo.
É um espaço sem rimas, onde o ritmo é respiração, onde o silêncio se abre em intensidade, e o corpo fala sem palavras.
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Cléia Fialho

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