Mas que dor carrega o amor sincero,
Quando a saudade,
qual sombra,
— insiste,
E as memórias se fazem tortuosas,
Vão e voltam,
— entre as folhas caídas,
Num ciclo eterno de um reverenciar.
Desejos a flor da pele tão vivos,
Como as ondas em busca da areia,
Por mais que o tempo contraia e expanda,
Nada apaga o brilho tão singular,
Um eco profundo que eternamente,
Fica a ressoar nas veias do amar.
E assim, em cada dia que amanhece,
Eu guardo os desejos a flor da pele,
Pois em cada batedeira do peito,
Renasce a essência de quem eu sou,
E mesmo entre risos e as dores,
Serei sempre luz a navegar.
❦
Cléia Fialho


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