Na dança lenta das sombras,
corpos se buscam sem nome,
silhuetas em brasa,
desejo que não se apressa.
Não há tempo —
só o instante em que a pele ouve,
em que o toque diz
aquilo que a boca silencia.
Sussurros sem voz
rasgam caminhos
nos contornos do prazer.
Cada curva, um convite.
Cada suspiro, um caminho novo.
Arrepios guiam o rumo,
sem direção, sem lógica —
apenas entrega.
Os olhos não pedem,
eles tomam.
Profundos, insaciáveis,
dizem tudo o que não cabe
em palavras.
E nesse balé invisível,
onde a alma se despe primeiro,
cada gesto se faz verso,
cada carícia —
uma oração pagã.
O toque vai além da carne.
É alma que roça alma,
desejo que nasce no fundo,
e sobe,
lentamente,
até incendiar o todo.
Na penumbra, dois mundos se dissolvem.
Não há rima.
Não há regras.
Só a poesia crua
do prazer que floresce
onde tudo é permitido.
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