TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




domingo, 30 de abril de 2017

SINTO A TUA RESPIRAÇÃO



Não há nome para o que arde na pele,
apenas o suor frio que escorre
como promessa não cumprida.
O ar fica denso, espesso,
um véu de veludo que sufoca
e convida ao desespero doce.

Sinto a tua respiração perto,
um abismo aberto entre nós dois,
onde o tempo perde o sentido.
Os dedos buscam, erram, encontram,
traçam mapas de fogo na carne,
descobrem paisagens antigas.

Cada toque é uma pergunta
sem resposta possível,
cada beijo, um silêncio gritado.
A mente se dissolve em névoa,
ficando apenas o instinto puro,
a vontade de fundir-se, de sumir.

O mundo lá fora desmorona-se,
não há sol, nem noite, só isto:
o calor que nos consome e nos cria,
a fome que não se sacia,
o desejo que nos atravessa
como raio, como maré, como vida.




  Cléia Fialho

terça-feira, 25 de abril de 2017

SABOR DE DESEJO



Tanta sede…

Sede de mergulhar na tua pele,  
Sede de me perder nas tuas curvas,  
Sede de me aquecer na brasa do teu toque,  
Sede de me consumir nas chamas do teu olhar.  

Sede de encontrar a batida do meu coração em ti,  
Sede de falar em silêncios e gemidos,  
Sede de te desenhar com cada suspiro,  
Sede de descobrir o labirinto da tua essência.  

A cravejar a boca, um gosto doce e salgado,  
Um néctar que embriaga os sentidos,  
Sede que devora as inibições,  
Sede que alimenta a chama deste amor.

Um dia, ao cair da noite,  
Ainda sonho em me tornar refém do teu encanto,  
De dançar na espiral da luxúria julgada,  
Em cada toque, em cada vestígio do desejo.  

A carne se entrelaça em lamentos e riso,  
Um sussurro que transforma a realidade,  
Sede que se revela como a maré que vem,  
Arrastando-me para um oceano de sensações.  

Sede que transforma o beijo em entrega,  
Desmistificando a leveza do ar,  
Sede que transforma o instante em eternidade,  
Onde a vida pulsa no eco dos nossos corpos.  

E se o tempo parar, que seja para nós,  
Para que a sede se torne um rito,  
Um ritual selvagem, visceral,  
Onde nos encontramos, nuvens e tempestades.  

De tanta sede, quero reclamar este espaço,  
O calor que queima, a paixão que arde,  
Quero ser o eco do teu corpo,  
E você, a melodia que embala a minha alma.  

Mergulhar de cabeça na fúria do desejo,  
Ser líquido em ti, ser fogo em nós,  
E ainda que o mundo pareça distante,  
As nossas sedes serão sempre um só.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 21 de abril de 2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017

ENCANTO QUE NUNCA CANSA 


No céu, cada
bela estrela dança
Lua brilha
e o romance avança

Corações pulsam
é só esperança
Amor é o encanto
que nunca cansa.

Na brisa suave
dos sonhos ao luar
Teus olhos chegam
para me iluminar
E minh’alma aprende
novamente a amar
Como rio sereno
correndo para o mar.

Nos silêncios doces
da noite encantada
Floresce o desejo
na estrada enluarada
E a paixão se espalha
tão apaixonada
Como estrela viva
na madrugada.





  Cléia Fialho

terça-feira, 18 de abril de 2017

DESILUSÃO NOS CAMPOS



Nos campos verdes da vida
vi teu olhar, bem no fundo,
brilhava feito uma estrela,
mas já era de outro mundo.

Teu sorriso era promessa,
feito flor que se abre ao sol,
mas guardava atrás do riso
um espinho feito anzol.

Na lavanda, sob o céu,
tua voz era canção,
mas calava entre suspiros
a mentira do coração.

O vento, que antes dançava,
hoje conta só engano,
teu beijo virou punhal
no compasso do desdano.

As folhas que antes sorriam,
hoje choram meu sofrer,
e o sol, que era esperança,
foi embora sem me ver.

Teu abraço, que era abrigo,
hoje é gelo a me cortar,
e o campo virou lembrança
do que tive que deixar.

Que essa dor seja estação,
folha seca sem valor,
pois o amor que engana a alma
nunca soube ser amor.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 17 de abril de 2017

ESPETÁCULO DIVINO




Na vastidão 
do céu estrelado
Brilham astros 
de luz e encanto
A lua sorri, 
o universo iluminado
Um espetáculo 
divino e tanto!

E sob esse véu de estrelas acesas,
meu corpo aprende o teu calor,
há um silêncio que arde lento,
pele chamando pele em doce ardor.

A noite nos envolve em promessas,
teus gestos desenham tentação,
sou brilho, sou entrega mansa,
sou lua cheia na tua mão.

Entre suspiros e luz difusa,
o desejo dança sem pressa,
e no ritmo morno do infinito
nos tornamos pura e intensa promessa.





  Cléia Fialho

sábado, 15 de abril de 2017

MEU CIO NA ESSÊNCIA




Quero excitar-te 
com a minha olência
 com o meu cio na essência...
 
Do meu extrato natural
 e assim tê-lo dentro em mim...
 E ao perder-te no calor
 dos meus braços...
 
Sucumbirás 
no ardente sabor
 dos meus beijos...
 Entre muitos amassos
 saciando todos seus desejos.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 13 de abril de 2017

ME DEIXE OFEGANTE



Quero em meu corpo
 Tuas mãos deslizando
 Vem com teus dedos
 Meus poros dilatando
 
Arranque de mim
 Orgasmos sem fim
 Me deixe ofegante
 Descompasse meu coração
 Quero sentir-te latejante
 E me acabar em teu tesão.

Quero em meu corpo
teu gesto a me invadir,
como onda que rompe
sem pedir para existir.

Tuas mãos em promessa
desatando meu ser,
e o tempo em pressa
a se dissolver.

Me percorre em silêncio,
me domina sem voz,
e nesse abismo imenso
somos só nós dois.

Um tremor que não cala,
um incêndio a crescer,
e tudo em mim se fala
sem precisar dizer.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 12 de abril de 2017

PAIXÃO LATENTE



Na alcova 
escura e ardente
Desejos se encontram 
em sintonia
Luxúria se derrama, 
paixão latente
Corações que anseiam 
por ousadia.

Na alcova
escura e ardente
Suspiros dançam
na fantasia
Pele que chama,
toque envolvente
Corpos se entregam
com sintonia.

Entre carícias
e beijo quente
A noite inteira
vira poesia
No doce ritmo
do amor latente
Almas se unem
em ousadia.





  Cléia Fialho

domingo, 9 de abril de 2017

O SUSSURRO DO AMANHECER


A brisa que me vem,
Sente a terra, sente o bem,
No campo, o som a dançar,
Teu amor vem me acalmar.

Teu cheiro, sinto no ar,
No campo, te encontro no olhar,
Tua sombra, no vento a soprar,
Teu amor a me abraçar.

Vem das colinas distantes,
Desenhando estrelas brilhantes,
A lua, que vem me contar,
O teu amor, a me encantar.

És o sussurro do amanhecer,
A brisa que vem me aquecer,
No campo, te vejo sem ver,
Teu amor é meu bem querer.

Teu fogo é doce como a terra,
Teu perfume na brisa encerra,
Nosso amor, segredo no ar,
Nosso jardim a florescer, sem parar.

A melodia do riacho a cantar,
Teu amor me vem embalar,
Em cada acorde, encontro paz,
Em meu peito, tua luz se faz.

Como a brisa e a terra a se unir,
Teu amor em meu ser a existir,
Como as árvores, o céu, o jardim,
Teu mistério floresce em mim.





  Cléia Fialho

sábado, 8 de abril de 2017

TEU BEIJO ME FAZ SONHAR



Olhe a água, toque a flor,
No campo, sinto o teu amor,
Lágrimas que dançam no ar,
Tudo se sente, tudo a encantar.

Ouço-te na calma da brisa,
Teu calor é o que me avisa,
Teus braços buscam meu ser,
No segredo, no doce prazer.

Sim, ontem à noite, ao luar,
Teu beijo me fez sonhar,
No campo, em teus braços a dançar,
Sem tempo, só o amor a guiar.

Ali, onde os beijos se guardam,
O silêncio se faz profundo,
Nos olhos, estrelas a brilhar,
Nosso amor, no campo, a cantar.

Volto ao beijo que ficou,
Em minha memória, ficou,
Eterno, no campo, a se guardar,
Nosso amor, sem fim a recomeçar.

E aqui, na lembrança a dançar,
Nos encontramos, sem parar,
No campo, onde o amor é fiel,
Sempre juntos, no doce céu.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 7 de abril de 2017

CARÍCIAS QUE FALAM


A luz do teu olhar,
Me faz sempre sonhar,
Nos teus braços encontrei,
O meu lugar, meu bem-querer.

Vem me amar ao amanhecer,
Beije-me e me faça florescer,
Ilumina meu ser, meu bem,
E me faz viver também.

Nos gestos, o nosso abrigo,
Nas palavras, o carinho amigo,
Caminhamos no campo a dançar,
A cada passo, o amor a cantar.

Na noite, nos encontramos,
No silêncio, nos amamos,
Carícias que falam no vento,
Nosso amor é o doce encantamento.

Cada beijo é um luar,
Nosso amor a brilhar,
Guiados pela luz do ser,
Só eu e você a viver.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 6 de abril de 2017

MESMO EM SONHO



No balanço da tua escuridão,
Perco o rumo, o chão, a razão.
Mesmo em sonho, tua voz me guia,

Sombria dança da noite vazia.

Teu suspiro é meu castigo,
Naufrago em ti, sem abrigo.
No brilho frio da tua sombra,
Minh'alma cai e nunca assombra.

Teu riso ecoa no ar,
Teu olhar me faz ficar.
Sou sussurro no teu gemido,
Mistério eterno, nunca esquecido.

Desenho estrelas na tua pele,
Na dor, o desejo se revele.
Chama e cinza, amor e fim,
Teu silêncio mora em mim.

Sejas porto da minha dor,
Abraço que aquece sem calor.
Tua sombra, meu alívio é,
No escuro, encontro fé.

Mãos geladas, carícias lentas,
Beijos que acendem tormentas.
Forjamos o tempo com emoção,
Nosso amor: eterna escuridão.

Seja chama, seja dor,
Seja paz, seja clamor.
Cada noite é reencontro,
No teu abraço me encontro.

Seja mar, seja luar,
Seja tempo a pulsar.
Na ciranda do destino e do véu,
O amor dança entre a sombra e o céu.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 5 de abril de 2017

SILÊNCIO QUE VEM DO ALÉM



No fogo escuro do teu olhar,
a alma insiste em se queimar.
No silêncio que vem do além,
o amor se veste de ninguém.

No fio negro da conexão,
os corações são só pulsação.
Um toque, um vento, um arrepiar,
na noite, tudo é desejar.

O amor é sombra a se mover,
nos braços frios do sofrer.
Mas mesmo assim, sem hesitar,
voltamos sempre a nos amar.

Teu sussurro vira bruma,
minha pele se acostuma.
E nessa dança de ilusão,
me entrego à tua escuridão.

Versos vagam pela noite,
tecem laços sem açoite.
O poema é só um luar,
tentando o amor eternizar.

Você é rastro, é tentação,
minha dor, minha canção.
Sou o eco que vem do fim,
te buscando dentro de mim.

O amor é feito de luar,
de sangue, sonho e de penar.
Mas mesmo em meio à perdição,
te amo — minha escuridão.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 3 de abril de 2017

DESABAFO!





Preciso desabafar
Estou triste, eu vou contar
Muitos gostam do que eu escrevo
Mas você...Ah! meu querido
Não aprova não!

Acha uma frescura de molejo
Escritos de amor e de tesão
Nada haver com poesia
Mundo ridículo de fantasia
Só lhe causa decepção
Chama à tudo de putaria
Magoando meu coração!

Eu só lamento, amorzinho
Confesso sem vergonha e medo
Cada palavra tem um pedacinho
Do que eu sinto por você
E este era o meu segredo!

Eu só queria compreender
Ter uma explicação do porquê
Das tuas atitudes, meu bem
Me julgando sem saber
Se o fazes por ciúmes
Ou é puro desdem!




  Cléia Fialho

domingo, 2 de abril de 2017

AMOR ANIMAL



Sou felina, sou amante
Faço amor com quem me rende à sedução
Injeção vaginal me serve de calmante
Amordaçada, eu grito de tesão!

Calado!
Ouça cada flagelo do meu berro
Animalesco safado
Você empurra e eu enterro!

Me excita o palato do sexo
Cheiro deleitoso de carne suada
Rabo empinadinho igual convexo
Sorvendo a vara rígida encaixada!




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Uma mulher felina
de fogo ardente
ardendo dentro de você,
libertando-se com gritos e gemidos.
Amarrada à submissão das chicotadas
do meu membro selvagem,
penetrando sua carne indecente. 
Prostituta empalada,
garota escravizada
à minha vontade desejada.

 GRATIDÃO