No espelho
que reflete o tempo distorcido
Gatos e peixes trocam suas peles
Estrelas se transformam
em peças de jogo perdido
E o céu fica translúcido
em tintas aquarelas.
Os relógios desaprendem as horas
e escorrem pelos cantos da noite,
as palavras flutuam sem dono,
bordando silêncios no ar.
A lua bebe o brilho das sombras
e devolve sonhos em migalhas,
passos caminham sem chão,
memórias respiram em espirais.
Tudo é metáfora em vertigem,
nada permanece inteiro ou exato:
no espelho que reflete o tempo distorcido,
somos também aquarela —
mancha viva,
instante em constante refração.
❦
Cléia Fialho


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