o amor desperta, sem pressa,
no movimento lento dos corpos,
no sussurro que nasce do desejo.
O olhar diz o que a boca ainda não ousou,
há um convite no silêncio,
um arrepio que antecede o toque,
uma chama que não quer ser apagada.
Lábios se encontram — não pedem licença,
e o tempo, distraído, deixa de contar.
Tudo se dissolve ali:
a razão, o mundo, o medo.
Como folhas levadas pelo vento,
nos entregamos ao instante,
ao traço invisível que une
pele, pensamento e poesia.
Cada toque é uma palavra sem voz,
cada suspiro, uma canção secreta.
Nossos corpos escrevem versos na carne,
ritmos que só o desejo entende.
Há beleza no que não se diz,
no que vibra por dentro
quando duas almas se descobrem
pelas mãos, pela respiração, pelo delírio.
É no encontro
— intenso, imperfeito, verdadeiro —
que a poesia se completa.
E o amor… se derrama.

2 comentários:
Unos versos cargados de sensualidad, sentimiento y belleza.
Saludos.
Hay belleza en el idioma del placer
aquel que conecta a los cuerpos
aún en la distancia,
cuando nos fusionamos
con un mismo deseo fogoso
de hacernos el amor
bajo la luna reinante
en esta noche silenciosa.
Beijinhos molhados.
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