Teus lábios — pétalas famintas —
tocam minha pele como brisa em flor aberta.
Arrepios percorrem o corpo,
em dança selvagem,
como se o vento soubesse o caminho
dos nossos instintos.
As almas se encontram —
não com palavras,
mas no silêncio que grita,
no instante em que tudo se desfaz
e somos só emoção
em estado bruto.
Cada suspiro paira
como verso inacabado,
flutuando entre nossos olhares.
No lençol, a poesia escorre
sem métrica, sem freio,
em traços de desejo
que acendem a pele.
Corpos entrelaçados
escrevem sua própria linguagem.
Toques que falam,
gemidos que traduzem
aquilo que nenhuma palavra alcança.
Na cadência do prazer,
somos apenas
livres.
E vivos.
Como o mar que, em sua fúria,
beija a areia sem pedir licença.

.jpg)

.png)
Creo que la poesía la concentras a la perfección en su ultima estrofa.
ResponderExcluirSaludos.
Te abres
ResponderExcluirde par en par
como flor en primavera
ante el aleteo de mi lengua
sobre tu carne floreciente.
Reptan mis dedos
hábiles por tu carne
y mi boca devora
reclamando la lluvia
de tu orgasmo.
Beijinhos molhados.