Na dança sutil das sombras, corpos se entrelaçam,
silhuetas ardem — são labaredas que se abraçam.
Não há pressa no compasso dessa melodia,
Toques deslizam, como brisas quentes na pele nua,
sussurram segredos em línguas sem fala, sem rua.
Arrepios desenham trilhas de puro alvoroço,
e o silêncio geme entre suspiros e gozo.
Cada centímetro, território de promessas e vertigens,
onde os dedos se tornam versos, e os lábios — origens.
No caos mudo do quarto, o amor se faz rito,
comungando o sagrado no suor infinito.
Respirações ofegam, como ondas em colapso,
e os olhos, afogados, se devoram num abraço.
Cada gesto é uma entrega, cada carícia, alquimia,
num bailar sem pudor, onde o prazer é poesia.
Sensualidade que vai além da carne exposta,
é alma que se despe, é chama que não se encosta.
Na penumbra dos sentidos, o tempo não se contém —
dois mundos se unem...
e o gozo é quem vem.


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.sensualidade pura, linda de ler. A sua inspiração poética é deslumbrante. Parabéns
ResponderExcluir.
Muita saúde, paz e amor
.ú
Colisionamos
ResponderExcluircomo dos mundos ávidos de goce,
fusionados en la desnudez
y el deseo ardiente.
Una danza fogoza e intensa,
de nuestros cuerpos
compenetrados.
Mais beijos doces.