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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O TEMPO É NOVELO




Um relógio derrete sobre a mesa de veludo
enquanto o peixe canta para as nuvens de papel
o tempo é um novelo que se perde no escuro
e a lua nasce verde no fundo do chapéu.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

DEIXA O TEMPO SER APENAS O QUE É




O sol abre uma fresta na janela 
o café esfria enquanto a luz dança 
no chão da sala onde a vida se espalha 
sem pressa de chegar a lugar algum. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

ECO DAS PALAVRAS QUE NÃO VOLTARAM




O sol se esconde na curva da tarde
e deixa um rastro de luz fria sobre a mesa
onde guardo apenas o silêncio que você deixou.

domingo, 27 de setembro de 2015

A SEMENTE DA MENTE




A mão repousa sobre a folha branca 
O mundo espera o gesto da vontade 
A tinta corre como um rio que manca 
Em busca da profunda claridade.

sábado, 26 de setembro de 2015

FOME DE TI




Não é amor — é fome.
Fome antiga, animal,
que me sobe pelas coxas
quando escuto teu nome.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

É ASSIM QUE A VIDA SE FAZ




Num baile de luz e de som,  
os olhos se encontram, é bom.  
Um olhar bem profundo,  
desperta o vagabundo,  

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

FAÍSCAS PERDIDAS NA IMENSIDÃO




O silêncio viaja entre as luzes antigas
desenhando caminhos no tecido do escuro
onde o tempo esquece de contar as horas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

É UM ESTADO DE ESPÍRITO




O sol entra sem pedir licença pela janela 
trazendo o cheiro de café fresco e luz nova 
enquanto o silêncio da casa canta baixo 
uma melodia que eu não sabia conhecer. 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

LAÇO QUE NÃO APERTA




A amizade não precisa de anúncio 
ela mora no silêncio que compreende 
na hora em que o café esfria 
e a conversa se estende sem pressa. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ESTRANHA LIBERDADE




A luz da manhã quebra sobre a mesa 
como um vidro jogado contra o silêncio 
e os objetos perdem seus contornos habituais 
escorrendo como tinta sob o sol de agosto.