Não provoques o que desconheces, alma errante
Pois o mistério tece sombras em seu manto
No abismo do desconhecido, o encanto
Nas dobras do destino, oculta-se a sorte
E a ousadia, ante o desconhecido, vacila
Desvendar o incerto, trilha que oscila
É dançar na borda do abismo, forte.
O que escapa à luz, na sombra se enlaça
E o desconhecido, como névoa, abraça
Cautela, coração, no passo incerto.
Não provoques o enigma sem razão
No desconhecido, em sua vastidão
Há mistérios que desvela o tempo certo.
❦
Cléia Fialho

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