Entre lençóis de seda,
corpos se encontram sem pressa,
nus, entregues ao instante
onde o tempo se dissolve.
Beijos acendem paixões,
desatam nós,
incendeiam a noite.
É poesia o calor
que se escreve na pele.
Cada carícia —
um rito, um sussurro,
um gemido que dança
na fronteira entre o real e o delírio.
Os corpos seguem um compasso próprio,
uma dança sem ensaio,
frenética e intensa,
tecendo o instante onde a alma explode.
Lábios se procuram como se fosse a última vez,
e cada toque é fogo,
brasas sobre a pele viva.
Somos versos em combustão,
audazes, indomáveis,
sem rimas, sem amarras,
inteiros no desejo.
Neste duelo doce
entre amor e luxúria,
a paixão se revela em sua nudez mais pura.
Na poesia do toque,
no silêncio entre os suspiros,
descobrimos juntos
o êxtase do amor.

.jpg)
.png)
Un bonito poema que nos muestra la frontera entre lo real y el delirio qu en ocasiones sentimos.
ResponderExcluirSaludos.