Te encontrei sem procurar,
como brisa que chega sem aviso,
sem promessa, sem razão —
só presença.
Teu olhar não pediu licença,
mas ficou.
Ficou no canto dos meus dias,
nas pausas longas do pensamento.
O amor, eu descobri,
não grita,
não pesa,
não prende.
Ele dança devagar
no compasso das escolhas simples:
um café dividido,
um passo junto,
um silêncio compreendido.
E se amanhã for vento,
que seja leve,
como agora.
Mas se for raiz,
que cresça onde os pés já sabem
chamar de casa.


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