No aplauso, nenhum eco.
No meio da praça, vazia.
A alma não pede — grita.
Mas ninguém escuta o que não faz barulho.
Então eu paro.
Não fujo.
Fico.
No quarto, a luz baixa,
o silêncio tem peso de mão no ombro.
E ali, sem plateia,
descubro que não estou só:
estou inteira.
Desço fundo,
onde o som some
e o que sobra é osso, sopro, chão.
E nesse fundo — eu existo.
Não por alguém.
Por mim.
