TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 30 de abril de 2015

SEM LICENÇA - Capítulo II



O DESFECHO

O colchão afundou sob o peso dele. 
Rafael já estava em cima — os joelhos dele forçando as coxas dela a se abrirem, escancarando a buceta molhada para a luz da rua que cortava o quarto. 
Ele desceu. 
A boca quente cobriu a buceta de uma vez, a língua plana lambendo do clitóris até a entrada num movimento lento e possessivo. 

Ela gemeu alto, as costas arqueando para fora do colchão. 
Ele sugou os lábios internos, puxando com os dentes de leve, e ela agarrou os cabelos escuros dele com as duas mãos, empurrando a cara dele com mais força contra a buceta. 
Os quadris dela balançavam sem controle, esfregando a buceta na boca dele, a saliva e o mel escorrendo pelo queixo de Rafael enquanto ele a devorava.

— Me fode — ela implorou, a voz estrangulada. 
— Me fode agora.

Rafael se levantou. 
A cabeça do pau roçou a entrada da buceta, quente e inchada. 
Ele estocou até o fundo com uma só estocada, forçando um gemido estrangulado da garganta dela. 
As estocadas vieram rápidas e duras, os quadris batendo nas nádegas dela com som de carne molhada, o pau entrando e saindo completamente a cada golpe. 
Ela cravou as unhas nas costas dele, arranhando a pele suada enquanto levantava os quadris para encontrar cada estocada, os seios balançando com o ritmo brutal. 
Rafael cuspiu nos dedos e esfregou o clitóris dela em círculos rápidos, o pau afundando na buceta apertada sem piedade.

O orgasmo a rasgou. 
Ela gritou o nome dele, a buceta contraindo e espremendo o pau em espasmos, jatos de mel escorrendo pela base e ensopando o lençol. 
Rafael estocou três vezes com força, enterrando o pau fundo, e gozou dentro dela — jatos de porra quente enchendo a buceta, escorrendo pelos lados quando ele se sacudiu. 
Ele colapsou sobre ela, o pau ainda pulsando dentro, os dois ofegantes e colados pelo suor.

Rafael rolou para o lado e a puxou contra o peito, os braços envolvendo as costas dela, as pernas entrelaçadas. 
A luz da rua cortava o escuro e pintava listras na pele suada dos dois. 
Ela sentia a porra morna escorrendo da buceta inchada, sujando as coxas, mas não se moveu. 
Esfregou a bochecha no peito dele. 
Rafael beijou o topo da cabeça dela e murmurou, a voz grave e rouca:

— Finalmente parou de lutar.

Ela sorriu contra a pele dele, rendida e aliviada. 
Entrelaçou os dedos nos de Rafael sobre o peito dele e soltou um suspiro profundo, sem nenhuma vontade de se mover.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 29 de abril de 2015

SEM LICENÇA - Capítulo I



A PRESSÃO

A porta estalou ao fechar. 
Rafael encostou-se nela e deixou o olhar descer pelo corpo dela — lento, sem pressa, como se já soubesse cada curva que encontraria. 
Ela recuou um passo. 
As costas tocaram a parede fria e a luz da rua cortou seu rosto, deixando o resto na penumbra.

Ele avançou. Os braços a cercaram, as mãos espalmadas contra a parede dos dois lados. 
O cheiro dele a envolveu antes do toque — almíscar e chuva. 
O nariz dele roçou a lateral do seu pescoço, e a respiração dela falhou, curta, quente. 
Os quadris dele pressionaram seu ventre — a ereção dura sob a calça roçando sua coxa. 
Ela enterrou os dedos nos ombros dele e puxou. Os lábios dele roçaram sua orelha.

— Desta vez você não vai fugir.

Ela não respondeu. 
Não teve tempo.

A boca de Rafael cobriu a sua — sem pedir licença, sem ensaiar. 
A língua invadiu com ritmo urgente, quente, molhada, e ela gemeu dentro do beijo antes de conseguir se controlar. 
Os dedos dele cravaram na sua nuca e a cabeça dela foi puxada para trás, abrindo mais a boca, deixando-o mais fundo. 
A parede fria nas costas contrastava com o calor do corpo dele colado ao seu.

A mão direita dele desceu. 
Palma aberta, lenta na coxa, subindo pela pele nua até encontrar o algodão da calcinha. 
Ele não hesitou. Um puxão seco e o tecido cedeu — o elástico estalou contra a pele e a peça caiu no chão, inútil. 
Ela arquejou contra a boca dele.

As mãos dela foram para a camisa de Rafael, puxando o tecido para fora das calças com urgência. 
Dedos trêmulos desabotoando, abrindo, libertando o torso quente. 
Ele se afastou só o suficiente para que ela puxasse a camisa pelos ombros e a jogasse longe. 
Os olhos escuros dele a devoraram.

A boca de Rafael desceu. 
Beijos molhados no pescoço, nos ombros, enquanto os dedos dele encontravam a barra da blusa dela e a puxavam para cima. 
O tecido subiu, roçou os mamilos já duros, e caiu no chão junto com o resto. 
Ele gemeu baixo na garganta ao ver os seios nus. 
As duas mãos os agarraram — apertando, puxando os mamilos com os polegares em movimentos circulares. 
Ela mordeu o lábio inferior com força, as costas arqueando contra a parede.

Os dedos dela encontraram o cós das calças dele. 
Desabotoou. 
O zíper desceu. 
A mão enfiou por dentro da cueca e envolveu o pau — duro, quente, a ponta úmida de pré-sêmen na palma. 
Rafael soltou um som gutural contra o pescoço dela.

Então as mãos dele desceram para as coxas dela. 
Agarraram firme. 
Ele a ergueu do chão como se não pesasse nada, as pernas dela se enrolando na cintura dele por instinto. 
A luz da rua cortou os dois corpos colados enquanto ele a carregava para a cama.

Ele a depositou no colchão. 
Antes que ela pudesse respirar, já estava de joelhos sobre ela — os olhos escuros a devorando na penumbra, a promesa de tudo o que viria ainda por cumprir-se.




  Cléia Fialho

terça-feira, 28 de abril de 2015

CONVITE DE CARNE



Tua pele é o convite que minha língua aceita voraz,
sedosa, 
salgada, 
cheirando a suor noite adentro e a sexo quente.

Embalada em notas de desejos cruentos e selvagens,
a boca desce pela curva do ventre molhado,
os dedos cravando a carne, 
os quadris erguendo-se
em oferenda explícita à fome que nos consome.

No ritual do lençol sujo, 
a paixão é o aporte brutal,
língua lambendo, 
penetrando, 
arrancando gemidos roucos.

Os sentidos dançam em versos vermelhos,
mordidas profundas que marcam a pele,
arranhões que queimam como fogo vivo,
pele contra pele em um rondel de luxúria e suor.

A vagina aperta em espasmos, 
o pau enterra-se fundo,
o gozo é um grito rouco estrangulado, 
uma explosão molhada,
fluidos quentes escorrendo entre as coxas abertas,
corpos colapsando, 
ofegantes, 
grudados,
saciados no fogo que não se apaga.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 27 de abril de 2015

FOGO E MORDIDA



Desejos que não dormem, 
roem a carne viva,
um ardor sem trégua, 
língua de fogo lambendo a virilha do pensamento.

O corpo vibra em cada fibra, 
em cada poro suado,
a mente derretendo como cera contra peito nu.

No ritual da cama, 
nossas almas se travam em nós,
não há mapa para esse fogo, 
não há rota,
só o cheiro do suor misturado ao sexo nos inebria.

É pele contra pele, é grito engolido, 
é mordida que deixa marca roxa de amor possessivo.

Entregamos-nos sem medo, 
abertos, dilacerados,
o prazer é uma faca que corta fundo e doce,
que rasga e sacia.

A alma despe-se de si mesma, 
nua, 
pingando,
no fim não sabemos onde um acaba, 
outro começa,
só sentimos o calor úmido escorrer e nos unir em brasas.




  Cléia Fialho

domingo, 26 de abril de 2015

CORPOS ENTRELAÇADOS I



Certas sensações desabrocham na pele
o arrepio se espalha, 
me obriga a roçar,
envolvendo corpos num jogo de fome e mordida,
onde cada toque é ameaça e promessa.

Nossos desejos dançam em segredo, 
trancados,
sussurrando promessas de puro ardor,
linguas que traçam mapas proibidos,
mãos que apertam, 
arranham, 
tomam.

Uma chama que queima
é o nosso farol na escuridão,
a noite se rende ao prazer, 
ao calor,
deita e abre as pernas para nós.

Lentamente exploramos o desejo intenso,
cavar, 
sugar, 
devagar, 
até o fim,
até que o mundo fique pequeno demais
e só exista o grito entre nós.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 24 de abril de 2015

SUOR E SABOR



Nossos corpos se devoram num frenesi
línguas traçam caminhos de fogo nas dobras da pele,
mãos apertam carne viva
deixam marcas de posse e luxúria.

O ar quebra em gemidos roucos
cada impacto é ritual de entrega,
o suor escorre salgado entre nós
misturando nosso cheiro de sexo e sede insaciável.

Dentro de mim você desce como onda quente violenta
me preenche até limite do desejo,
meu gozo ecoa em sua boca como juramento profano
enquanto as ancas batem no ritmo primordial do instinto cego.

Não há mais tempo nem espaço
só a fome a pressão e o delírio de nos fundirmos em um ser
de carne ardente molhada sem fim,
cada estremecimento é uma queda
cada suspiro um arquear intenso
na chama do prazer absoluto,
explode em gozo e fogo
derretendo pele e alma no delírio final intenso.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 23 de abril de 2015

BRASAS SOB A PELE - Capítulo II



O GOZO QUE CONFESSA

Ela vira o rosto na almofada incandescente. 
As sílabas trêmulas ainda estão lá, presas no tecido, queimando sem resposta. 
O corpo exausto treme com a ausência da palavra dele. 
O Amante respira pesado contra suas omoplatas, o coração martelando nas costas suadas. 
A mão calejada desce devagar pela coxa manchada de porra seca. 

Os dedos encontram a entrada ainda inchada, encharcada. 
Esfregam devagar, circulares, espalhando a umidade. 
A respiração dela prende. 
O pau semi-rígido endurece contra as nádegas. 
Os dedos dele afundam na carne, e o silêncio começa a pegar fogo.

O Amante a vira de costas num movimento só. 
As costas dela batem nos lençóis que ainda guardam o calor das brasas, e os olhos dele queimam na penumbra, duas brasas que não se apagam, cravadas no rosto dela. 
A mão calejada segura o queixo, firme, e ele inclina a cabeça. 
A boca encontra a boca. 
A língua invade, quente, grossa, enroscando na língua dela com uma fome que renasce das cinzas. 
A saliva escorre, quente, pelo canto dos lábios, descendo pelo queixo enquanto os dentes dele mordem o lábio inferior, puxam, soltam, e a boca volta a sugar. 
Ela geme dentro do beijo, um som rouco que vibra na garganta. 

As mãos dele apertam os seios. 
Os dedos encontram os mamilos endurecidos, torcem, puxam, e a ponta dos dedos calejados arranha a pele sensível. 
Ele desce a boca pela garganta dela. 
A voz rouca quebra o silêncio: "Vou te dar a resposta." Os lábios roçam a pele molhada de suor. 
"Cada 'te amo' que você deixou na almofada." A língua lambe a clavícula. 
"Eu vou responder com o corpo.
" O pau duro esfrega contra a vulva molhada, a glande deslizando na entrada encharcada, espalhando a umidade. 
Ela arqueia as costas. 
A glande encontra a entrada, e o fogo devora tudo.

Ele empurra de uma vez. 
O pau entra até o fundo, a glande esmagando o colo do útero, e o corpo dela arqueia como se um raio atravessasse a espinha. 
A buceta aperta, molhada, quente, os músculos contraindo ao redor da grossura. 
Ele não espera. 
As estocadas vêm violentas, o quadril batendo nas coxas dela com um som molhado, carne contra carne, o pau afundando e saindo e afundando de novo. 
A cabeceira bate na parede. 
Os lençóis embolam nas mãos dela. 
Ele mete com a fome de quem guardou palavras demais, cada investida é um "te amo" não dito, cada recuo é o silêncio que queimou a noite inteira. 

A respiração dele é um rosnado contra o pescoço dela. 
Os dentes cravam na pele molhada de suor, e a língua lambe o sal, desce pela garganta, volta a morder. 
Ela crava as unhas nas costas dele, arranha, deixa marcas vermelhas que escorrem suor. 
As pernas tremem, abertas, os pés cruzados nas costas dele, puxando para mais fundo. 
O pau bate no ponto exato, e o gemido dela rasga o quarto escuro, rouco, incontrolável, sílabas quebradas que não formam palavra nenhuma. 
Ele mete mais rápido. 
A cama range. 

O suor escorre da testa dele e pinga nos seios dela. 
A buceta aperta, os espasmos começam, e ela goza com um grito, o corpo inteiro contrai, as paredes da buceta pulsando ao redor do pau, sugando, ordenhando. 
Ele geme. 
A voz quebra. "Te amo." 
As palavras saem roucas, cravadas na boca dela, e o pau pulsa forte, as bolas esvaziando, a porra quente espirrando dentro da buceta em jatos grossos. 
Ele continua estocando, devagar agora, o pau ainda duro, a porra escorrendo pelo comprimento, descendo pelas coxas dela, manchando os lençóis que ardem como brasas. 
Ele diz o nome dela. 
"Te amo." 
A porra escorre, quente, e o silêncio finalmente morre.

O corpo dele desaba sobre o dela, pesado, quente, o peito suado colado nas costas. 
O pau ainda está dentro, amolecendo devagar, e a cada pulsação fraca uma gota de porra escapa e escorre pelo comprimento. 
Ela sente o líquido morno descendo, misturado ao mel dela, escorregando pela pele sensível da boceta até as coxas. 
Os lençóis embaixo estão úmidos, manchados, mas ninguém se mexe. 
A respiração dele é um sopro irregular na nuca dela, os lábios roçando a pele molhada de suor. 
O pau escorrega para fora devagar, e a boceta aperta no vazio, um espasmo tardio que arranca um gemido baixinho dela.
A porra continua saindo, um fio grosso que desce pela virilha e pinga no lençol.


Ele se ajeita atrás dela, o braço passando por baixo do pescoço, a outra mão descendo pela cintura, os dedos calejados desenhando círculos lentos na barriga. 
O corpo dele gruda no dela, peito nas costas, virilha nas nádegas, pernas entrelaçadas. 
O pau mole encosta na coxa, ainda molhado. 
Ele beija a nuca. 
O beijo é lento, a boca aberta, a língua recolhendo o sal da pele. 
"Te amo." 
A voz sai rouca, quase um sussurro, mas não há hesitação agora. 
As palavras estão soltas, cravadas na nuca suada. 
Ele repete, os lábios descendo para o ombro, para a curva do pescoço. 
"Te amo."

A respiração dos dois sincroniza. 
O peito dele sobe e desce contra as costas dela, e ela fecha os olhos, os cílios úmidos, o corpo inteiro mole e satisfeito. 
A exaustão é doce, os músculos pesados, a pele ardendo onde os corpos se tocam. 
Os lençóis chamuscados envolvem os dois na penumbra, o cheiro de sexo e suor pairando no ar parado. 
A almofada guarda agora duas vozes, as dela, que queimaram sozinhas por tanto tempo, e as dele, que finalmente responderam. 
As brasas aquecem os corpos colados, e os "te amo" queimam juntos na almofada.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 22 de abril de 2015

BRASAS SOB A PELE - Capítulo I



O SILÊNCIO QUE QUEIMA

Ela se deita e os lençóis já não são lençóis — são brasas que se moldam ao corpo, o tecido ardendo sob as costas nuas, cada fibra um fio de calor que sobe pela espinha e se alastra.
O quarto é escuro, mas o brilho alaranjado das chamas imaginárias lambe as paredes, as sombras dançam, e a noite prende a respiração.

O Amante a cobre.
O peso dele desce como uma língua de fogo — o peito contra o peito, o ventre contra o ventre, as coxas abrindo caminho entre as coxas dela.
O calor não pede licença: invade, toma, queima.

Ela arqueia sob o corpo quente e sente a pele despertar em cada ponto de contato, um ardor que sobe do osso à superfície, que lateja, que exige.
As bocas se colam.
Não há hesitação — é fome.
As línguas molhadas se enroscam com urgência, uma invadindo a outra, deslizando, provando.
A saliva escorre pelo queixo dela, morna e farta, e ele lambe o canto da boca antes de afundar de novo no beijo, mais fundo, mais ávido.
O ritmo é profundo, as respirações se atropelam, os dentes roçam o lábio inferior.
Ela crava os dedos nas costas dele e sente os músculos se contraírem sob a pele quente.

Os lençóis crepitam sob os corpos suados.
A boca dele desce.
Quente, molhada, faminta — desce pelo queixo, pela curva da mandíbula, e se fecha sobre o pescoço dela com a precisão de quem sabe onde o fogo começa.
Ele suga.
A pele cede sob os lábios, os dentes roçam de leve antes da sucção forte, ritmada, que puxa o sangue para a superfície e deixa marcas vermelhas como brasas espalhadas.
A saliva fria contrasta com a pele ardente — cada lambida um choque, cada sugada uma queimadura que desce em ondas pelo corpo dela.

Ele não tem pressa.
Percorre o pescoço de um lado ao outro, a língua traçando caminhos lentos, torturantes, enquanto os dedos dele se cravam nos ombros dela e a mantêm imóvel.
Ela geme, a cabeça tombando para trás, os lençóis em brasas crepitando sob as costas arqueadas.
O calor sobe do tecido e se mistura ao calor da boca dele, e ela já não sabe onde termina a cama e onde começa o próprio corpo.

— Te amo — ela sussurra, a voz ofegante se perdendo na fronha.

A almofada incandescente recebe as palavras como quem recebe uma chama.
O tecido queima sob a bochecha dela, cada fibra impregnada de desejo e saliva e amor dito no escuro.
Ela vira o rosto, afunda os lábios na fronha quente e repete, mais baixo, mais rouco, como se as palavras precisassem sair ou a consumiriam por dentro.
Os dedos dela se crispam no tecido, as unhas arranhando o algodão que arde.
A mão dele desce.
Os dedos médio e anelar encontram o clitóris duro e começam um movimento circular, firme, implacável.

Ela arqueia com força, um gemido preso na garganta, enquanto os dedos deslizam mais fundo e abrem os lábios vaginais.
A seiva escorre, quente e farta, cobrindo os dedos dele, escorrendo pelos nós, pingando nos lençóis em brasas.
O ritmo é duro, circular, os dedos pressionando o ponto exato que a faz tremer.
Ela esfrega o corpo contra a mão dele, desesperada, as coxas abertas, o ventre contraindo.
O cheiro do sexo sobe no quarto escuro.
Ele se ajeita entre as pernas dela.
O pau duro esfrega contra a fenda molhada, a glande espalhando o líquido vaginal em movimentos de vai e vem, lentos, precisos, sem penetrar.

O contato é pele contra pele molhada, o atrito fazendo-a gemer mais alto, as mãos dela puxando os cabelos dele, as unhas cravando.
Ele range os dentes, a respiração pesada, o corpo tenso.
Esfrega de novo, a glande deslizando da entrada até o clitóris, cobrindo-se da seiva dela.
Os gemidos se misturam, roucos, urgentes.
Ele empurra o pau contra a entrada molhada dela.
O corpo ainda treme.
As ondas do gozo percorrem a espinha em espasmos lentos, os músculos internos pulsando no vazio, contraindo-se em torno do nada.

A respiração é um soluço, o peito sobe e desce contra o colchão.
As coxas estão abertas, moles, e a porra escorre pela pele interna, um fio grosso e morno que desce da entrada até o joelho, deixando um rastro brilhante na penumbra.
O Amante se cola por trás.
O peito suado encontra as costas dela, o coração dele martelando contra as omoplatas.
O suor dos dois se mistura, salgado, quente, e o peso do corpo dele a ancora nos lençóis em brasas que agora começam a esfriar.
Ele afasta os cabelos úmidos da nuca dela com os lábios e deposita um beijo lento na testa, sobre a almofada incandescente onde as palavras de amor ainda queimam.

Ela vira o rosto de lado.
A boca entreaberta, os olhos fechados.
A almofada guarda os "te amo" ditos no auge, as sílabas trêmulas que ficaram presas no tecido como brasas que se apagam devagar.
A respiração dos dois desacelera junta, um ritmo pesado que vai se tornando profundo, quase um só fôlego.
A noite esfrega as últimas brasas contra a pele deles.
O quarto escuro abafa os gemidos que já foram.
Os lençóis chamuscados envolvem os corpos exaustos na noite.




  Cléia Fialho

terça-feira, 21 de abril de 2015

INCÊNDIO DO DESEJO



Teus beijos despertam o fogo escondido,
acendem minha pele como aurora em chamas.
Cada aproximação dissolve o tempo,
cada respiração prolonga o instante.

Há um magnetismo impossível de conter,
um desejo que floresce sem pedir licença,
envolvendo meu corpo em ondas de calor
e minha alma em vertigens de paixão.

Teu olhar percorre meus silêncios,
minha pele responde como brisa incendiada.
Somos tempestade e calmaria,
duas vontades rendidas ao mesmo encanto.

O êxtase se anuncia em cada arrepio,
na delicadeza dos gestos,
na intensidade de um olhar que demora,
na embriaguez de um beijo sem despedida.

Nada existe além dessa chama viva,
desse encontro que nos transforma,
onde o amor se veste de desejo,
o desejo floresce em pura entrega,
e nossos corações queimam juntos,
como brasas eternas sob a mesma noite.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de abril de 2015

NOSSO ÊXTASE SE DERRAMA



O prazer desperta como um rio sem margens,
rompe silêncios, 
dissolve toda espera.
No encontro dos corpos nasce um fogo antigo,
capaz de incendiar a pele e aquecer a alma.

Há um néctar invisível correndo entre nós,
feito desejo maduro, 
doce e irresistível.
Cada suspiro prolonga a vertigem,
cada olhar acende um universo secreto.

Entrego-me inteira ao pulsar do tesão
onde o tempo perde a noção
e o coração aprende outro ritmo.
A atração cresce como maré inquieta,
envolvendo cada gesto com intensidade.

Somos chama e perfume,
sede e abrigo,
duas vontades que se encontram
na embriaguez do toque consentido.

E, nosso êxtase se derrama a
unir, transformar e incendiar o amor,
até que reste apenas o brilho ardente
de uma desmedida de ti — de mim.




  Cléia Fialho

domingo, 19 de abril de 2015

CARÍCIAS QUE RASGAM



São carícias que nossos corpos desenham 
em jogos de sedução crua e voraz,
tuas mãos cravadas na minha carne macia, 
 — marcando
— possuindo
 — dominando.

No ardor que o desejo enseja em chamas e suor escaldante,
eu me abro toda, 
 — ofegante, 
oferecendo a minha pele nua ao teu fogo voraz.

Nessa entrega absoluta e dilacerada, 
sinto a tua língua traçar versos obscenos na minha virilha molhada,
chupando meu clitóris intumescido 
até eu gritar rouca e descontrolada de prazer.

Penetras-me fundo com teu pau duro e pulsante, 
batendo até à base em estocadas violentas e profundas,
a minha gruta apertando em espasmos brutais 
que nos destroem juntos em gozo.
Fluidos quentes e viscosos escorrem pelas minhas coxas abertas, 
 — lençóis 
 — encharcados de nós,
 — ofegantes,
 — saciados,
 — destruídos, 
eternos na entrega total do prazer feroz.




  Cléia Fialho

sábado, 18 de abril de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

FRUTOS MADUROS



Dos prazeres que a vida nos dá a colher,
não quero os que pendem mansos dos ramos.
Quero os que se escondem no fundo do teu sexo,
os que só se entregam quando a minha boca
te morde o lábio e a tua mão me aperta a nuca
até o ar se tornar um fio fino entre nós.

Quero o fruto que não se colhe 
– arranca-se.
O que não se prova 
– devora-se.
O que não se guarda 
– escorre pelo rosto,
pinga na curva do meu peito,
desce até onde o teu juízo se perde
no calor úmido da minha entreperna.

Como frutos maduros que se aventuram
para fora da casca, 
assim o teu corpo se arremessa contra o meu, 
 — sem rede,
 — sem aviso, 
 — sem pudor. 

És pêssego aberto,
 — manga a escorrer, 
 — figo maduro.

E cada mordida é um grito que não se cala,
cada arranhão é um verso que não se escreve,
cada gemido é a prova de que a fruta não mente.

Em cada toque, 
o amanhecer não vem com luz
 — vem com suor, 
 — com tremor, 
 — com língua acesa.

Vem com a tua respiração descompassada 
contra a minha coxa ainda molhada.

Em cada amanhecer, 
eu acordo dentro de ti,
e tu dentro de mim, 
e o dia começa
onde a noite nos deixou: 
 — colados, 
 — ofegantes,
com o gosto a fruta na saliva e o desejo a crescer de novo,
 — mais maduro, 
 — mais fundo, 
 — mais inteiro.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 16 de abril de 2015

AREIA ENTRE OS DEDOS



Ela saiu da água com o corpo ainda quente de sol, os cabelos escorrendo sal nos ombros. 
Beto apareceu na frente dela, o sorriso torto bloqueando o caminho de volta para os amigos.

— Vem cá.

A mão dele fechou no pulso dela e puxou. 
As costas bateram na rocha fria, a areia úmida grudando nos pés. 
O rosto dele colou no dela — tão perto que ela sentiu o hálito quente, o cheiro de mar e cerveja.
Os amigos riam longe, vozes abafadas pelo vento. 
Beto prendeu-a contra a rocha com o peso do quadril.

A boca de Beto veio sem aviso — quente, salgada, a língua empurrando entre os lábios dela e invadindo fundo. 
Ela gemeu contra os dentes dele, os dedos subindo pelo pescoço até o cabelo molhado, puxando com força. 
Beto soltou um som rouco, as mãos descendo dos ombros dela até os seios — apertou os dois ao mesmo tempo, os polegares esmagando os mamilos duros contra as palmas ásperas. 
Ela abriu as pernas, as costas raspando na rocha, e a coxa dele empurrou contra a vulva por cima do tecido molhado do biquíni. 
Beto puxou as alças, desamarrou o nó atrás do pescoço, depois o das costas. 
O biquíni caiu na areia úmida e Beto empurrou dois dedos dentro dela.

Beto arrancou os dedos de dentro dela e segurou-a pelas coxas. 
Levantou-a contra a rocha como se ela não pesasse nada. 
Ela enrolou as pernas na cintura dele, os calcanhares cruzados nas costas duras. 
A mão dele desceu até o calção, puxou o tecido para o lado, e o pau saiu — duro, grosso, a ponta já molhada. 
Beto encaixou a glande na entrada e empurrou. 
Uma estocada só. 
O pau entrou até o fundo, a lubrificação escorrendo até a base, quente e grossa. 
Ela soltou um gemido alto, o corpo arqueando contra a rocha. 
Beto tapou a boca dela com a mão livre e começou a meter.
Rápido. 
Forte. 

O quadril batendo com força, o pau entrando até o fundo a cada estocada, o saco batendo na pele molhada. 
Ela mordeu o ombro dele para abafar os gritos, os dentes cravando na carne salgada. 
O corpo estremecia inteiro. 
As unhas rasgaram as costas dele, e Beto gemeu rouco, metendo mais fundo. 
A ponta do pau raspava no ponto G a cada estocada, e ela choramingava contra o ombro dele, as pernas tremendo. 
Líquido escorria da buceta pelo pau e gotejava na areia úmida. 
A parede vaginal contraiu, apertou o pau em espasmos, e ela gozou — um grito abafado na carne dele, o corpo sacudindo. Beto estocou uma, duas, três vezes sem sair e gozou dentro, o esperma quente enchendo e vazando pelos lados. 
Ele ficou parado, o pau pulsando lá dentro, a respiração pesada no pescoço dela. 
Quando saiu, o esperma escorreu da buceta e pingou na areia úmida.

Ele se afastou sem dizer nada, puxando a sunga. 
Ela ajeitou o biquíni com dedos trêmulos, o esperma já escorrendo pela parte interna da coxa, quente e grosso. 
Secou o que pôde com a ponta dos dedos, sentindo o cheiro dos dois misturado ao sal. 
Caminharam de volta em silêncio, a areia úmida grudando nos pés. 
Quando alcançaram o grupo, Beto sorriu como sempre — o mesmo sorriso torto de antes. 
Ela sentou-se junto à fogueira, as pernas ainda meladas. 
Olhou para ele através das chamas. Beto sustentou o olhar com um sorriso torto.




  Cléia Fialho