TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 31 de janeiro de 2015

A BOCA QUE ME MATA



As costas dela bateram na pedra fria antes que pudesse respirar. As mãos grandes agarraram-lhe os ombros, os dedos calejados cravando-se na carne magra coberta de suor. Ela recuou — instinto, medo, a última centelha de resistência — mas o corpo curvou-se para a frente, os seios roçando o peito dele, a traição muda da carne que já não lhe pertencia.

— Vais ser a mártir dos meus sujos pecados — a voz dele, grave e seca, escorreu-lhe pelo ouvido como aço frio.

A coxa dele forçou-se entre as pernas dela, o tecido da saia esfregando contra a vulva. O roçar áspero arrancou-lhe um gemido que ela tentou engolir. Mordeu o lábio inferior até sentir a pele ceder, o gosto metálico invadindo a boca, quente e salgado.

— Vou fazer-te entrar no inferno dos gozos infinitos.

As correntes que apertava nos dedos — as amarras que a prendiam à repressão, ao silêncio, ao desejo nunca nomeado — tilintaram no chão de pedra quando os dedos se abriram. Ele agarrou-lhe o queixo e obrigou-a a abrir a boca sangrenta.

A língua dele invadiu-lhe a boca como uma lâmina quente. Os dentes cravaram-se no lábio ferido, a dor aguda arrancando-lhe um gemido abafado que se perdeu na garganta dele. O sangue escorreu pelo queixo, gota espessa e morna. As mãos calejadas agarraram a blusa e rasgaram o tecido — o som seco do algodão cedendo ecoou na pedra fria. 

Os seios nus expuseram-se ao ar, os mamilos endurecidos. Os polegares dele beliscaram-nos, torceram-nos, e ela soltou um grito estrangulado. Depois o chão. Os joelhos bateram na pedra. A mão na nuca empurrou-lhe o rosto contra o volume rígido sob as calças dele.

O cheiro do couro das calças dele invadiu-lhe as narinas quando o rosto foi pressionado contra o volume rígido. Os dedos na nuca não deram trégua. Ela abriu a boca, a língua encontrando o tecido áspero, o gosto de sal e suor. Ele soltou o cinto com um puxão seco. O pau saltou livre, grosso e rijo, a glande roxa e brilhante. Não houve comando — a mão na nuca empurrou-a para baixo e o pau forçou a entrada da garganta. 

Ela engasgou, a saliva espessa jorrando e escorrendo pelo queixo, pingando nas pedras frias. Os olhos encheram-se de água. Ele não parou. Estocou fundo, a garganta dela contraindo-se ao redor da carne quente, o som molhado do engasgo ecoando. As unhas dela cravaram-se nas coxas dele, os nós dos dedos brancos. Ele grunhiu, um som grave e satisfeito, e puxou-a pelos cabelos para trás. O pau saiu com um estalo úmido, um fio de saliva ligando a glande aos lábios inchados dela.

Depois o chão de novo. Ele virou-a de bruços, o rosto pressionado contra a pedra fria. Os joelhos dele abriram as pernas dela, as mãos calejadas agarrando as ancas magras. A ponta do pau roçou a entrada da buceta molhada — e entrou de uma vez. Ela gritou. Um som agudo e incontrolável que ricocheteou nas paredes. Ele estocou num ritmo brutal, sem pausa, o som de carne batendo contra carne enchendo o ambiente. A buceta apertava-se ao redor do pau, os líquidos dela escorrendo pelas coxas e pingando na pedra. 

Os dedos dele alcançaram o clitóris e esfregaram com pressão feroz, círculos duros que arrancavam gemidos cada vez mais altos. — Diz — a voz dele era um rosnado contra a orelha dela. — Diz que vives para isto. Ela soluçou, o corpo inteiro a tremer. — Vivo... vivo para os teus gozos. O orgasmo atravessou-a como uma lâmina. A buceta contraiu-se em espasmos ao redor do pau, o grito agudo rasgando-lhe a garganta. Ele grunhiu alto, estocando até o fundo, e gozou dentro dela. O sêmen quente transbordou, escorrendo pelas dobras da vulva até o chão de pedra, onde as correntes quebradas jaziam.

O corpo tremia ainda. Pequenos espasmos percorriam as coxas magras, os músculos exaustos que não respondiam mais a comando algum. A Mártir permanecia de bruços sobre a pedra fria, a respiração um fio irregular que arranhava a garganta. O sêmen escorria de dentro dela — quente no primeiro instante, depois morno, depois apenas úmido enquanto descia pela dobra da vulva e pingava no chão. Sentia-o escorrer e não fazia nada para o conter. As pernas abertas, os joelhos dormentes contra a pedra, a buceta ainda latejando no ritmo das estocadas que já tinham cessado.

O Algoz ajoelhou-se ao lado dela. A respiração dele, ainda audível, recuperava o controle — inspirações longas, expirações medidas. As mãos calejadas tocaram os ombros dela e viraram-na de costas para o chão. Os quadris doeram contra a pedra fria, as omoplatas pressionadas contra a superfície dura. Ela deixou-se virar, os braços moles, as pernas abertas. Os olhos fundos encontraram os dele — aquele olhar fixo que não pestanejava, que a observava como se lesse cada pensamento sujo que ela jamais ousara confessar.

Os dedos dele desceram pelo ventre dela. Recolheram o sêmen que ainda escorria da buceta — a ponta dos dedos roçando os lábios inchados, recolhendo o líquido branco e espesso — e espalharam-no sobre a pele do ventre magro. Círculos lentos. A marca dele sobre ela. O cheiro dos dois corpos misturados subia da pele quente.

A Mártir agarrou o pulso dele. Os dedos magros apertaram com a força que ainda lhe restava, os nós dos dedos brancos contra a pele morena do Algoz. Puxou a mão dele para baixo, contra o ventre, mantendo-a ali. O olhar rendido fixou-se no dele.

— Não quero mais sair daqui — a voz saiu rouca, as palavras entrecortadas pelo cansaço. — Não quero mais sair deste inferno.

Ele não respondeu. Os olhos não pestanejaram. Inclinou-se sobre ela e pousou os lábios na testa suada — um beijo seco, silencioso, definitivo. As correntes quebradas jaziam ao lado deles, e ela sabia que jamais as recolheria do chão.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

VULCÃO DE DESEJO



Nossos encontros reinventam mundos,
explosões de prazer que não se contêm,
tesão que transborda,
delírio que só contigo eu divido.

Teu corpo pulsa em mim,
encaixe perfeito, gritos indecentes,
palavras sujas, gestos ardentes,
num vai e vem profundo,
fazendo-me morder os lábios,
gemendo no ritmo molhado
dos teus espasmos e suores.

Seguimos na dança insana da pele,
carne contra carne,
poesia que não se escreve,
apenas se sente,
tremores múltiplos,
explosões saborosas.

Nossos olhos se fecham,
cúmplices em gemidos e lágrimas,
como fogueira que arde,
brasas vivas buscando ar.

Quero teu beijo que me conquista,
quero teu gemido safado
em cada lambida, em cada penetração.
Quero posições ousadas,
macho e fêmea em cio,
querendo sempre mais,
mesmo que seja pecado,
mesmo que doa um pouco,
até virar prazer absoluto.

Quero o voo mais alto,
a loucura sem freio,
o êxtase que nos consome,
a liberdade que nos une,
a explosão que nos eterniza.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

BOCA QUE TE DEVORA



Entregue, diante de ti,
teu pau rígido, enorme, pronto para mim.
Nossos corpos suados, respingos de desejo,
minha rede escolhida só para esse momento.

Sem hesitar, engoli tua carne até o fundo,
minha garganta se abriu para te receber.
Chupei, lambi, tirei e voltei a sugar,
engolindo cada centímetro,
como se fosse meu único alimento.

Teus olhos em êxtase,
teus suspiros me incendiavam.
Minha boca faminta descia aos teus sacos,
lambendo, sugando,
saboreando cada parte que era só minha.

Horas antes, tu me fodias como fera,
agora eu te devorava inteira,
com meus seios à mostra,
minha calcinha colada à pele,
meu corpo entregue ao teu domínio.

E então, no auge do torpor,
tu jorraste em minha boca,
esperma quente, grosso, abundante,
do jeito que me enlouquece.
Engoli tudo, cada gota,
sem deixar escapar nada,
como tua mulher faminta,
como tua escrava do prazer.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O DIA EM DELÍRIO



O dia desperta em fúria.  
O sol ergue-se duro, ereto, incendiado.  
Tesão queimando no horizonte.  
O mar se abre em cio.  
Ondas lambem a pele da praia.  
A língua líquida devora sem pudor.  
Um azul febril se derrama.  
O sol é testemunha do ritual.  

O tempo corre em vertigem.  
O dia não se sacia.  
Permanece ereto, pulsando, exigindo.  
O prazer se prolonga até o fim.  
A lua nua recebe o gozo ardente.  
Inteira, entregue, possuída.  
Estrela solitária brilha como respingo de êxtase.  
O universo inteiro é orgasmo.  




  Cléia Fialho

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

OS MEUS SEIOS



Os seios são território de partida.  
Dois pontos que clamam por atenção.  
Cada toque desperta vertigem.  
Cada gesto acende o fogo.  

Beije com devoção.  
Lamba com entrega.  
Chupe com lentidão, como quem descobre segredos.  
Passe a língua nos mamilos e sinta a pele reagir.  
Eles endurecem, respondem, imploram por mais.  

Morda de leve, como quem provoca.  
Ou mais forte, se o desejo pedir.  
O corpo dita o ritmo, o prazer guia o caminho.  
Não é apenas ato, é ritual.  
É preciso gostar, é preciso querer.  
É dar prazer e receber prazer.  
É entrega absoluta, sem reservas.  

Os seios não são apenas carne.  
São linguagem, são convite, são vertigem.  
Eles falam sem palavras.  
Eles gritam sem voz.  
E quem os toca, quem os devora,  
descobre que ali começa o infinito do desejo. 




  Cléia Fialho

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O ÚLTIMO DEGRAU



Os degraus de concreto absorviam o som dos passos, mas não o silêncio carregado que se instalou quando ele a viu. Ela estava sentada três degraus acima, o vestido justo subido um palmo além do joelho, o coque ruivo frouxo deixando escapar fios que brilhavam sob a lâmpada fraca. Ele parou. A mão direita tremeu contra a coxa. Ela lambeu o lábio inferior, devagar, e levantou-se. 

Desceu os três degraus sem pressa, os olhos verdes fixos nos dele, e encostou as palmas abertas no peito dele. Empurrou. As costas dele bateram no corrimão de ferro frio — o metal gelado mordeu a pele por baixo da camisa. Ela o prendeu ali, o corpo contra o dele, a coxa pressionando entre as pernas dele por cima da calça, quente e firme. Ele não respirou. Ela agarrou a camisa dele e puxou sua boca para a dela.

A boca dela veio quente e molhada, a língua empurrando os lábios dele sem pedir licença. Invadiu. Os dentes agarraram o lábio inferior dele e morderam — um estalo de dor aguda, o gosto de ferro misturado ao hálito dela. Ele gemeu contra a boca invasora e sentiu o sangue brotar, uma gota que ela lambeu antes de beijá-lo de novo, mais fundo, a língua varrendo o céu da boca dele enquanto a coxa pressionava mais forte entre suas pernas.

As mãos dele subiram. Os dedos trêmulos encontraram a pele quente das coxas dela por baixo do vestido, subindo devagar, sentindo cada centímetro de carne macia até agarrar as nádegas nuas. Apertou. A carne cedeu sob os dedos, firme e cheia, e ele puxou o quadril dela contra o seu, o volume duro da calça pressionando o ventre dela.

Ela soltou o beijo e lambeu o lábio inferior. Os olhos verdes não desviaram dos dele enquanto as mãos desciam até o cós da calça dele. Abriu o botão, baixou o zíper, e empurrou o tecido para baixo — a calça e a cueca deslizaram pelas coxas até os joelhos, o ar frio da escada batendo na pele exposta. O pau dele saltou livre, duro, a glande já brilhando. Ela envolveu os dedos ao redor da base e apertou. 

Depois subiu a mão devagar, a palma quente deslizando pela pele esticada, espalmando o líquido transparente que escorria da ponta por toda a glande. Ele estremeceu. Ela repetiu o movimento, mais lento agora, os olhos presos na expressão dele enquanto a mão trabalhava o comprimento do pau num ritmo que fazia os quadris dele se projetarem para frente.

Então ela empinou os quadris e guiou a cabeça do pau dele até a entrada molhada da sua boceta.

Ele empurrou o pau de um golpe só. A glande abriu a boceta molhada e afundou até o talo, rasgando o aperto quente que engoliu cada centímetro. Ela engasgou um gemido rouco, a cabeça tombando para trás, o coque frouxo desabando sobre os ombros.

As mãos dele cravaram nos quadris dela com força — os dedos afundando na carne, deixando marcas roxas que pulsariam depois. Ele meteu fundo, as estocadas rápidas fazendo o corpo dela bater contra o degrau de concreto. O som seco do impacto ecoou na escada vazia.

Desconhecida agarrou o corrimão frio de ferro com as duas mãos. Os nós dos dedos ficaram brancos. O metal gelado queimava as palmas enquanto ela se segurava, os quadris empinados para trás, recebendo cada estocada com um gemido alto que subia pela caixa da escada.

Os testículos dele batiam contra a bunda dela num ritmo acelerado — plaft, plaft, plaft — o barulho molhado se misturando aos gemidos. Os sucos da boceta dela escorriam pelo pau dele e gotejavam nos degraus de concreto, formando uma poça pequena sob os pés deles.

Ela soltou um gemido agudo e involuntário quando a glande atingiu o fundo do útero. As pernas tremeram. A boceta espremeu o pau dele em espasmos — contraindo, pulsando, molhando a base com mais líquido enquanto ela gozava alto, o som reverberando nos andares vazios.

Ele enterrou até o talo e gozou. Jatos de porra quente encheram a boceta dela por dentro, cada pulsação arrancando um gemido mais baixo da garganta dele. A porra escorreu da boceta dela e gotejou no degrau de concreto.

Ele recuou devagar. O pau escorregadio saiu da boceta dela com um som molhado e obsceno — um plop úmido que ecoou no silêncio da escada. A glande pingava porra no degrau de concreto, grossas gotas brancas que se juntavam à poça já formada sob os pés deles. As pernas dele tremiam. A respiração voltava aos poucos, ofegante e rouca.

Desconhecida soltou o corrimão frio de ferro. As palmas das mãos estavam vermelhas, marcadas pelo metal gelado. Ela se endireitou nos degraus, puxou o vestido justo para baixo — o tecido manchado de suor e porra grudava nas coxas. Os olhos verdes cravaram nos dele. Não disse nada. Lambeu o lábio inferior, devagar.

Um som distante subiu do andar inferior. Passos. Solas de sapato batendo no concreto, ritmados, aproximando-se.

Os dois imobilizaram. A mão direita dele tremia, ainda apoiada no corrimão. Ela prendeu a respiração. Os passos continuaram por mais três segundos — e então uma porta rangeu e bateu no térreo. Silêncio.

Desconhecida sorriu. Ajeitou o coque frouxo com um gesto lento, virou-se e subiu a escada deserta sem olhar para trás.




  Cléia Fialho

domingo, 25 de janeiro de 2015

VERTIGEM DO DESEJO



O corpo pede sem pudor.
O calor cresce, invade, domina.
Cada toque é incêndio.
Cada beijo é vertigem.
O suor escorre, mistura, se funde.
Não há começo, não há fim.
Só o excesso, só o delírio.

A boca devora.
A língua percorre.
Os dedos exploram territórios secretos.
O prazer explode em ondas sem nome.
A respiração é grito contido.
A pele é território em chamas.
O tempo desaparece, só resta o agora.

Lá fora a chuva cai fria, distante.
Aqui dentro o calor é absoluto.
Nada existe além do ardor.
Nada importa além do gozo.
O mundo se dissolve, só nós dois permanecemos.

Tua nudez inteira se oferece.
Cada gesto é palavra sem voz.
Teu corpo fala em silêncio.
Eu escuto com a pele, com o sangue.
Eu respondo com o corpo inteiro.
Somos linguagem sem letras.
Somos verbo sem tradução.

O desejo não termina.
Ele se prolonga, se repete, se reinventa.
Primeiro o tesão, depois o infinito.
E no infinito, nós dois.
Perdidos, entregues, consumidos.
Corpos em vertigem, pele em fogo.
Prazer sem fronteiras, sem limites.
Delírio eterno.




  Cléia Fialho

sábado, 24 de janeiro de 2015

CORPOS EM CHAMAS



Era noite, e o silêncio ao redor parecia cúmplice da nossa entrega.
Eu te esperava, pele quente, respiração acelerada,
sabendo que quando teus dedos me tocassem,
meu corpo se abriria como flor selvagem.

Teu olhar me atravessou,
e antes mesmo de qualquer palavra,
já estávamos presos no feitiço da luxúria.
Tua boca encontrou a minha,
línguas se enroscaram num jogo proibido,
gemidos abafados se misturaram ao ar.

Teus dedos exploraram cada curva,
desenhando caminhos secretos,
fazendo minha pele vibrar em ondas.
Minha boca murmurava teu nome,
meu ventre pedia tua invasão,
meu corpo clamava por tua posse.

E quando finalmente me penetrou,
o mundo deixou de existir.
Era só o ritmo selvagem,
o vai e vem profundo,
o suor escorrendo,
o som dos nossos gemidos
ecoando como música profana.

Eu te segurava forte,
minhas unhas cravadas em tua pele,
meus seios colados ao teu peito,
meu corpo inteiro entregue ao teu domínio.
Cada estocada era um golpe de prazer,
cada suspiro, uma confissão de pecado.

No auge, lágrimas me escaparam,
não de dor, mas de excesso,
de um gozo tão avassalador
que me fez perder o controle.
E tu, ao perceber, me envolveste mais,
meu corpo tremia,
minha alma ardia,
meu prazer se tornava infinito.

Quando explodimos juntos,
não havia começo nem fim,
apenas fogo, apenas loucura,
apenas nós dois,
perdidos em êxtase,
devorados pela própria luxúria.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

DELÍCIA PROIBIDA



Ajoelhei-me, rendida ao teu poder.
Teu zíper descia, revelando o tesouro proibido.
Com a boca, acolhi-te, absorvendo tua essência.
Cada movimento uma explosão de prazer um convite ao pecado.

Senti-te crescer, pulsar, meu desejo aumentando.
Minhas mãos, alheias, percorriam tua pele, 
encontrando lugares secretos.
Cada toque era um passo mais perto do abismo, 
onde só o prazer nos guiava.
Tua respiração acelerou, sinal do que estava por, 
um clímax que prometia ser avassalador.

Os olhos fechados, 
mergulhei ainda mais nessa dança de pecados.
Tua mão em meu cabelo, 
guiando o ritmo, o controle perfeito.
O sabor intenso, a textura excitante, 
cada detalhe me levava mais fundo.
Senti-te tremer, sinal do que estava por, 
um momento pura entrega.

Quando enfim chegaste ao clímax, 
foi como um explosão, ondas de prazer que nos encharcaram.
Ajoelhei-me, dominada, mas satisfeita, 
tendo vivido um momento de pura intimidade.
Cada segundo, cada toque, cada respiração.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

TEMPESTADE DE PRAZER



Entro no quarto ainda molhada da noite.
O casaco cobre minha pele, mas teus olhos já me despem.
Queres descobrir o que escondo, mas me detenho.
O desejo em teu olhar me provoca.

O tecido se abre, o cinto se solta.
Meus seios surgem como promessa.
Meus mamilos endurecem sob tua fome.
E tua excitação cresce, evidente, latejante.

Deixo cair a capa ao chão.
Nua, caminho até ti.
Meus quadris desenham o ritmo.
Viro-me, ofereço minha carne diante do teu rosto.
Tua língua explora, tua boca devora.
Espalhas minhas nádegas, lambes meu segredo.
Abres meus lábios, mergulhas em minha gruta.
E eu me abro mais, pronta para tua invasão.

Sento em teu rosto, minha boceta escorre.
Minhas mãos libertam tua ereção.
Minha boca te envolve, encaixe perfeito.
Estamos em sessenta e nove,
tua língua em mim, minha boca em ti.
O ritmo acelera, gemidos se cruzam.
Explosões de gozo nos atravessam.

Agora me tomas no sofá.
Teu pau invade minha fenda,
minha bunda repousa em teus quadris.
Ondulo, cavalgo, mudo posições.
Sou cachorrinha, sou selvagem, sou tua.
Meus seios balançam livres,
tuas estocadas me fazem vibrar.

Viramos, nos dobramos, nos erguemos.
Cara a cara, tua rola saboreia minha boceta.
O ritmo cresce, a pressão explode.
Gozamos juntos, em delírio, em transe.

Teu corpo se rende, tua dureza se desfaz.
Minha lascívia se aquieta.
Mas o fogo permanece aceso,
pronto para nos consumir outra vez.




  Cléia Fialho

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

OBSESSÃO DO CORPO



Leva-me ao abismo do desejo, 
onde cada toque é um fogo que consome. 
Quero sentir tua pele queimar a minha, 
cada respiração entrelaçada, 
cada suspiro que nos aproxima.

Tuas mãos, como chamas, incendeiam minha alma, 
deixando-me perd no teu olhar. 
Quero que a noite seja um sonho sem fim, 
onde o prazer é a única realidade.

Deixa-me mergulhar no teu braço, 
onde o tempo para e o mundo desaparece. 
Quero sentir cada centímetro do teu corpo contra o meu, 
cada movimento que nos leva mais fundo.

Vou me entregar aoírio, deixar que a paixão me domine. 
Esta noite, somos um, perdidos no labirinto do desejo, 
onde o prazer é a única saída.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

CORPO A ARDER



Tuas mãos, como asas de seda, deslizam sobre mim, 
despertando cada centímetro da minha pele. 
O toque que ofereces é uma dança lenta e envolvente, 
um convite ao pecado que não consigo recusar.

Sinto o calor do teu pressionando contra o meu, 
e cada movimento que fazes é um convite a explorar mais, 
a perdermos o controle juntos. 
Teu olhar, cheio de intenção, 
promete prazeres que mal posso descrever.

Quero sentir tua pele contra a minha, 
os nós dos dedos traçando caminhos
 proibidos que exigem mais e mais. 
Cada carícia é um fogo que consome, 
cada beijo um passo mais próximo
do paraíso que desejamos.

Deixa-me mergulhar no teu abraço, 
onde o mundo exterior não existe. 
Quero que a noite seja nossa, 
que não haja limites nós, 
apenas a dança do desejo que nos une.




  Cléia Fialho

domingo, 18 de janeiro de 2015

O CALOR QUE NOS DEVORA



O calor se espalha
como mel escaldante
sobre a pele nua,
queimando razão,
dissolvendo vergonhas,
despertando feras.

A vontade pulsa selvagem,
um tambor primitivo
nas veias inflamadas,
implacável, faminta,
voraz, insaciável,
implorando mais.

Olhos devoram sem pudor,
mãos exploram sem piedade,
línguas traçam mapas
secretos e proibidos
de prazer no âmago.

Cada respiração é gemido
disfarçado, cada toque é fogo
que se multiplica,
corpos entregues
numa dança antiga
de submissão absoluta.

Na eternidade liquefeita
do desejo, a pele fala
mais que palavras,
suor brilha como ouro
derretido sobre arcos
e curvas ofegantes.

Dois seres se dissolvem
num só ser pulsante
e ardente, numa chama
que não pede permissão
para arder, numa entrega
total, infinita, delirante,
completa.




  Cléia Fialho

sábado, 17 de janeiro de 2015

CORPO DE TRANSGRESSÃO



Todo seu corpo chega a ser um pecado de carne viva
Um convite suado à paixão que lateja e exige
Ao desejo ardente que queima a roupa e a razão
Em seus lábios eu sinto o gosto lambuzado de mel e sexo
Que me transporta para um mundo onde o verbo é tocar
E o resto do mundo apaga e deixa de existir.

Desço pela curva do teu pescoço tenso
Mordendo cada centímetro que pulsa e chama
Minhas mãos traçam fronteiras que se perdem na tua pele
Enquanto o lençol enrola e sufoca nossos gritos roucos
Não há mais pecado que não seja sagrado aqui dentro
Não há gosto que não seja liturgia de boca aberta

Tua cintura arqueia-se como um arco pronto para soltar
E eu solto o verbo em gemidos que não traduzem nada
Senão o fogo que sobe e consome o ar que ainda sobra
Seu corpo é igreja e profanação simultânea
Onde eu me ajoelho e te devoro como oração final
Lambuzo-me em ti e volto a começar do princípio do delírio

Cada mordida um mapa, cada toque um grito abafado
Não há mundo diferente senão esse quarto escuro e úmido
Onde o tempo desacelera e o suor escreve o destino
Nossas línguas dançam e tateiam o limite da lucidez
Perdendo a forma, encontrando a fome
A noite é longa e o pecado é feito para ser repetido
Até que a carne não saiba mais 
onde ela termina e onde eu começo.




  Cléia Fialho