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terça-feira, 31 de março de 2015

O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo III




A PENETRAÇÃO QUE RASGA

Meus dedos ainda estão úmidos, suspensos no ar frio, quando ele desce a mão até o pau. 
A pele queima contra minha palma, rígida, pulsante, viva. 
Ele envolve meus dedos com os dele e aperta, forçando a pressão na base, e o gemido que escapa da garganta dele é rouco, curto, engolido pelo silêncio do quarto. 
Sinto cada batida do sangue sob a pele esticada, o calor

segunda-feira, 30 de março de 2015

O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo II




A BOCA QUE RECOLHE

Ainda flutuo naquele torpor quente que o corpo dele deixou em mim, os lençóis amassados grudando na pele úmida das costas. 
A luz fraca da janela desenha contornos preguiçosos no quarto, mas é o peso da mão dele se aproximando do meu seio exposto que me ancora de volta ao presente.

domingo, 29 de março de 2015

O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo I




A ESPIRAL QUE DESMANCHA

Ainda flutuo naquele torpor quente que o corpo dele deixou em mim, os lençóis amassados grudando na pele úmida das costas. 
A luz fraca da janela desenha contornos preguiçosos no quarto, mas é o peso da mão dele se aproximando do meu seio exposto que me ancora de volta ao presente.

terça-feira, 24 de março de 2015

QUANTAS VEZES PENSANDO EM MIM




A luz da rua cortava o quarto em fatias laranja, e você olhou para o chão antes de falar.

— Quantas vezes você se masturbou pensando em mim?

Sua voz falhou na última palavra. 
O silêncio que veio depois foi absoluto — a casa inteira parecia prender a respiração.

sexta-feira, 20 de março de 2015

INCÊNDIO NA PELE




Entro no espaço e o ar já queima.
Meu corpo ainda úmido da noite,
meus olhos te procuram, meus lábios te chamam.

Teu olhar me despedaça, teu desejo me desnuda.

quinta-feira, 19 de março de 2015

A SEIVA QUENTE LUBRIFICA

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sábado, 14 de março de 2015

AÇOITES NA MADRUGADA




As cordas mordem meus pulsos contra a cabeceira de ferro.
Puxo uma vez, só para sentir o couro cravar na pele já vermelha 
— o ardor me arranca um suspiro curto.
Ele está de pé ao lado da cama, os olhos escuros percorrendo meu corpo nu como se lesse cada centímetro de pele exposta.
Não diz nada.

segunda-feira, 9 de março de 2015

AS MARCAS DO TEU CORPO




Tento empurrar o peito dele, mas suas mãos largas fecham meus pulsos e os prendem acima da minha cabeça.
O peso do corpo dele me afunda no colchão.
Ele aperta meus quadris com força, os dedos cravando até a pele arder 
— as primeiras marcas vermelhas já nascem ali.

domingo, 8 de março de 2015

CORPO EM FÚRIA




Ela se abre como fera indomável.  
Não há delicadeza, só urgência.  
As roupas são rasgadas, não retiradas.  
A boca encontra a carne com brutalidade.