TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 31 de março de 2015

O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo III



A PENETRAÇÃO QUE RASGA

Meus dedos ainda estão úmidos, suspensos no ar frio, quando ele desce a mão até o pau. 
A pele queima contra minha palma, rígida, pulsante, viva. 
Ele envolve meus dedos com os dele e aperta, forçando a pressão na base, e o gemido que escapa da garganta dele é rouco, curto, engolido pelo silêncio do quarto. 

Sinto cada batida do sangue sob a pele esticada, o calor 
ecoando o que ainda queima na minha boca, na minha língua, na memória do gosto que ele engoliu. 
Meus dedos deslizam pela extensão, lentos, reconhecendo a textura, a veia saliente, a umidade que já brota na ponta. 
Ele empurra minha mão para o lado com firmeza, os olhos pesados cravados nos meus, e se posiciona entre minhas coxas.

Ele me posiciona com as coxas abertas, os joelhos dobrados, e a cabeça do pau desliza pela minha fenda encharcada, uma vez, duas, espalhando a umidade que já escorre de mim. 
O toque é quente e duro contra os lábios inchados, e meu corpo inteiro estremece na antecipação. 
Então ele entra de uma vez.

O ar some dos meus pulmões. 
A penetração me rasga por dentro, funda, completa, preenchendo cada centímetro vazio que o orgasmo anterior deixou. 
Minhas costas arqueiam para fora do colchão, a coluna curvando num espasmo involuntário, e o gemido que sai de mim é rouco, quebrado, engolido pelo som molhado da minha boceta recebendo ele até a base.

Ele agarra meus quadris com as duas mãos, os dedos cravando na carne, e bombeia sem pausa. 
O ritmo é brutal desde a primeira estocada, profundo, rápido, os quadris dele batendo contra os meus com um estalo seco que se mistura ao som obsceno da minha boceta sugando o pau. 
Cada investida arranca um ruído molhado, um chupão reverso que ecoa no silêncio do quarto.

Meus seios balançam com o impacto, a pele ainda brilhante de saliva, os mamilos duros esfregando contra o peito dele a cada vaivém. 
O movimento é hipnótico, carne contra carne, o peso deles subindo e descendo no mesmo ritmo das estocadas que me partem ao meio. 
Meus gemidos saem involuntários, curtos, no mesmo compasso da penetração, e eu não consigo parar de olhar para baixo, para o ponto onde nossos corpos se encontram.

O pau entra e sai brilhando, coberto de mim, e o gozo escorre pela base, ensopando os lençóis já encharcados. 
O som é molhado, sujo, e a cada investida minha boceta aperta mais forte, sugando ele para dentro como se quisesse engolir o corpo inteiro. 
Meu corpo se contrai no limiar do orgasmo, a boceta apertando ele como uma garra.

A boceta aperta num espasmo violento e eu gozo gritando, o líquido quente jorrando contra a base do pau dele enquanto meu corpo inteiro convulsiona. 
Ele estoca fundo uma última vez e geme grave, o pau pulsando dentro de mim enquanto o esperma quente me enche até transbordar. 
Quando ele se recosta, devagar, o esperma escorre pela minha fenda, descendo pelo pau mole, pingando no lençol já encharcado. 
Nossos corpos desabam juntos, grudados pelo suor e pelos fluidos, a respiração ofegante preenchendo o silêncio. 
Meus dedos traçam um círculo lento no ombro dele, e ele fecha os olhos, os dois engolindo o silêncio saciado.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 30 de março de 2015

O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo II



A BOCA QUE RECOLHE

Ainda flutuo naquele torpor quente que o corpo dele deixou em mim, os lençóis amassados grudando na pele úmida das costas. 
A luz fraca da janela desenha contornos preguiçosos no quarto, mas é o peso da mão dele se aproximando do meu seio exposto que me ancora de volta ao presente.

A ponta do dedo indicador toca a borda da auréola e o mundo encolhe até caber naquele ponto exato. 
Ele não tem pressa — desenha círculos lentos, constantes, orbitando o bico sem nunca alcançá-lo. 
O movimento circular me desmancha por dentro, cada volta mais próxima, cada volta mais impossível de suportar.

Prendo a respiração quando sinto o mamilo endurecer sozinho, projetando-se contra o ar como se implorasse pelo toque que ele ainda não me dá. 
Minhas costas arqueiam involuntárias, empurrando o seio contra a mão firme que me contorna sem ceder.
O dedo dele para no bico duro, e eu sei que a boca vem a seguir.

O dedo dele ainda está parado sobre o mamilo duro quando ele abaixa a cabeça. 
O calor da respiração chega primeiro — um bafo quente que me faz tremer inteira antes mesmo do contato. 
Então os lábios selam ao redor do bico ereto e o mundo estoura em luz atrás das minhas pálpebras.

A boca suga com pressão firme, ritmada, e a língua lambe a ponta em movimentos lentos que contradizem a força da sucção. 
Solto um gemido curto, embargado, e minhas costas descolam do colchão. 
A saliva quente se espalha pela auréola enquanto a língua gira em espiral — o mesmo movimento circular do dedo, agora úmido e devastador.

Agarro os cabelos dele com as duas mãos e cravo as unhas no couro cabeludo. Puxo com força, e o gemido grave que ele solta contra meu seio vibra direto na minha espinha. 
A boca não desacelera — suga mais fundo, lambe mais rápido, e a espiral da língua me desmancha em ondas que descem pelo ventre.

O orgasmo me atinge sem aviso. Um gemido alto e incontrolável escapa da minha garganta enquanto a umidade jorra da minha boceta, encharcando os lençóis entre as coxas. 
Meu corpo estremece em espasmos violentos, e é nesse instante que os dentes dele roçam o mamilo — a pontada de dor atravessa o prazer e arranca de mim um segundo gemido, rouco e partido.

O líquido vaginal escorre pela fenda, molhando o tecido debaixo do meu quadril, e eu convulsiono contra a boca que não me solta. 
A língua dele ainda lambe, ainda suga, ainda gira em círculos sobre o bico hipersensível enquanto o orgasmo me devora por dentro. 
A boca permanece selada no meu seio, engolindo o último estremecimento do meu corpo.

Meus músculos afrouxam de uma vez. 
O corpo desaba contra os lençóis encharcados, o peito ainda subindo e descendo em arrancos. 
A boca dele se solta devagar — sinto cada milímetro da despedida — e quando ele levanta a cabeça, um fio de saliva quente conecta seus lábios ao meu mamilo ainda duro. 
O fio estica, brilha na luz fraca, e se rompe. 

Ele respira fundo, os olhos fixos no meu rosto. Eu toco o próprio seio. 
Os dedos encontram a pele molhada, o calor residual da boca dele impregnado na auréola. Pressiono de leve e a umidade espalha. 
Meu quadril relaxa e as coxas se abrem, deixando o ar tocar a umidade vaginal que gruda na pele, fresca contra o calor que ainda pulsa. 
O dedo traça um círculo lento ao redor do bico do seio, espelhando o toque dele.

A mão dele envolve meu pulso antes que eu complete o segundo círculo. 
Os dedos são firmes, quentes, e interrompem o movimento com uma precisão que me faz prender a respiração. 
Ele não diz nada, apenas puxa minha mão para cima, afastando os dedos do mamilo ainda molhado. 
A umidade brilha na ponta dos meus dedos, o resíduo da boca dele misturado ao calor da minha pele. 
Meu braço segue o comando sem resistência, entregue, e eu observo o trajeto da minha própria mão sendo guiada até o rosto dele.

Os lábios dele estão entreabertos, ainda úmidos, e a língua sai devagar, a ponta rosada toca meu dedo indicador primeiro. 
O contato é quente, macio, e a língua desliza pela polpa do dedo recolhendo a umidade da auréola. 
O gosto sou eu. 
O gosto é o leite que não saiu mas que impregnou a pele, o sal do suor, o resquício da saliva dele mesmo. 
A língua contorna a unha e desce pela lateral do dedo, lambendo cada milímetro com uma lentidão que parece oração.
Então os lábios se fecham ao redor dos meus dois dedos.

A boca dele suga com uma pressão lenta e profunda, o vácuo puxando a pele molhada para dentro. 
Sinto o calor da cavidade, a textura da língua se enrolando entre meus dedos, girando, saboreando. 
O gemido que ele solta vibra contra as pontas dos meus dedos e percorre minha mão até o pulso, um zumbido abafado que sobe pelo braço e se aninha na base da minha garganta. 
A saliva dele escorre pela base dos meus dedos, morna e viscosa, descendo até as juntas enquanto ele suga mais fundo.

Meus dedos deslizam para dentro e para fora da boca dele no ritmo que ele impõe, e a língua não para, gira, lambe, pressiona a pele entre os dentes com uma delicadeza que contrasta com a força da sucção. 
O som é molhado, obsceno, um chupar contínuo que preenche o silêncio do quarto. 
Ele fecha os olhos por um instante, as pálpebras pesadas, e o gemido sobe de tom quando a língua encontra o espaço entre meus dedos, recolhendo o último vestígio do gosto quente.

A garganta dele se move num clique seco quando engole. 
O som é audível, íntimo, e eu sinto o gosto descendo quente pela garganta dele enquanto meus dedos ainda estão dentro da boca. 
Ele engole o que era meu, o que estava em mim, e o ato é tão deliberado que meu quadril se contrai contra os lençóis encharcados.

Os lábios dele deslizam para fora dos meus dedos com um selar molhado. 
O ar frio do quarto toca a pele agora brilhante de saliva, e o contraste entre o calor da boca e a frieza súbita me arrepia até o couro cabeludo. 
Meus dedos permanecem suspensos no ar, úmidos e inúteis, enquanto ele me encara. 
Ele engole de novo, a garganta subindo e descendo, e os olhos não desgrudam dos meus, a língua passando devagar pelo lábio inferior.




  Cléia Fialho

domingo, 29 de março de 2015

O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo I



A ESPIRAL QUE DESMANCHA

Ainda flutuo naquele torpor quente que o corpo dele deixou em mim, os lençóis amassados grudando na pele úmida das costas. 
A luz fraca da janela desenha contornos preguiçosos no quarto, mas é o peso da mão dele se aproximando do meu seio exposto que me ancora de volta ao presente.

A ponta do dedo indicador toca a borda da auréola e o mundo encolhe até caber naquele ponto exato. 
Ele não tem pressa — desenha círculos lentos, constantes, orbitando o bico sem nunca alcançá-lo. 
O movimento circular me desmancha por dentro, cada volta mais próxima, cada volta mais impossível de suportar.

Prendo a respiração quando sinto o mamilo endurecer sozinho, projetando-se contra o ar como se implorasse pelo toque que ele ainda não me dá. 
Minhas costas arqueiam involuntárias, empurrando o seio contra a mão firme que me contorna sem ceder.
O dedo dele para no bico duro, e eu sei que a boca vem a seguir.

O dedo dele ainda está parado sobre o mamilo duro quando ele abaixa a cabeça. 
O calor da respiração chega primeiro — um bafo quente que me faz tremer inteira antes mesmo do contato. 
Então os lábios selam ao redor do bico ereto e o mundo estoura em luz atrás das minhas pálpebras.

A boca suga com pressão firme, ritmada, e a língua lambe a ponta em movimentos lentos que contradizem a força da sucção. 
Solto um gemido curto, embargado, e minhas costas descolam do colchão. 
A saliva quente se espalha pela auréola enquanto a língua gira em espiral — o mesmo movimento circular do dedo, agora úmido e devastador.

Agarro os cabelos dele com as duas mãos e cravo as unhas no couro cabeludo. 
Puxo com força, e o gemido grave que ele solta contra meu seio vibra direto na minha espinha. 
A boca não desacelera — suga mais fundo, lambe mais rápido, e a espiral da língua me desmancha em ondas que descem pelo ventre.

O orgasmo me atinge sem aviso. 
Um gemido alto e incontrolável escapa da minha garganta enquanto a umidade jorra da minha boceta, encharcando os lençóis entre as coxas. 
Meu corpo estremece em espasmos violentos, e é nesse instante que os dentes dele roçam o mamilo — a pontada de dor atravessa o prazer e arranca de mim um segundo gemido, rouco e partido.

O líquido vaginal escorre pela fenda, molhando o tecido debaixo do meu quadril, e eu convulsiono contra a boca que não me solta. 
A língua dele ainda lambe, ainda suga, ainda gira em círculos sobre o bico hipersensível enquanto o orgasmo me devora por dentro. 
A boca permanece selada no meu seio, engolindo o último estremecimento do meu corpo.

Meus músculos afrouxam de uma vez. 
O corpo desaba contra os lençóis encharcados, o peito ainda subindo e descendo em arrancos. 
A boca dele se solta devagar — sinto cada milímetro da despedida — e quando ele levanta a cabeça, um fio de saliva quente conecta seus lábios ao meu mamilo ainda duro. 
O fio estica, brilha na luz fraca, e se rompe. 
Ele respira fundo, os olhos fixos no meu rosto. 

Eu toco o próprio seio. 
Os dedos encontram a pele molhada, o calor residual da boca dele impregnado na auréola. 
Pressiono de leve e a umidade espalha. 
Meu quadril relaxa e as coxas se abrem, deixando o ar tocar a umidade vaginal que gruda na pele, fresca contra o calor que ainda pulsa. 
O dedo traça um círculo lento ao redor do bico do seio, espelhando o toque dele.




  Cléia Fialho

sábado, 28 de março de 2015

FESTA DOS CORPOS


Nas delícias da carne não há limites,
minha boca percorre teu falo inteiro,
da ponta até o peso das tuas entranhas,
enquanto tua língua mergulha em minha gruta,
explorando cada segredo, cada fresta.

Chupar e ser chupada, um banquete sem igual. Desfazemos o enlace do sessenta e nove, partimos para a dança selvagem da penetração.

No gingado da foda, eu me perco, gemidos escapam, gritos rasgam o ar. Na intimidade, tudo é permitido, teu corpo me invade, me consome.

Hora por baixo, hora por cima, trepar é arte, e eu sou tela viva. Cada posição é encaixe perfeito, cada ritmo é explosão de prazer.

O suor escorre, o frenesi nos envolve, teus braços me prendem com firmeza, meu corpo se abre em delírio. E juntos, em êxtase, gozamos como se fosse a última vez.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 27 de março de 2015

DONO DO MEU ÊXTASE


Tu entras sorrateiro, me vês pelo vidro, espuma em minhas coxas, minha bunda firme, minhas curvas de amazona.
De repente, tua mão tapa minha boca, me encostas contra a parede molhada.

Teu joelho abre minhas pernas, teus dedos mergulham em minha fenda, levas meu sabor à minha boca, me beijas com meu próprio néctar.
Sou fêmea em cio, molinha, entregue, fingindo fugir, mas tu me dominas, me levas ao colo, me deitas na bancada, minhas pernas abertas em teus ombros.

Tua língua devora minha gruta, meus gemidos são descompassados, meu corpo se contorce, gozo múltiplas vezes em tua boca faminta.

Imploro tua penetração, mas tu negas.
Me ergues, me pões de joelhos, teu falo rígido diante de mim.
Seguro-o como troféu, beijo, mordisco, lambo cada detalhe.
Chupo como picolé, tu me seguras forte, me engasgas com tua dureza.
Urros, gemidos, tua porra explode em minha garganta, engulo, limpo, continuo sugando.

Deitamos em sessenta e nove, minha língua percorre teu corpo, do saco ao bumbum, tua boca em minha vulva.
Depois, tu te sentas, mandas-me cavalgar, sou tua escrava, cavalo selvagem, dedo em meu bumbum, loucura sem fim.

Mas tu queres mais: me encostas na parede, creme escorrendo, teu pau lubrificado.
Minha bunda treme, dói, choro, mas tu me mordes o pescoço, apertas meus seios.
A cabeça entra, a dor cessa, o prazer cresce, tu me dominas.

Palavrões, gemidos, delírio.
Tu gozas quente dentro de mim, me seguras forte, me declaras tua vadia, tua posse.

Agora tenho um dono.
Sou tua, sempre que quiseres, cheirosa, pronta, marcada.
Deitada, arrombada, feliz, sou tua escrava do prazer.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 26 de março de 2015

DEGUSTAÇÃO PROIBIDA


Venha… me ofereço inteira, entre sabores de tentação, sou recheio pronto para tua boca, sou delícia que te chama.

Saboreia-me, devora-me, lambe, morde, suga, meu néctar escorre, te espera como vinho raro.

Quero provar tua pele, sentir teu cheiro, degustar cada pedaço teu, te dar prazer sem pressa, como especiaria fina, como banquete secreto.

Minha boca faminta te envolve, tua carne rígida pulsa quente, sou fome de ti, sou gula sem limites.

Quando teu creme jorrar em mim, quero cada gota, quero tua explosão, quero tua essência em minha boca.

E tu me saboreias também, descobrindo minha gruta, lambendo meu grelinho, provocando gemidos, meus quadris rebolando, meu mel escorrendo, meu corpo em vulcão.

Somos dois em um só corpo, sem fronteiras, sem tempo, dominando e sendo dominados, perdidos em luxúria.

Não importa o lugar, não importa a hora, importa apenas o gozo misturado, nosso êxtase.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 25 de março de 2015

FOGO NO SOFÁ



Banho tomado, corpos separados, mas no sofá o destino nos uniu.
Um filme passava, mas tua mão ousada subia por minhas pernas, meu arrepio denunciava o desejo.

Teus dedos exploravam por cima da calcinha, logo entravam, quentes, penetrando minha fenda.
Minha vontade era rasgar a roupa, mas contive, paciente, até tua boca encontrar a minha.
O beijo era febre, melhor que antes, cinco anos não apagaram o fogo.

Na cama, teus lábios desciam, meus seios, minha barriga, até tua língua mergulhar em minha gruta.
Meu corpo se contorcia, meu grelinho era alvo de tua boca faminta, meus gemidos eram delírio.

Minha mão buscava teu falo, quando o senti rígido, minha boca queria provar.
Lambi, mordi, suguei, como se fosse manjar eterno.
Mas eu queria mais: queria sentir-te inteiro dentro de mim.

Tu lias meu pensamento, me puxaste, me invadiste, teu pau todo em minha boceta, me deixando louca, brincando com a cabecinha, provocando-me até implorar por força.

E assim foi: estocadas firmes, suor escorrendo, meu sonho se realizava, eu era tua putinha, tua safada, rebolando gostoso em tua carne.

E ainda, em silêncio, meu corpo ardia de vontade de sentir-te também em meu bumbum.
Desejo escondido, luxúria sem fim, fogo que nunca se apaga.





  Cléia Fialho

terça-feira, 24 de março de 2015

QUANTAS VEZES PENSANDO EM MIM



A luz da rua cortava o quarto em fatias laranja, e você olhou para o chão antes de falar.

— Quantas vezes você se masturbou pensando em mim?

Sua voz falhou na última palavra. 
O silêncio que veio depois foi absoluto — a casa inteira parecia prender a respiração.
Ela não desviou o olhar. 
Os olhos escuros pesaram sobre você por um tempo que doeu.

— Vinte e três.

O número saiu exato, seco, como se ela já tivesse contado antes. 
Você abriu a boca, mas ela já estava se movendo. 
As mãos agarraram seus ombros e suas costas bateram na parede com um baque surdo. 
A coxa dela pressionou o meio das suas pernas, o tecido da calça quente contra você.

Você segurou os quadris dela com as duas mãos, os dedos cravando a carne por cima da roupa. 
Ela soltou o ar devagar, os olhos fixos nos seus, e puxou sua camisa por cima da cabeça, jogando no chão.

A camisa voou para o canto escuro. 
Ela já estava arrancando a sua calça, os dedos rápidos no botão, no zíper, puxando o tecido pelas suas coxas até você ficar só de cueca, o pau duro marcando o algodão. 
Você tentou alcançar a blusa dela, mas ela empurrou seu peito com a palma aberta e você caiu de costas no colchão, o corpo afundando no lençol frio.

Ela tirou a própria roupa em dois movimentos 
— blusa por cima da cabeça, calça jogada no chão com um chute. 
A luz da rua pintou as sardas nos ombros dela de laranja, os seios pesados balançando quando ela subiu na cama e montou sobre você, os joelhos cravados no colchão dos lados dos seus quadris.

A boca dela desceu no seu pescoço 
— língua quente, dentes mordendo a pele logo abaixo da orelha. 
Você gemeu, as mãos subindo pelas costas dela, sentindo os músculos se moverem sob a pele. 
Ela lambeu a marca que deixou e soprou ar quente, e você sentiu os dedos dela abrirem suas nádegas, as unhas arranhando de leve.

— Vinte e três 
— ela sussurrou contra seu ouvido. 
— E agora vou te foder cada uma delas.

A mão dela desceu entre os corpos e agarrou seu pau, guiando a cabeça molhada de volta para a entrada da boceta. 
Você sentiu os lábios carnudos se abrirem, o calor úmido engolindo a glande, e ela desceu de uma vez até a base, a boceta apertada espremendo cada centímetro. 
O som que saiu da sua garganta foi um gemido rouco, os quadris empurrando para cima por instinto.

Ela começou a cavalgar.
Rápido. Brutal. 
As coxas grossas batendo nas suas com estalos molhados, o líquido vaginal escorrendo pela base do pau e ensopando seus pelos. 
Ela subia até a glande quase escapar e descia com força, os músculos da boceta apertando a cada descida, tirando outro gemido seu, mais alto, mais quebrado. 
Você agarrou os seios dela com as duas mãos, os polegares esfregando os mamilos duros, e ela jogou a cabeça para trás, o cabelo preto balançando na altura do queixo.

— Isso, geme pra mim 
— a voz dela saiu autoritária e calma, mas a respiração estava presa no peito.

Você empurrou os quadris para cima, encontrando as estocadas dela no ar, o pau batendo fundo, e ela mordeu seu ombro 
— os dentes cravando na pele, a dor quente se misturando com o prazer. 
O gemido abafado dela vibrou contra sua carne, e você sentiu a boceta pulsar ao redor do seu pau, os espasmos do orgasmo dela espremendo você.

Seu corpo arqueou. 
Você agarrou os quadris dela e meteu fundo uma, duas, três vezes, e gozou com um gemido alto, o esperma quente jorrando contra o colo do útero enquanto a boceta dela apertava e pulsava, tirando cada gota.
O pau escorregou da boceta e o esperma escorreu pelas coxas dela.

Ela deslizou o corpo suado sobre o seu peito, a pele quente grudando na sua, e você sentiu o esperma escorrer das coxas dela e pingar morno no seu ventre. 
A luz da rua cortava o quarto em laranja, iluminando as sardas nos ombros dela. 
Você passou a ponta dos dedos por cada uma, o toque leve e lento, e ela respirou fundo contra o seu pescoço. 
Com a voz rouca e gasta, ela sussurrou o número exato no seu ouvido. Você fechou os olhos.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 23 de março de 2015

CHEIRO DE PECADO


Teu aroma de macho desperta meus instintos,
nua diante de ti, coxas abertas,
sentada na cama, obscena e entregue,
acaricio minha fenda, provoco teu desejo,
incendio tua libido com meu ritual de prazer.

Minha gruta úmida pulsa em ondas, sou gemidos, suspiros, delírio sem fim, meu corpo se abre em febre, sou chama que te enlouquece.

Quero tua boca buscando a minha, teu falo rígido invadindo minhas entranhas, entrando e saindo em ritmo indecente, profundo, arrebatador, nos envolvendo em luxúria, nos consumindo em êxtase.

Teus estocadas me rasgam em delírio, meus quadris se movem em frenesi, sou tua presa, tua fêmea, tua luxúria.

Cada gemido é um grito de entrega, cada gozo é um incêndio que nos consome. Minha boca busca teu sabor, meu corpo implora tua invasão.

Tu me dominas, eu te devoro, somos feras em cio, perdidos em prazer sem limites.

E quando teu gozo explode em mim, sou vulcão, sou cachoeira, sou abismo.





  Cléia Fialho

domingo, 22 de março de 2015

TEU DOMÍNIO EM MIM


Teu cheiro me enlouquece,
meu corpo desperta só de te sentir.
Estou nua diante de ti,
coxas abertas, entregue, obscena,
provocando tua fome de macho.

Minha boca implora a tua, minhas mãos buscam tua pele quente, arde em mim o desejo de te possuir. Toco teu pau rígido, sinto o calor pulsando, provoco até perderes o controle.

Quero lamber tua cabeça, sentir teu gosto em minha língua, te ouvir gemer em minhas mãos. Minha boca desafia teus pudores, engole tua carne inteira, entrando e saindo em ritmo indecente, profundo, selvagem, arrebatador.

Sou tua mulher, tua luxúria, me entrego, me abro, te consumo até o êxtase. E quando teu gozo se mistura ao meu, não há começo nem fim, apenas nós dois, perdidos em prazer sem limites, selvagens, famintos, eternos.





  Cléia Fialho

sábado, 21 de março de 2015

EU TE QUERO TODO


Vem aqui...
Deixa-me explorar teu corpo,
acariciar teu peito firme,
beijar tua pele quente,
saborear o gosto da tua boca, 
afogar-me nas ondas do teu desejo.

Vem agora… Faz de mim tua fonte de prazer, desliza por minhas curvas, aquece meu ventre com teu calor, roça tua carne na minha, ancora nos meus lábios, enquanto minha língua faminta desafia teus limites.

Vem depressa… Escorre devagar, pincela meu rosto com tua rigidez, deixa o perfume do teu gozo invadir minhas narinas, alimentando meu instinto selvagem.

Venha meu bem… Deita-me, abre-me, consome-me, faz do meu corpo teu brinquedo proibido, explora, devora, me leva ao caos, arranca de mim gemidos profundos, faz-me gozar até perder a razão, inunda minhas entranhas com teu néctar quente.

E quando nossos corpos se fundirem, não haverá começo nem fim, apenas luxúria sem fronteiras, prazer selvagem, êxtase arrebatador.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 20 de março de 2015

INCÊNDIO NA PELE



Entro no espaço e o ar já queima.
Meu corpo ainda úmido da noite,
meus olhos te procuram, meus lábios te chamam.

Teu olhar me despedaça, teu desejo me desnuda.
Cada gesto abre caminho, cada toque acende faíscas.
Meus seios se erguem sob tua fome, meus mamilos se tornam brasas.
Minha carne se abre em convite, minha fenda pulsa em espera.

Tua língua percorre meu segredo, tua boca devora minha febre.
Eu me arqueio, eu me entrego, sou selvagem, sou tua, sou fogo.
Tu me invades com força, teu corpo se funde ao meu.
Ondulo, cavalgo, mudo posições, sou cachorrinha, sou rainha, sou abismo.

Meus seios balançam livres, tuas estocadas me fazem vibrar.
O ritmo cresce, o clímax explode, gemidos se cruzam, gozos se misturam.
No fim, somos apenas dois corpos, marcados pelo prazer,
consumidos pela luxúria, devorados pelo incêndio da pele.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 19 de março de 2015