TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




sábado, 30 de maio de 2015

OS AMORES SECRETOS



O  s envolvidos nessa teia de paixão e malícia,
S  ão cúmplices de um amor que não pode ser revelado,

A  caricio tua pele com desejos ardentes,
M  ovimentos suaves, prazeres envolventes,
O  scilando entre segredos e emoções,
R  endidos a amores clandestinos e paixões.
E  scuto o sussurro dos teus suspiros intensos,
S  entindo o pulsar dos nossos corpos imersos,

S   edentos, Retornamos a nossos amores secretos.
E  ntrelaçados, entregues à luxúria inebriante,
C  umplicidade erótica, dança provocante.
R  evelamos desejos guardados em segredos,
E  ntre lençóis, exploramos nossos enredos,
T  ormentos deliciosos, vícios desvendados,
O  usadia e prazer em amores proibidos.
S  eduzo-te em cada toque, em cada carícia,





  Cléia Fialho

sexta-feira, 29 de maio de 2015

MÁRTIR DO PRAZER



Faço-te mártir dos meus pecados queridos,
Para que entres no céu dos gozos infinitos.
Faço tua boca me encher de prazeres,
Para eu viver de amores e doces deveres.

E ser teu algoz em meus gritos e ais,
Nos suspiros profundos, nos desejos fatais.
Te entrego meus anseios, na dança e no brilho,

Faço-te mártir dos meus pecados queridos,
Para que entres no céu dos gozos infinitos.
Faço tua boca me encher de prazeres,
Para eu viver de amores e doces deveres.

E ser teu algoz em meus gritos e ais,
Nos suspiros profundos, nos desejos fatais.
Te entrego meus anseios, na dança e no brilho,
E sigo teus passos por um invisível trilho.

Entre carícias suaves e promessas ao luar,
Deixo meu coração em teu peito repousar.
Teu nome floresce em meu pensamento,
Como chama serena vencendo o tempo.

E quando a noite derrama seu véu sobre nós,
Unem-se os silêncios, as mãos e as vozes.
Pois és a morada onde encontro abrigo,
Meu sonho mais doce, meu eterno destino.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 28 de maio de 2015

RESSURGIR EM CHAMAS



Teu corpo se debate dentro de mim.
Minha boca se abre em abismo.
Meus lábios envolvem tua carne.
Maciez que se torna fúria.
Rombudo, pulsante, renascendo.

A luta nos deixou exaustos.
Mas ainda molhada, minha fenda te chama.
Teu peso repousa em meu interior.
E o suor se mistura ao gozo.
Meus seios ardem sob tua mordida.
E teu desejo desperta das cinzas.
Como fênix que cresce em fogo.

Sinto tua extensão rasgar meu ventre.
Alongar paredes, invadir espaços.
Circunferência que me abre.
Comprimento que me consome.
Minhas pernas se afastam mais.
Para receber tudo.
Unhas cravam em tuas costas.
Enquanto tuas mãos apertam meus seios.

Agora estás ereto em mim.
Duro, firme, prestes ao clímax.
Teus estocares me atravessam.
Teus gemidos ecoam em meu ouvido.
Sinto tua explosão dentro do meu útero.
Teu aperto desperta minha febre.
Teu gozo pulsa em jorros quentes.
E nós dois nos perdemos nesse desespero prazeroso.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 27 de maio de 2015

ÊXTASE SEM IGUAL



Na minha boca,
Teu falo agasalhado encontra abrigo,
Cresce o teu desejo, 
pulsando poderoso,
Inundando de prazer, 
sem nenhum perigo.

Cada movimento é uma dança sensual,
Que nos leva a um êxtase sem igual,
E na entrega total,
 somos um só ser,
Em um encontro de amor que faz tremer.

O teu falo agasalhado na minha boca,
É o símbolo do amor que nos envolve,
E atração que nos move é tão louca.

Que a razão adormece e o corpo resolve.
Provo-te devagar, sem pressa nem regra,
Sinto-te crescer, teimoso e sedento,
E quando teu prazer transborda e se entrega,
Bebo-te inteiro, no exato momento.
.
Que a razão adormece e o corpo resolve,
Que os meus lábios te tomam com fome absoluta,
E o teu gemido rouco a noite recolhe,
Enquanto minha língua a tua sede escuta.




  Cléia Fialho

terça-feira, 26 de maio de 2015

NOITE ABERTA



O desejo desperta no silêncio do quarto  
Como uma chama que busca o seu lugar,  
Sinto a brisa que vem do teu olhar  
E o meu peito se torna um campo aberto.

A escuridão nos veste de mistério,  
Tua voz é um rio que atravessa a noite,  
A pele arde em antecipação,  
Cada poro suspira pelo teu toque.

Tuas mãos são pétalas que descem devagar,  
Mapeando curvas, caminhos sem fim,  
O ar entre nós vibra como um acorde  
Que nenhuma partitura jamais definiu.

Nossos suspiros se misturam ao escuro,  
A boca encontra a boca em território proibido,  
O tempo para, o mundo some,  
E o quarto se torna um universo particular.

A lua espreita pela janela,  
Inveja da dança que inventamos agora,  
Corpos entrelaçados em fogo e em ritmo,  
E o desejo — que não pede licença — nos devora.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 25 de maio de 2015

QUERENDO TE AMAR



Q  uando no silêncio, só penso em te encontrar.
U  nindo sonhos e desejos a se entrelaçar,
E  rgo meus sentimentos, sem medo de errar.
R  umo ao horizonte onde o amor vai reinar,
E  no teu abraço, meu coração quer se ancorar.
N  as estrelas, escrevo nosso nome a brilhar,
D  esejos intensos, no peito, a incendiar,
O  querer mais profundo, sem hesitar,

T  udo que almejo é contigo, a me guiar,
E  a cada passo, o amor só faz aumentar,

A  mar-te é o destino que não canso de buscar,
M  ergulhar contigo no mar do amor, me entregar,
A  mar-te é meu desejo, sem nada mais desejar.
R  eclamo tua presença, alma inquieta a vibrar,





  Cléia Fialho

sábado, 23 de maio de 2015

O QUE AS SOMBRAS SABEM



As sombras dançam, sussurram segredos
no tecido do tempo, o instante se esvai —
teu retrato gravado em desejos quedos
e a ausência é presença, nunca um "não vai".

Mas eu quero o vai,
quero o vai-e-vem,
quero a tua língua escrevendo o meu nome
em córregos pelo pescoço abaixo.

As sombras não sussurram mais,
gritam.
Grudam-se na pele como suor,
como os dedos que se perdem
por baixo da cintura,
forçando o corpo a ceder.

O tempo não se esvai —
ele transborda,
pinga lento entre as coxas,
uma escuridão úmida
que só a tua boca ilumina.

Teu retrato não está mais na parede,
está sobre mim,
quadril contra quadril,
a arquear do meu corpo
encontrando a tua ferocidade em ternura.

Ausência?
Que palavra é essa?
Aqui só cabe o cheiro,
o sal do encontro,
o não-dizer que se desfaz
em gemido.

Aqui o nunca
vira agora,
e o agora
nunca acaba.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 22 de maio de 2015

RITUAL DE LUXÚRIA



Entro no quarto ainda molhada da chuva.
O casaco cobre meu corpo, mas teus olhos já despem.
Queres ver o que escondo, mas me detenho.
O brilho em teu olhar denuncia o desejo.
Por que não me desarmas?
Assim poderás tocar, sentir, possuir.

O cinto se afrouxa, os botões cedem.
O decote revela a promessa dos meus seios.
A diversão começa no instante em que me desnudo.
Mais um gesto e meus mamilos se erguem,
enquanto tua excitação cresce sob o tecido.

Cada abertura revela mais.
Deixo o casaco cair ao chão.
Nua, como ao nascer, caminho até ti.
Meus quadris desenham o ritmo.
Viro-me, ergo minha carne diante do teu rosto.

Te inclinas, tua língua explora.
Espalhas minhas nádegas, lambes meu segredo.
Abres meus lábios, mergulhas em minha gruta.
Se tudo fluir, tua dureza substituirá tua boca.

O prazer me domina, teu cunilíngua me enlouquece.
Molhada, sento em teu rosto,
enquanto minhas mãos libertam tua ereção.
Minha boca te envolve, encaixe perfeito.
Estamos em sessenta e nove,
tua língua em minha boceta, minha boca em teu falo.

O ritmo acelera, gemidos se cruzam.
Explosões de gozo nos atravessam.
Meu néctar escorre, tua porra pulsa.
Degustamos o excesso, bebemos o pecado.

Agora me tomas no sofá.
Teu pau invade minha fenda,
minha bunda repousa em teus quadris.
O calor nos envolve, o êxtase nos consome.
Ondulo, cavalgo, mudo posições.
Sou cachorrinha, sou motorista, sou selvagem.

Meus seios balançam livres,
tuas estocadas me fazem vibrar.
Viramos, nos dobramos, nos erguemos.
Cara a cara, tua rola saboreia minha boceta.
O ritmo cresce, a pressão explode.
Gozamos juntos, em transe, em delírio.

Teu corpo se rende, teu pau amolece.
Minha lascívia se aquieta.
Mas o fogo permanece aceso,
pronto para nos consumir outra vez.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O GEMIDO ROUCO



Paixão que arde, forte e intensa,
Que nos embriaga em doce tormenta,
Nos lábios, um beijo, a alma imensa,
Paixão que arde, nossa eterna essência.

Em cada toque, um fogo que queima,
No olhar profundo, a vida se enleia,
São promessas, murmúrios, a mesma cena,
Paixão que arde, sempre a nos rodear.

Meus seios reclamam a tua boca cheia,
Tuas mãos afundam-se em minha maré,
Onde a renda cede e a pele semeia
O gemido rouco que só o desejo é.

E quando o gozo desaba, tempestade contida,
Ficamos assim, tremendo em silêncio pleno —
Paixão que arde, chama tantas vezes acendida,
Que só se apaga para reacender no meu seio.

1 — sensual e lírica:

Deitas-me devagar sobre o lençol amarrotado,
Onde o mundo se cala e o tempo se despede,
Entras em mim como quem chega ao teu fado,
E o meu corpo sussurra: fica, mata a minha sede.

2 — mais ousada e possessiva:

Deitas-me devagar sobre o lençol amarrotado,
Onde o mundo se cala e o tempo se rende,
Entras em mim como quem chega ao teu fado,
E o meu corpo sussurra: sou tua, o que em mim arde acende.

3 — entrega total:

Deitas-me devagar sobre o lençol amarrotado,
Onde o mundo se cala e o tempo se demora,
Entras em mim como quem chega ao teu fado,
E o meu corpo sussurra: fica, sou tua agora.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 20 de maio de 2015

SELVAGERIA DO DESEJO



Éramos jovens, famintos de prazer. Tua boca mergulhava em minha carne, tua cabeça repousava em minha pélvis, meus segredos ardendo em calor.

Eu não acreditava na sorte: apaixonados, entregues, devorados. Teu falo endurecia só de estar comigo.

Meu corpo era território aberto, cada curva explorada por tuas mãos. Do banco de trás à areia da praia, onde o mar nos assistia em silêncio. Eu trabalhava tua ereção com tesão intenso, sempre fui abrigo quente, sempre fui convite sem pudor.

Tu eras amante voraz, eu mais que desejo, eu febre. Sempre buscávamos saciar um ao outro, jogo de corpos sem hesitação. Nunca duvidamos da entrega, nunca faltou fogo em nossas tentativas.

Às vezes, o início era lento, minhas mãos brincavam com tua rigidez, meus dentes mordiscavam teus seios, minha boca sugava meu próprio prazer. Línguas se chocavam, dedos se afundavam, até que o gozo nos inundava em excesso.

Então vinha a viagem selvagem: por trás, de lado, de frente. Cada posição era fantasia, cada ritmo, uma explosão. Tu me fodia sem trégua, eu te dominava centímetro a centímetro.

Minha gruta te apertava com força, meus quadris dançavam em crime delicioso. Tu controlavas as estocadas, eu me abria em calor líquido. Não havia dúvida: gozávamos juntos, sempre, em mais uma festa de luxúria.





  Cléia Fialho

terça-feira, 19 de maio de 2015

PALAVRAS QUE QUEIMAM NA BOCA


As palavras não ditas, na bruma escondidas,
transformam-se em versos que anseiam voar —
mas eu não quero que voem.
Quero que caiam sobre mim
como roupa molhada,
que me tapem a respiração
e me deixem nua no próprio desejo.

No labirinto da mente,
o pensamento de ti é um dedo
que desce sem pressa,
que sabe onde a pele esquece
quem era antes
e só responde em arquejo.

Não é mais silêncio.
É o som do corpo aprendendo a falar
em língua que não tem tradução —
só a língua da boca no pescoço,
só o arranhar das unhas
nas costas que se curvam
como ponte para o teu prazer.

No eco do silêncio,
estou pronta a amar —
não, estou pronta a ser tomada,
a abrir as fronteiras da pele
e deixar que tu explores
com mãos, com olhar, com fome,
cada centímetro que se contrai
esperando o teu avanço.

Que os versos não voe.
Que fiquem aqui,
presos entre os meus lábios,
roçando a tua orelha
enquanto tu entras
e eu esqueço
até de respirar.

A bruma não esconde mais nada.
Eu sou toda exposta,
um grito que não quer fim,
só quer repetição.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 18 de maio de 2015

domingo, 17 de maio de 2015

AQUI MORA O DEVORAR



O sussurro do vento não é doce,
é o teu hálito quente no meu pescoço,
a língua deslizando onde a pele se eriça,
transporta anseios que a carne engrandece,
— a alma é coisa que se perde
quando os dedos apertam e o ventre se abre.

Na tormenta é que o amor se tece,
no bater desenfreado,
no embate que soa como trovão baixo,
na cama que range e não se queixa.

A suavidade fiel de um toque implorado
Não imploro — Exijo.
Puxo o teu cabelo para mais perto,
guio a tua boca para o centro da tempestade,
e o toque deixa de ser suave
para ser possessão.

Em cada silêncio — o eco
é o gemido preso na garganta,
é o som úmido da língua,
é o estalo da pele que cede
e celebra a ferida do prazer.

Por entre as paredes,
o prazer faz morada.
O que habita aqui é o fogo,
é o corpo debruçado,
é o travesseiro mordido,
é o suor escorrendo
nas costas arqueadas,
é o cheiro de nós dois
impregnado no ar
e em cada fenda.

Aqui mora o devorar.




  Cléia Fialho

sábado, 16 de maio de 2015

PERFUME DO TROVÃO



Tua presença é um perfume que me guia
pelas sombras que a noite desenhou
não com traços leves,
mas com mãos que puxam cabelos,
com unhas que arranham o tempo
até ele parar.

A noite nos engoliu,
Fomos nós que a desenhamos
com pernas entrelaçadas,
com bocas que inventam
línguas novas.

Cada gesto teu é a luz que me encontrou
nua no próprio desejo,
aberta como a noite é aberta
para o que arde e não pede licença.
Tu achas-me em cada curva,
em cada dobra onde a respiração falha,
onde o ventre se ergue implorando.

Teu cheiro impregna os lençóis
e eu enrolo-me no que resta de nós,
no suor, no rastro,
na marca que a tua língua deixou
onde eu mais me arqueio.

Aqui não há guia.
Aqui há só a voragem
do corpo que me busca
e me acha
e não solta.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 15 de maio de 2015

ABISMO DE CARNE E FOGO



Meus poros exalam o suor de uma entrega sem freios,
Sacrifício profano aos deuses do prazer febril.
Quando teus lábios tocam a minha pele em chamas,
O ar se torna denso, consumindo toda a razão.

Não há astros na penumbra que nos abriga,
Apenas a gravidade do teu corpo contra o meu.
Um compasso frenético de arquejos e atrito,
Onde a carne dita o ritmo da nossa rendição.

Cada toque é uma escrita profunda e visceral,
Cicatriz de volúpia que marca a alma nua.
O universo se encolhe no espaço das respirações,
Entre o contato insaciável e o desejo sem fim.

Sou maré alta, desastre iminente e desejo,
Entregue à tua posse enquanto a noite implora,
Por mais um gole de insanidade, pele e brasas,
Neste delírio ardente onde nos fazemos um.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 14 de maio de 2015

CORPOS EM CHAMAS


Sinto-me tomada pelo fogo,  
teu calor invade minha pele,  
um rio de desejo escorre lento,  
ardendo em cada curva, em cada dobra.  

Teus coxas nuas são relâmpagos,  
rasgam o silêncio da noite,  
deslizam como lâminas quentes,  
abrindo caminhos de vertigem.  

O suor se mistura ao prazer,  
um perfume selvagem nos envolve,  
a carne pulsa em ritmo feroz,  
explodindo em ondas de delírio.  

Não há fronteiras, não há limites,  
apenas o choque dos corpos,  
a dança crua da luxúria,  
um universo inteiro em combustão.  

E quando o ápice nos consome,  
resta apenas o eco da chama,  
um brilho eterno gravado na pele,  
um segredo ardente que nunca se apaga.  




  Cléia Fialho